200.000 acessos

Hoje, 21/05/2013, esse blog passou a marca de 200.000 acessos. Aparece no topo da lista do Google de quem procura pelas palavras farsa e aquecimento global em língua portuguesa, sem nunca ter pago (ou recebido) nada para isso, talvez pela relevância do assunto e pela consistência dos posts…

Desde o início, em 27/03/2008, até os 100.000 acessos, em 27/01/2012, passaram-se 1.401 dias, mais de 46 meses, quase 4 anos. Dos 100.000 para os 200.000 acessos, foram só 16 meses, 1 ano e 4 meses.

Mais e mais pessoas – cada vez mais – se informam melhor e acabam se convencendo que o aquecimento / arrefecimento global é um fenômeno essencialmente natural, e que a tese de que esteja sendo significativamente causado pelas atividades dos humanos é uma farsa.

Seja lá como for, muito obrigado a todos!

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O apocalipse terá de esperar

A verdade inconveniente: as mudanças climáticas estão ocorrendo em ritmo mais lento que o previsto pelos propagandistas dos desastres do aquecimento global

Sempre se brincou que a climatologia é a ciência do achismo, pois não consegue prever com segurança se vai ou não chover no fim de semana. Agora, ela corre o risco de perder o direito de ser chamada de ciência. Na última década, o rigor científico esperado nos estudos climáticos viu-se suplantado por um debate que beira a irracionalidade. Cientistas e ambientalistas se deixaram levar por um tipo de fervor dogmático sobre a necessidade de medidas drásticas para frear a emissão de dióxido de carbono (CO2) decorrente da atividade humana. Na opinião deles, ou se faz isso, ou o aquecimento global causará desastre ambiental de proporções apocalípticas. A complicação é que não se encontrou o meio que permita conter a emissão de gases do efeito estufa sem reduzir a produtividade da economia e o bem-estar das populações. Na semana passada, discutindo com base no prognóstico de um aumento de 2 graus na temperatura média global neste século, os 27 países da União Europeia (UE) confirmaram planos de gastar 20% de seu orçamento anual (hoje daria 24 bilhões de euros) em medidas contra a emissão de CO2. O dinheiro poderia ter melhor destino, pois a visão cataclísmica que a UE se dispõe a enfrentar é, em grande parte, o resultado de estudos manipulados para sustentar a tese de seus autores.

As falhas desses estudos foram claramente expostas por um extenso levantamento publicado pela Universidade de Reading, na Inglaterra. Depois de examinar prognósticos feitos desde 1960, o climatologista Ed Hawkins concluiu que a maioria deles errou vergonhosamente. A principal falha foi a previsão de uma elevação crescente e rápida da temperatura média do planeta. Ocorreu o contrário. A temperatura aumentou abaixo do esperado pelos cenários elaborados pelos climatologistas para as últimas décadas e se mantém estável desde 2008. Como a quantidade de carbono jogada pelo homem na atmosfera duplicou em vinte anos, a verdade inconveniente é que é possível que o CO2 nem sequer seja o vilão. O aumento da descrença no alarmismo do aquecimento global, por sinal, já fez desabar o mercado de carbono, mecanismo que permite a compra e a venda do direito de emitir CO2. O valor negociado caiu de 126 bilhões de dólares, em 2011, para 81 bilhões, no ano passado.

A ala pessimista da climatologia estimou que a temperatura média do planeta subiria em torno de 1 grau nos últimos quarenta anos. Nada menos que 95% desses cientistas estavam errados. A elevação no período foi de apenas meio grau. À primeira vista pode não parecer um erro tão grande, mas, usado em modelos de previsão climáticos, o dado inexato se multiplica e pode assumir dimensões absurdas. Uma das conclusões baseadas em dados equivocados é que, se nada de drástico for feito nos próximos dez anos, a temperatura global vai disparar 4,5 graus até o fim do século. Os prognósticos extremados serviram de base para um relatório preparado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU, divulgado com enorme repercussão em 2007. O IPCC deu seu aval à associação do aumento da temperatura às emissões de carbono e pintou um cenário de fim do mundo, do qual se destacam a elevação do nível dos oceanos causada pelo derretimento das geleiras e a inundação de cidades costeiras, como Nova York e Rio de Janeiro. “Não sei se foi incompetência ou loucura. Os cálculos são tão absurdos que mesmo considerando as variáveis que eles utilizam é impossível chegar a iguais resultados”, disse a Veja o climatologista inglês Nicholas Lewis, crítico feroz dos prognósticos do IPCC.

