Aquecimento Global

Às vésperas da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Copenhagen, que, diga-se de passagem, realizar-se-á debaixo de muita neve e frio, gostaria de fazer uma revisão sobre o tema: verdades e mitos sobre o aquecimento global.

Muita gente fala com preconceitos sobre aquecimento global e, na verdade, não sabe sobre o que está falando. Dizer que ocorre um “aquecimento global” significa dizer que as temperaturas médias no planeta deveriam estar aumentando. Mas não é isso o que está ocorrendo.

O termômetro só foi inventado em meados do Século XIX e a sua dispersão e o seu uso sistemático, para medir diretamente e registrar as temperaturas, cresceram lentamente. A cobertura em termos de representatividade do planeta como um todo foi sendo ampliada pouco a pouco, deixando muito a desejar.

Quando estações meteorológicas começaram a ser instaladas e registros sistemáticos passaram a ser feitos, o Mundo recém saía da Pequena Idade do Gelo. Analisando os dados disponíveis a partir do final do Século XIX e durante o Século XX, observa-se de maneira geral que as temperaturas médias – calculadas a partir da média entre as temperaturas máximas e mínimas observadas em cada local – aumentaram ligeiramente até cerca de 1940, depois diminuíram ligeiramente até meados dos anos 1970, e depois passaram a aumentar novamente até o final do Século XX. Segundo esses dados, o ano mais quente (que se tem registro direto) foi 1934, e a década mais quente, aparentemente, foi a de 1930, quando havia menos de um terço da população atual de seres humanos na Terra, não haviam SUVs e nem aviões Jumbo.

A partir de 1979, satélites foram colocados em órbita da Terra e uma série de medições passaram a ser feitas sistematicamente, inclusive das temperaturas. A meu ver, dados confiáveis sobre a temperatura média da superfície do planeta começaram a ser obtidos apenas a partir de 1979, através dos satélites. As estações meteorológicas terrestres não são lá muito representativas para esses cálculos, por uma série de motivos, entre eles:
1. Há muito mais água que terra na superfície do planeta, e os registros feitos em navios não são representativos;
2. Estações meteorológicas terrestres perto de grandes centros urbanos que cresceram muito passaram a registrar dados distorcidos em função do efeito ilha de calor dessas áreas.

Um dos registros mais significativos que esses satélites passaram a fazer é a quantidade de gelo sobre o mar, no Ártico e na Antártida, que foram analisados em várias ocasiões nesse blog. Veja os dados atualizados da criosfera clicando aqui e tire as suas próprias conclusões.

A partir de 1998, novos satélites na órbita da Terra passaram a registrar as temperaturas na superfície e também a várias altitudes na atmosfera. Clique aqui para ver esses dados através de gráficos interativos.

O fato é que as temperaturas médias da superfície da Terra estão outra vez diminuindo no Século XXI… Nas últimas décadas, o ano mais quente foi 1998. E de lá para cá, as temperaturas tem diminuído, não estão aumentando. A terminologia correta, portanto, seria arrefecimento global, e não aquecimento, pois não se verifica nenhum aquecimento há mais de uma década! De qualquer forma, as variações observadas são absolutamente normais, dentro de padrões históricos e fundamentalmente devidas a causas naturais.

Bom, se não temos aquecimento, já poderíamos parar por aqui. Mas hoje vamos explorar um pouco mais o tema. Vamos voltar até meados da década de 1970. Na época, após mais de três décadas de temperaturas em declínio, a preocupação era a iminência de uma nova era glacial. A BBC e os noticiários sobre o tempo falavam de uma nova era do gelo e suas consequências catastróficas, etc..

Creio que um fato merece destaque naqueles dias sombrios: Bert Bolin, um meteorologista sueco, ofereceu uma tábua da salvação para um mundo à beira do pânico: ele especulou e sugeriu pela primeira vez que talvez fossemos capazes de esquentar o planeta! Queimando carvão, queimando petróleo, produzíamos cada vez mais CO2, e o incremento de CO2 da atmosfera talvez pudesse aquecer o planeta, livrando-nos de morrer congelados, embora não estivesse certo de que isso poderia ocorrer. Bem, a esmagadora maioria dos especialistas sobre o assunto disse na ocasião que aquela teoria excêntrica não tinha o menor cabimento, que era um absurdo.