Lewis refez os cálculos matemáticos com os mesmos números utilizados como base pelo IPCC. O resultado – como consta no estudo publicado no mês passado – foi a previsão de que o aumento da temperatura ultrapassará 1,6 grau até 2100. Isso é menos da metade do previsto no relatório do IPCC. As consequências de uma elevação dessa magnitude são de pequeno impacto: maior incidência de tempestades e a redução no tamanho das geleiras localizadas em pontos extremos do planeta. Não há risco de nenhuma cidade à beira-mar ser submersa. Secas severas são possíveis, mas só em regiões já atormentadas pela falta de água, como as limítrofes do Deserto do Saara. “Os erros nos cálculos que encontrei são para cientistas o equivalente a dizer que um mais um não são dois”, concluiu Lewis.

O IPCC existe desde 1988 e, no momento, prepara um novo relatório sobre o clima para ser divulgado em setembro. Seu conteúdo já vazou na internet, e o que vem aí é mais do mesmo. Os relatórios do IPCC são elaborados por 2000 cientistas de todo o mundo, o que lhes dá aparente credibilidade. Na realidade, predominam entre eles interesses políticos, ideológicos, pessoais e de instituições que nada têm a ver com ciência. O indiano Rajendra Pachauri, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz na condição de presidente do IPCC, insistiu em incluir no relatório de 2007 a duvidosa previsão do derretimento a curto prazo das geleiras do Himalaia. Três anos depois, uma investigação pedida pela própria ONU concluiu que se tratava de especulação. Entrou no relatório porque Pachauri dirige um instituto em Nova Déli e precisava justificar o meio milhão de dólares recebido de uma fundação americana para estudar precisamente as geleiras do Himalaia. A investigação apontou o uso indiscriminado de estudos, estatísticas e modelos sem base científica na elaboração do relatório do clima do IPCC.

É fato que o comportamento do clima ainda está longe de ser inteiramente compreendido pelos estudiosos. Por que ocorreu uma elevação rápida na temperatura média do planeta no início dos anos 90 seguida por um período de estabilidade que se mantém até hoje? No mesmo ano em que a União Europeia se mobiliza para tentar impedir o previsto aumento de 2 graus na temperatura global, a Inglaterra enfrentou seu inverno mais gelado desde 1962, e ainda nevava em Londres um mês depois do início da primavera. Como o aquecimento global se encaixa nesse cenário gelado? Há suposições, mas não respostas decisivas. Apesar das incertezas, vozes influentes conseguiram inserir o aquecimento global no centro das preocupações mundiais. Não há mesmo como ignorar algo que é alardeado como o prenúncio do fim do mundo.

O mais famoso cruzado do carbono é Al Gore, que foi vice-presidente americano no governo de Bill Clinton. Ele ganhou um Oscar com um filme cuja mensagem era a seguinte: ou se interrompe já a emissão de carbono, ou o planeta vai fritar como ovo na frigideira. É interessante, do ponto de vista sociológico, como um movimento nascido praticamente dentro da Casa Branca foi se tomando mais e mais de repúdio ao capitalismo, à indústria e à civilização moderna. A mensagem de fundo parece ser que o homem violou leis sacrossantas da natureza e não lhe resta saída exceto voltar ao estilo de vida neolítico ou padecer num inferno de fogo. Não é sem razão que o cientista americano Robert Zubrin. Em livro recente, põe Gore entre os “líderes de um culto contra a humanidade”. A associação entre clima e punição divina está entre nós desde que um Cro-Magnon espiou pela entrada da caverna e se perguntou quem mandava no raio e no trovão. O conceito do fim do mundo pelo pecado ecológico é mais recente. Quarenta anos atrás, havia a firme convicção de que estávamos às vésperas de uma nova era glacial. Em 14 de agosto de 1976, The New York Times informou a seus leitores da existência de “muitos sinais de que a Terra pode estar a caminho de outra Idade do Gelo”. No ano seguinte, a revista Time publicou uma capa afirmativa: “Como sobreviver à Idade do Gelo que vem ai”. O tema ambientalista é o mesmo, mas mudou a polaridade: em lugar de sucumbir ao frio, a humanidade morrerá de calor.

A atividade humana pode poluir o ar que respiramos e arruinar o ambiente em que vivemos. É bom lutar contra esses estragos ambientais. Mas mexer com o clima do planeta parece estar além da capacidade do homem. Os ciclos de variações climáticas são naturais. Mil anos atrás, a temperatura média da Terra era superior à atual. Há 300, passamos por uma mini Era do Gelo. Estudos geológicos indicam que faz 50 milhões de anos que o planeta passa por um resfriamento, com queda de 20 graus [?] em sua temperatura média desde então. É bem possível que neste momento a Terra possa estar no finzinho de uma era glacial. A verdade inconveniente que muitos não querem aceitar é que o planeta esquenta e esfria por motivos próprios – e que pouco se pode fazer a respeito.

Filipe Vilicic e Victor Caputo, Revista Veja, 08/05/2013

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Boa notícia no Dia da Terra

A revolução do gás de folhelho tem reduzido as emissões de dióxido de carbono dos EUA.

Ano após ano, mensagens de destruição ambiental, de tristeza e advertências são veiculadas no Dia da Terra. Por trás desses sentimentos nos países ricos, os governos têm investido bilhões de dólares ineficientemente, sentindo-se bem com políticas de subsídios a painéis solares e carros elétricos.

Mas há maneiras muito melhores para melhorar as perspectivas ambientais para a humanidade e o nosso planeta. No Dia da Terra, precisamos de mais fracking, mais riqueza, mais investimentos inteligentes e menos subsídios ineficientes.

Contribuintes alemães despejaram 130 bilhões de dólares para subsidiar painéis solares, mas em última análise, até o final do século, isso vai adiar o aquecimento global em triviais 37 horas. Os carros elétricos são ainda menos eficientes. Sua produção consome uma grande quantidade de combustíveis fósseis e, principalmente, eles utilizam energia elétrica de combustíveis fósseis para serem recarregados. Mesmo que os EUA consigam chegar à meta ambiciosa de 1 milhão de carros elétricos até 2015 – custando aos contribuintes mais de 7,5 bilhões dólares – o aquecimento global seria adiada em apenas 60 minutos.

Essas políticas sedutoras custam uma fortuna, mas fazem pouca diferença para o meio ambiente porque as tecnologias ainda não estão prontas. É por isso que precisamos investir mais em pesquisa e desenvolvimento de longo prazo para a inovação verde. Isso seria muito mais barato do que as políticas ambientais atuais e acabaria fazendo mais bem para o clima.

Se pudéssemos fazer os painéis solares 2.0 ou 3.0 mais baratos do que os combustíveis fósseis, nós poderíamos fazer com que todos, incluindo os chineses e indianos, embarcassem em um futuro mais verde.

Além disso, o nosso foco em painéis solares e carros elétricos nos desvia dos problemas ambientais mais mortais do mundo. Nos países ricos, a maioria dos indicadores ambientais está ficando cada vez melhor. Temos um ar mais limpo e água limpa, e sofremos menos riscos ambientais. Mas a poluição do ar e da água mata 6 milhões de pessoas a cada ano e causa milhões de dólares de prejuízos em todo o mundo.

Os países ricos, em grande parte resolveram estes problemas através do desenvolvimento econômico.

Os países pobres devem ter a mesma oportunidade de se desenvolver – para que eles também possam ter água potável e mudar para fontes de energia mais limpas, em vez de usar esterco e galhos como combustível.

Os Ricos também podem intervir diretamente em países pobres. Muitas organizações humanitárias estão envolvidas em resolver esses problemas, melhorando o acesso à água potável e ao saneamento. Ao abordar esses desafios, fazemos muito mais o bem para o nosso planeta.

O Dia da Terra também apresenta uma oportunidade para reconhecer nossas próprias realizações ambientais. Apesar de décadas de disputas políticas, o que não conseguiu produzir uma política climática global significativa, foi, finalmente, a revolução do gás de folhelho, que reduziu as emissões de dióxido de carbono dos EUA.

O fracking causou uma dramática transição para o gás natural, um combustível que emite 45% menos dióxido de carbono do que a queima de carvão. Dados da Administração de Informação de Energia dos EUA mostraram que, em 2012, as emissões de dióxido de carbono foram 12% menores do que o pico em 2007. A mudança do carvão para o gás natural é o único responsável por uma redução de 8% a 9% de todas as emissões de CO2 dos Estados Unidos. Na verdade, o que equivale ao dobro da redução que o resto do mundo conquistou ao longo dos últimos 20 anos.

Todos os projetos de energia têm riscos, e embora os perigos de contaminação do fracking provavelmente tenham sido exagerados, uma regulamentação mais rígida reduziria mais esses riscos. Além disso, o gás natural não é o último avanço energia porque ainda é um combustível fóssil. Mesmo assim, fracking é provavelmente a melhor opção verde desta década. E se o fracking acontecesse em todo o mundo, as emissões provavelmente diminuiriam substancialmente em 2020. Nas próximas décadas, é preciso reduzir o custo da energia verde através de investimentos inteligentes em inovação verde.