Dois outros fatos subseqüentes, porém, contribuíram para mudar essa convicção: as temperaturas voltaram a subir e os trabalhadores das minas de carvão no Reino Unido entraram em greve. No início dos anos 70, a crise do petróleo havia precipitado o mundo em uma recessão e os mineradores britânicos haviam afundado o governo conservador de Edward Heath. A politização do tema começou então com Margaret Thatcher. Ela sempre esteve preocupada com a questão da segurança energética, já que não confiava no Oriente Médio e não confiava no Sindicato Nacional dos Mineradores, ou seja, não confiava no petróleo e nem no carvão. Anos mais tarde (a Sra. Thatcher foi primeira-ministra da Grã Bretanha de 1979 a 1990), quando a questão do aquecimento global começou a ser ventilada e ela pretendia desenvolver a energia nuclear (que, por acaso, não emite CO2), ela tratou de juntar a fome com a vontade de comer. Ela foi até a Real Sociedade de Ciências e colocou dinheiro à disposição dos cientistas para que provassem que as emissões de CO2 provocavam aquecimento do planeta. E assim, obviamente, eles foram e o fizeram.

A pedido da Sra. Thatcher, o ‘Met Office’ criou uma unidade de modelagem climática que estabeleceu as bases para um novo Comitê Internacional chamado Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, ou IPCC. O escândalo recente da correspondência ‘hackeada’ é apenas um vestígio da sujeira que foi varrida para baixo do tapete desde então.

Com a queda do muro de Berlim e o fim do comunismo, muitos pacifistas e ativistas políticos passaram para o movimento ambientalista, trazendo o neomarxismo com eles. Aprenderam a usar a linguagem verde de forma inteligente para estabelecer agendas que na realidade têm mais a ver com anticapitalismo e antiglobalização que com qualquer assunto ecológico ou científico. E eles adoraram a questão do CO2, pois o CO2 é para eles um emblema da industrialização. O CO2 também é um gás industrial, ligado ao crescimento econômico, ao transporte em carros, ao que chamamos de civilização. E assim, da extrema esquerda até a extrema direita, todos se uniram para empunhar uma mesma bandeira.

Muito além de ser um emblema dos tempos modernos, porém, o CO2 é um gás essencial para a vida na Terra. O CO2 e a água são essenciais para a fotossíntese. E a vida no nosso planeta, tal e como a conhecemos, é baseada nesse milagre. O CO2 não é um poluente!

A forma como essa verdade insofismável foi deturpada demonstra o poder que está por trás dessa baboseira do aquecimento global. Aliás, como vimos recentemente no post que escrevi para o Blog Action Day 2009, a palavra de ordem agora é mudança climática. Como se o clima antes fosse constante e agora estivesse sendo modificado por nós…

No passado recente, se considerarmos apenas a Era Cristã (insignificante em termos geológicos), sabe-se que houve um Período Quente Medieval com temperaturas significativamente superiores às que verificamos nos dias de hoje, assim como a Pequena Idade do Gelo, com temperaturas mais frias, mais recentemente. Fundamentalmente, é a atividade do Sol que condiciona o clima na Terra. Somos a caixa de ressonância de suas variações. É o óbvio ululante.

Essa estória de que um aumento do CO2 na atmosfera provoca um aumento na temperatura, de forma linear, binária, tão simples assim, em um sistema tão complexo como o climático, não lhe parece boa demais para ser verdade? Vamos supor, apenas por hipótese, que a temperatura aumente. Haveria então mais evaporação e mais nuvens se formariam. Teríamos então mais dias nublados, e consequentemente, temperaturas mais amenas…

O famoso efeito estufa, da forma como se diz que deveria funcionar, simplesmente não tem funcionado. Não só os dados de temperaturas obtidos a várias altitudes com os satélites lançados em 1989, mas também dados de balões meteorológicos mostram que eventualmente ocorre uma elevação da temperatura na superfície, mas não se verifica nenhum aumento das temperaturas na troposfera (baixa atmosfera), senão, por vezes, o contrário. Os fatos, portanto, não se ajustam à teoria.