Neste Dia da Terra, precisamos de uma dose de realismo sobre os verdadeiros desafios ambientais – como a poluição do ar e da água que tornam a vida tão miserável para bilhões de pessoas – e as oportunidades reais que existem para a inovação ambiental, para tornar o nosso planeta um lugar melhor.

O texto acima é uma tradução livre de um artigo de Bjørn Lomborg publicado hoje no USA Today. Para ver o original, clique aqui

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Desaceleração do aquecimento global intriga “cientistas”

Cientistas” estão com dificuldade para explicar uma desaceleração do aquecimento global que expôs lacunas no seu conhecimento, e eles buscam entender as causas para determinar se esse alívio será breve ou se o fenômeno é duradouro.

A maioria dos modelos climáticos, geralmente focados em tendências que duram séculos, foi incapaz de prever que a elevação das temperaturas iria se desacelerar a partir do ano 2000 aproximadamente [modelos que não acertam a previsão do tempo depois de amanhã...].

Isso é crucial para o planejamento em curto e médio prazo de governos e empresas em setores tão díspares quanto energia, construção, agricultura e seguros. Muitos cientistas” preveem um novo aumento do aquecimento nos próximos anos [e a cigana Catita também].

Uma das teorias para explicar essa pausa diz que os oceanos teriam absorvido mais calor pelo fato de sua superfície ficar mais fria do que se esperava. Outras especulam que a poluição industrial da Ásia – ou até nuvens – estariam bloqueando o calor do Sol, ou, então, que os gases do efeito estufa retêm menos calor do que se acreditava.

A mudança pode também decorrer de um declínio já observado na presença de vapor de água (que absorve calor) na alta atmosfera, por razões desconhecidas. Os cientistas dizem que pode estar ocorrendo uma combinação de vários fatores ou de variações naturais ainda desconhecidas.

O fraco crescimento econômico mundial e a redução na tendência de aquecimento global estão afetando a disposição dos governos para fazerem uma rápida transição dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, o que exige bilhões de dólares. Quase 200 governos já concordaram em definir até 2015 um plano para combater o aquecimento global.

“O sistema climático não é tão simples quanto as pessoas acham”, disse o estatístico dinamarquês Bjon Lomborg, autor do livro “O Ambientalista Cético”. Ele estima que um aquecimento moderado seria benéfico para as lavouras e para a saúde humana.

O químico sueco Svante Arrhenius mostrou pela primeira vez na década de 1890 como as emissões de dióxido de carbono a partir do carvão, por exemplo, prendem o calor na atmosfera. Muitos dos efeitos exatos ainda são desconhecidos.

As emissões de gases do efeito estufa atingiram níveis recordes repetidamente com um crescimento anual de cerca de 3% na maior parte da década até 2010, em parte alimentada por aumentos na China e na Índia. Emissões mundiais foram 75% maiores em 2010 do que em 1970, segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas).

Um rápido aumento das temperaturas globais nos anos 1980 e 1990 – quando as leis de ar limpo em países desenvolvidos reduziram a poluição e deixaram o Sol mais forte na superfície da Terra – serviu como um argumento convincente de que as emissões de gases do efeito estufa eram culpadas pelo aquecimento.

O IPCC, painel de especialistas” sobre clima da ONU, vai procurar explicar a atual pausa no aquecimento em um relatório que será divulgado em três partes a partir de final de 2013, com o objetivo de servir como um roteiro científico principal para os governos na mudança de combustíveis fósseis para as energias renováveis, como a energia solar ou eólica. [Perdoai-Vos, Pai, eles não sabem o que falam].

Alister Doyle e Gerard Wynn, em Oslo e Londres, da Reuters. [Aspas e comentários meus]

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A Grande Farsa Verde

Prova concreta finalmente mostra que as previsões do aquecimento global que geraram bilhões em gastos estavam erradas o tempo todo.

Não, o mundo não está esquentando (como você deve ter notado). Vamos agora revelar os dados oficiais que estão fazendo com que os cientistas mudem repentinamente de ideia sobre o apocalipse climático. Será que os políticos financiados pelos ambientalistas irão parar de travar uma cruzada verde com o nosso dinheiro? Bem… o que você acha?

O jornal britânico Mail on Sunday apresentou provas irrefutáveis de que as previsões oficiais do aquecimento do clima mundial eram catastroficamente falhas.

O gráfico nesta página destrói a “base científica” utilizada pela Inglaterra para reestruturar toda a sua economia e gastar bilhões em impostos e subsídios para reduzir as emissões de gases estufa. Essas ações já aumentaram em £ 100 (cerca de R$ 300) ao ano a conta de energia das famílias britânicas.

Gráfico do aquecimento global: As faixas vermelha e rosa no gráfico, subindo gradualmente, são as previsões computadorizadas utilizadas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, IPCC.

As estimativas, às quais foram atribuídas certeza de 75% e 95%, sugerem que havia uma chance de apenas 5% de a temperatura real ficar abaixo das duas faixas.

Mas quando as últimas estatísticas oficiais do aquecimento global publicadas pelo departamento nacional de meteorologia do Reino Unido (Met Office) são sobrepostas às previsões, elas mostram quão erradas elas estavam, ao ponto de cair completamente abaixo da faixa de 95%.

O gráfico mostra em detalhes incontestáveis que a velocidade do aquecimento global foi extremamente superestimada. No entanto, essas previsões tiveram um impacto destrutivo nas contas que os britânicos pagam, do aquecedor à gasolina, passando pelas enormes quantias pagas às cúpulas para reduzir emissões de carbono.

O debate ambientalista foi, para todos os fins, sequestrado por informações falsas. As previsões também forçaram a saída de vagas de emprego no país, pois as fábricas foram transferidas para lugares em que não havia metas de emissões.

Uma versão do gráfico aparece em uma minuta do histórico Quinto Relatório de Avaliação do IPCC, previsto para ser publicado ainda este ano. O vazamento ocorreu em um momento em que os mais eminentes cientistas começam a admitir que seus maiores temores com relação ao aquecimento global não se tornarão realidade.

Os acadêmicos estão revendo suas posições depois que se deram conta dos erros de cálculo. Myles Allen, professor de Geografia Física pela Universidade de Oxford, declarou que até recentemente acreditava que o mundo poderia estar a caminho de um aumento catastrófico de temperatura de mais de 5 °C ainda neste século.

Mas agora ele admite: “o improvável se concretizou”, acrescentando que o aquecimento provavelmente será muito menor.

Allen diz agora que as estimativas mais altas “parecem duvidosas”.

O gráfico confirma que não houve um aumento estatisticamente relevante da temperatura média do mundo desde janeiro de 1997, conforme este jornal divulgou com exclusividade no ano passado.

No fim do ano passado, o Met Office revisou sua previsão para dez anos, que previa recordes anuais de aquecimento. Agora ele afirma que a estagnação do aquecimento irá durar até pelo menos até 2017. Um olhar rápido no gráfico é suficiente para confirmar que o mundo estará muito mais frio do que o mais frio dos cenários previstos.

Especialistas: a fonte é impecável. A linha que mostra a temperatura mundial é do banco de dados “HadCRUT4” do Met Office, com base em leituras de mais de 30.000 postos de medição. Ela foi sobreposta às faixas de certeza de 75% e 95% para produzir o gráfico acima por um grupo que combina o trabalho de 20 centros de modelos climático a serviço do IPCC.

As predições do aquecimento global, baseadas nas previsões dos cientistas de quão rápido os aumento dos níveis de CO2 causariam aumentos de temperatura, influenciaram diretamente a criação da Lei de Mudanças Climáticas da Inglaterra. Segundo a lei, o Reino Unido se compromete a reduzir as emissões em 80% até 2050.

A conta elétrica no Reino Unido inclui subsídios para turbinas de energia eólica no valor de £ 7,6 bilhões (cerca de R$ 23,5 bilhões) por ano, levando a um valor total de £ 110 bilhões (cerca de R$ 340 bilhões). Os motoristas em breve verão outro aumento de £ 0,03 (R$ 0,09) por litro de gasolina devido à mistura de etanol.

Muitos cientistas dizem que a estagnação (além de novas pesquisas sobre fatores como partículas de fumaça e ciclos oceânicos) os fez repensar no que se chama de “sensibilidade climática”, ou quanto o mundo irá aquecer para um dado nível de CO2.

Piers Forster, professor de Mudanças Climáticas da Universidade de Leeds, declarou recentemente: “O fato de que a temperatura da superfície global não aumentou nos últimos 15 anos, somado a bons conhecimentos dos fatores que alteram o clima, tornam as altas estimativas pouco prováveis”.