Outra estória que tampouco se observa é um aumento de eventos climáticos extremos de forma generalizada. Os tornados observados recentemente no sul do Brasil, por exemplo, tem mais a ver com um inverno austral mais intenso que a média. Mais frio, e não mais calor. Arrefecimento local, e não aquecimento global. Fenômenos climáticos extremos estão diretamente relacionados às diferenças de temperatura entre os pólos e os trópicos, isso é o que está escrito em todo e qualquer livro sobre meteorologia.

No mundo, hoje em dia, mais de 80% da energia consumida provem do carvão, do petróleo e do gás natural, principalmente porque são as fontes de energia mais baratas. E eu não sou contra o uso de fontes de energia alternativas, muito pelo contrário. Aliás, eu trabalho com biocombustíveis e bioenergia. Mas a energia fotovoltaica ou a eólica, por exemplo, que juntas representam cerca de 1%, são muito mais caras, precisam ser subsidiadas. Mas para os neo marxistas travestidos de ecologistas (que fazem de tudo para encobrir o fato de que nunca antes na história deste planeta, tantos seres humanos viveram tanto e tão bem), o que eles querem mesmo é ver o circo pegar fogo.

A matriz energética brasileira é a mais renovável do mundo. Geramos energia elétrica principalmente em usinas hidroelétricas, produzimos e utilizamos há vários anos grande quantidade de etanol e, mais recentemente, de biodiesel. O Lula quer sair bonito na foto em Copenhagen, mas está promovendo termoelétricas a óleo combustível (óleo pesado) e carvão. E o nosso óleo diesel é um dos piores do mundo (mais poluentes), devido ao seu altíssimo conteúdo de enxofre.

Instituir taxas ou penalizações para os que emitem CO2 é uma invencionice, totalmente ineficaz para o fim a que se destina, exceto talvez para os próprios inventores. Aos que não conhecem o Projeto Petição, sugiro que deem uma olhada, principalmente no artigo de Arthur B. Robinson, Noah E. Robinson e Willie Soon.

Ainda criança, aprendi com o meu avô a velejar, na represa de Guarapiranga, em São Paulo. Desde então, sempre atento aos ventos e ao clima, ao longo da minha juventude e na minha vida profissional como engenheiro agrônomo, aprendi que ainda não somos capazes de prever como será o tempo depois de amanhã… Que dirá dentro de 50 ou 100 anos…

Sinceramente, acho que deveríamos nos preocupar com coisas mais simples e triviais, como saneamento básico, coleta seletiva e destinação correta de resíduos, coisinhas assim, aparentemente sem muita importância, mas que nos afetam diretamente… Bill Gates parece ter dito a um grupo de jovens em uma palestra que “antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, deveriam tentar limpar seu próprio quarto”. Nessa semana, por exemplo, escutei no rádio que o Brasil é o sétimo país do mundo no ranking da vergonha com 18 milhões de pessoas que não tem acesso a banheiros… Que Deus nos proteja!

.

Escândalo

Nos últimos dias, em muitos blogs, comenta-se sobre as centenas de e-mails que foram ‘hackeados’ do Climate Research Unit (CRU) da Universidade de East Anglia. Este organismo britânico, dirigido por Phil Jones, forma, junto com o norteamericano Goddard Institute of Space Studies (GISS), o núcleo principal do alarmismo climático.

Os e-mails revelam a falta de imparcialidade do petulante grupo que dirige os aspectos científicos do aquecimento global supostamente devido ao CO2. Os que aparecem pior na foto são o próprio Phil Jones e Michael Mann, o autor de mais êxito do IPCC, pois a ele se deve o célebre gráfico do “taco de hóquei” que abria o informe de 2001 e que supostamente mostrava um aquecimento do Século XX sem precedentes.

No final de semana, foram publicados artigos no New York Times, no Washington Post, no Wall Street Journal (que escreveu: “e-mails ‘hackeados’ mostram a ciência climática afetada com rancor”), no Guardian, no Daily Mail, no Telegraph, etc., etc.. Tanto o do Washington Post como o do Wall Street Journal foram os mais lidos do dia.

Seguem alguns links dos e-mails ‘hackeados’. Recomendo a leitura.
Alleged CRU Emails – Searchable
Bishop Hill blog – Climate cuttings 33

O post acima é, em parte, uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

.