E a professora Judith Curry, coordenadora de Ciências Climáticas no respeitado Instituto de Tecnologia da Georgia, declarou: “Os modelos estão ficando quentes demais. A tendência de estabilidade da temperatura global pode continuar por uma ou duas décadas”.

Jamen Annan, integrante do Centro de Vanguarda em Pesquisa de Mudanças Globais (Frontier Research Center for Global Change) e famoso defensor da teoria do aquecimento, afirmou recentemente que as altas estimativas da sensibilidade climática agora parecem “cada vez mais indefensáveis”, uma vez que os reais números provavelmente serão cerca de metade da previsão do IPCC em seu último relatório de 2007.

Os céticos declarados do aquecimento global estão mais inequívocos. O Dr. David Whitehouse, autor de um novo relatório sobre a estagnação do aquecimento global publicado este mês pela Fundação Lord Lawson para Políticas sobre o Aquecimento Global, declarou: “Isso muda tudo. Significa que temos muito mais tempo para esclarecer as coisas. O aquecimento global não deve mais ser o principal determinante para a política econômica e energética de lugar nenhum”.

Eu disse que o fim não estava próximo… e isso me custou minha carreira na BBC, afirma o primeiro ambientalista da TV, David Bellamy.

Desafiou a ortodoxia: O botânico David Bellamy, que trabalhava na BBC, afirmou ter sido visto como herético por não seguir a linha do aquecimento global.

Este gráfico mostra que o fim do mundo não está próximo. Mas para qualquer pessoa, como eu, que foi difamada por defender uma visão tão fora de moda, a coisa mais importante a esse respeito provavelmente é a fonte: O IPCC.

Desde sua criação em 1988, o IPCC vem alardeando sobre o aquecimento global antropogênico. Mas aqui, em uma minuta do seu último relatório, está um gráfico que sobrepõe a temperatura observada da Terra com suas previsões.

Ele mostra um mundo que teimosamente se recusa a aquecer. Aliás, mostra que o mundo está a ponto de esfriar.

O fato estranho é que a Terra aqueceu apenas 0,5 °C nos últimos 50 anos. E os registros do Met Office mostram que nos últimos 16 anos as temperaturas têm se mantido no mesmo patamar, e até começando a cair.

Como demonstra o gráfico, quanto mais o tempo passar, mais o registro da temperatura real irá divergir da previsão apocalíptica do IPCC.

Mas mesmo assim, essa previsão foi utilizada para justificar os horríveis parques eólicos que estragam a zona rural do Reino Unido, e bilhões em impostos “verdes” desnecessários que tornam sua indústria menos competitiva e aumentam em £ 100 (R$ 300) por ano as contas de luz das famílias.

O aquecimento global antropogênico se tornou a ortodoxia científica, sem espaço para dissidências. Tragicamente, a tradicional cautela dos meus compatriotas foi jogada fora junto com o conceito cético da revisão por pares para testar novas teorias.

Os opositores do aquecimento global antropogênico são vistos como hereges perigosos, como descobri por conta própria. Logo após a criação do IPCC, fui convidado para o que agora se chama Centro Hadley para Previsões e Pesquisas sobre o Clima, em Exeter, para assistir a uma apresentação sobre o aquecimento global.

Como editor de história natural da BBC e acadêmico de ciências, eles queriam que eu me juntasse à causa. Mas quando li as ditas evidências, dei-me conta que eram falhas e não me “registrei”.

Rapidamente fui afastado da BBC e da comunidade científica mais ampla. Quando ajudei algumas crianças em uma campanha contra um parque eólico como parte do programa de TV Blue Peter, fui publicamente difamado. Recebi e-mails abusivos me criticando. Dei-me conta que minha carreira na BBC estava terminada.

Mas a teoria científica seria testada. É por isso que questiono a ciência que culpa o carbono com o vilão que trará o fim do mundo.

Discussão aberta: David Bellamy argumenta que deveríamos ser capazes de testar teorias sobre o aquecimento global, e que o mundo pode viver com flutuações de níveis de carbono no ar.

A geologia nos diz que os combustíveis fósseis se compõem predominantemente de carbono que já fez parte da nossa atmosfera antes de ser isolado na terra há milhões de anos atrás. Naquele tempo, havia mais de 4.000 partes de carbono por milhão (ppm) na atmosfera. Ao longo do tempo, esse nível caiu para 270 ppm, e agora está por volta de 385 ppm.

É óbvio que o mundo pode viver com essas flutuações no nível de carbono na atmosfera. Há uma correlação entre a temperatura e o CO2, mas alguns dos meus colegas colocaram o carro na frente dos bois.

As evidências mostram que os níveis de CO2 acompanham a temperatura, e não o contrário. Aliás, pode haver muitos fatores que determinam o nosso clima. O cientista australiano David Archibald mostrou uma incrível correlação entre a atividade solar e o nosso clima ao longo dos últimos 300 anos. Os cientistas do clima insistem que devemos aceitar a ortodoxia do “carbono” ou ser deixados de lado.

Mas os cientistas por trás da teoria possuem outros interesses: é uma maneira excelente de justificar novos impostos, ganhar mais dinheiro e lhes garantir mais trabalho.

A realidade é que o aquecimento global antropogênico é um mito: a temperatura global está perfeitamente dentro dos limites que possibilitam a vida, e além disso, a temperatura atual é mais fria em comparação com boa parte da história da terra. Talvez esse seja o momento em que esse fato se torne uma nova ortodoxia científica.

Revista Time de 1977: como sobreviver à Era do Gelo que está vindo

1977 – O ano em que nos disseram para temer os horrores do… resfriamento global

As temperaturas têm caído desde o início dos anos 40. Os professores alertaram que a tendência iria continuar e as crises de alimentos iriam piorar devido à redução das estações de cultivo.

A revista Newsweek publicou que as evidências do esfriamento eram tão fortes que “os meteorologistas estão tendo dificuldades para acompanhá-las”. Mas, lamentou, “os cientistas veem poucos sinais de que os líderes do governo de qualquer país estejam preparados para tomar simples medidas para introduzir as variáveis de incerteza climática em suas projeções econômicas”. Segundo a revista, o planeta já estava “um sexto a caminho da próxima era do gelo”.

Enquanto recentemente a culpa de todos os eventos climáticos extremos é atribuída ao aquecimento global, na década de 1970 o culpado era o resfriamento global. Um artigo previa “o surto mais devastador de tornados já registrado”, além de “secas prolongadas, inundações e geadas”.

O gráfico original foi produzido pelo Dr. Ed. Hawkins, pesquisador sênior do Centro Nacional de Ciências Atmosféricas. Discussões sobre o gráfico e seu significado podem ser encontrados no site Climate Lab Book.

Do Daily Mail: The Great Green Con n.1: the hard proof that finally shows global warming forecasts that are costing you billions were wrong all alongTradução de Luis Gustavo Gentil, revisão minha.

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Arrefecimento Global, alarmismo dos anos 1970

Nos anos 1970, havia um preocupação alarmista dominante: estávamos entrando em uma nova Era Glacial. Para os que tem familiaridade com o idioma de William Shakespeare, sugiro um visita ao blog Popular Technology, que reuniu artigos da época publicados em jornais, revistas, livros e mesmo em reportagens veiculadas na TV sobre o que atemorizava o Mundo. O discurso não mudou…, diversão garantida!

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Mudanças climáticas desorientantes

O medo e fatos exagerados sobre [possíveis] efeitos do aquecimento global nos distraem de encontrar alternativas energéticas eficazes e acessíveis.

Em seu segundo discurso de posse, o presidente Obama prometeu de forma louvável “responder às ameaças das mudanças climáticas”. Infelizmente, quando o presidente descreveu a urgência da ameaça – o “impacto devastador dos incêndios em fúria, a seca incapacitante e as tempestades mais poderosas”, os exemplos assustadores sugerem que ele está contemplando políticas pobres que não apontam para qualquer solução real, muito menos inteligente. O aquecimento global [pode ser] é um problema que precisa ser enfrentado, mas os exageros não ajudam, e muitas vezes simplesmente nos distraem de soluções mais baratas e inteligentes.

Para começar, vamos abordar os três cavaleiros do apocalipse climático mencionados por Obama.

A análise histórica dos incêndios florestais em todo o mundo mostra que desde 1950 o seu número diminuiu globalmente em 15%. As estimativas publicadas na revista Procedimentos da Academia Nacional de Ciências dos EUA mostram que, mesmo se o aquecimento global prosseguir sem interrupções, o nível de incêndios continuará a declinar até por volta de meados do século, e não vai retomar o nível de 1950, o pior em incêndios florestais em um século.

Afirmar que as secas são uma consequência do aquecimento global também é errado. O mundo não tem visto um aumento geral nas secas. Um estudo publicado na revista Nature em novembro mostra globalmente que “tem havido pouca mudança nas secas nos últimos 60 anos”. O Painel Climático da ONU em 2012 concluiu: “algumas regiões do mundo têm experimentado secas mais intensas, e mais em particular o sul da Europa e a África Ocidental, mas em algumas regiões as secas têm se tornado menos frequentes, menos intensas ou mais curtas, por exemplo, na região central da América do Norte e no noroeste da Austrália”.

Com relação a um dos favoritos do alarmismo, os furacões, os dados dos últimos anos não indicam que as tempestades estão piorando. Medida pelo total de energia ciclônica acumulada, a atividade dos furacões está em uma baixa que não se verificava desde a década de 1970. Os EUA estão experimentando atualmente a mais longa ausência de furacões graves que atingem o continente em mais de um século. A última tempestade de categoria 3 ou mais forte foi Wilma, há mais de sete anos atrás.

Embora seja provável que veremos tempestades um pouco mais fortes (mas menos), como as mudanças climáticas continuam [?], um estudo de março de 2012 na Nature mostra que o custo global dos danos causados por furacões vai chegar a 0,02% do produto interno bruto anual em 2100, e hoje é de 0,04%, ou seja, uma queda de 50%, apesar do “aquecimento global”.

Isso não significa que as mudanças climáticas não são um problema. Isso significa que exagerar as ameaças faz com que se concentrem recursos nas áreas erradas. Considere os furacões (embora pontos semelhantes possam servir para os incêndios e as secas). Se o objetivo é reduzir os danos causados por tempestades, então o primeiro foco deveria ser em melhores códigos de resiliência, melhorias nas construções e melhor aplicação desses códigos. Subsídios finais para seguros contra furacões para desencorajar edifícios em zonas vulneráveis ajudariam também, como seria melhor investir em infraestrutura (a partir de diques mais fortes, com maior capacidade de armazenamento e esgotamento).

Estas soluções são rápidas e relativamente baratas. Mais importante, eles iriam diminuir os danos futuros por furacões, sejam eles induzidos pelo clima ou não. Se Nova York e Nova Jersey tivessem focado recursos na construção de diques, adicionando portas contra tempestades no sistema de metrô e tivessem feito correções simples, como pavimentos permeáveis, o furacão Sandy teria causado danos muito menores.

No longo prazo, o mundo precisa[ria] reduzir as emissões de dióxido de carbono, pois [alguns acreditam que] provoca o aquecimento global. Mas se o principal esforço para reduzir as emissões é através de subsídios para as energias renováveis chiques como a energia eólica e a solar fotovoltaica, praticamente nada de bom vai ser alcançado, e a custo muito elevado. Os custos das políticas climáticas apenas na União Europeia destinadas a reduzir as emissões até 2020 para 20% abaixo dos níveis de 1990 são estimadas em US$ 250 bilhões anualmente. E os benefícios, quando estimados utilizando-se um modelo de clima normal, reduziriam a temperatura global apenas por um imensurável meio décimo de um grau Celsius até ao final do século.

Mesmo em 2035, com o cenário mais otimista, a Agência Internacional de Energia estima que apenas 2,4% da energia do mundo virá do vento e apenas 1% da solar fotovoltaica. Como é o caso de hoje, quase 80% ainda virão dos combustíveis fósseis. Enquanto a energia verde for mais cara do que os combustíveis fósseis, os mercados de consumo em crescimento como a China e a Índia continuarão a usá-las, apesar de bem-intencionados, mas isso tem quebrado os ocidentais tentam fazê-lo.

Em vez de despejar dinheiro em subsídios e apoio à produção direta da energia verde existente, ineficiente, o presidente Obama deve focar de forma dramática acelerando os investimentos em pesquisa e desenvolvimento de energias verdes. Dito de outra forma, é a diferença entre apoiar um pesquisador barato que vai descobrir no futuro painéis solares mais eficientes ou apoiar uma Solyndra com grandes despesas para produzir lotes de painéis solares ineficientes com a tecnologia de hoje.

Quando a inovação eventualmente fizer com que a energia verde seja mais barata, todo o mundo vai implementá-la, incluindo os chineses. Essa política faria provavelmente 500 vezes mais benefício por dólar investido do que os programas de subsídios atuais. Mas primeiro vamos desmistificar os exageros e os fatores amedrontadores para, em seguida, focar na inovação.

O texto acima é uma tradução livre [com comentários] de um artigo de Bjørn Lomborg que foi publicado originalmente pelo Wall Street Journal. Para ver o original, clique aqui

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Mario de Carvalho Fontes Neto, engenheiro agrônomo


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