Novos dados detonam teorias sobre mudanças climáticas

Novos dados mostram que o equilíbrio entre o ar atmosférico e a quantidade de dióxido de carbono absorvido tem permanecido praticamente constante desde 1850, apesar das emissões de CO2 relacionadas à atividade humana terem passado de cerca de 2 bilhões de toneladas por ano em 1850 para 35 bilhões de toneladas por ano atualmente.

De acordo com um comunicado de imprensa, estes dados sugerem que os ecossistemas terrestres e dos oceanos tem muito mais capacidade de absorver CO2 do que havia sido previamente estimado.

Os resultados são contrários a um conjunto significativo de pesquisas recentes, que espera que a capacidade dos ecossistemas terrestres e dos oceanos de absorver o CO2 deveria começar a diminuir com o aumento das emissões de CO2, fazendo com que as concentrações de gases de efeito estufa subissem como um foguete. O Dr. Wolfgang Knorr, da Universidade de Bristol, Reino Unido, descobriu que, na verdade, a tendência de alteração da concentração de CO2 no ar desde 1850 tem sido de apenas 0,7 ± 1,4% por década, o que é essencialmente igual a zero!

A força do novo estudo, publicado na Geophysical Research Letters online, é que está baseado exclusivamente em medições e dados estatísticos, incluindo registros históricos extraídos de núcleos de gelo da Antártida, e não depende de modelos climáticos com cálculos complexos.

Este trabalho é extremamente importante para as políticas sobre mudanças climáticas, porque os objetivos de redução das emissões a serem negociados na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Copenhague no início do próximo mês foram baseados em projeções que têm um “buraco negro” de carbono não considerado. Alguns pesquisadores têm alertado contra este abordagem, apontando para evidências que sugerem que o “buraco” já teria começado a diminuir.

Portanto, esta é uma boa notícia para negociações sobre o clima em Copenhague? “Não necessariamente”, afirma Knorr. “Como todos os estudos deste tipo, existem incertezas nos dados. Por isso, em vez de depender da natureza para fornecer um serviço gratuito, absorvendo nossos resíduos de carbono, temos de verificar que a porcentagem a ser absorvida não mudou”.

Outro resultado do estudo é que as emissões referentes aos desmatamentos podem ter sido superestimadas entre 18 e 75 por cento. Isto estaria de acordo com resultados publicados na semana passada na revista Nature Geoscience por uma equipe liderada por Guido van der Werf, da Universidade VU, de Amsterdam. Eles revisaram os dados de desmatamentos e concluíram que as emissões têm sido superestimadas em pelo menos o dobro.

O post acima é uma tradução livre de um artigo publicado em The Hindu. Para ver o original, clique aqui

.

Peabody e Exelon

Um dos interesses econômicos que mantém com vida a farsa do aquecimento global é o do setor nuclear. Assim digo porque acredito e porque muito pouco se fala sobre o assunto. A energia nuclear necessita de uma fatia maior na pizza da geração de energia elétrica e com a desculpa do aquecimento global, e de rotular como poluente o CO2, trata de que lhe deixem dar uma mordida na fatia do carvão.

Eletricidade EUA

Fontes de geração de eletricidade nos Estados Unidos (“coal” = carvão)

Aqui vai uma breve história sobre duas grandes empresas norte americanas, Peabody e Exelon, só para compararmos como andam as coisas. Cada uma pertence a um setor diferente – carvão e nuclear – e ambas são rainhas da beleza em Illinois (cidade mais importante: Chicago). Hoje, 48% da eletricidade em Illinois provêm do carvão e outros 48% vêm da nuclear.

Peabody é o nome da empresa privada mais importante do mundo no setor do carvão. Nasceu há mais de um século em Illinois, o Estado que Obama foi senador. Illinois compartilha com Indiana e Kentucky uma grande bacia de carvão mineral (Illinois Coal Basin), e isso explica a sua localização.

Exelon é a companhia de energia elétrica mais importante no setor nuclear norte americano. Possui dez centrais nucleares, seis das quais se encontram em Illinois. Ali, em 1960, uma de suas antecessoras, ComEd (Commonwealth Edison), que hoje forma parte da Exelon Corporation, colocou em funcionamento e primeira central nuclear dos Estados Unidos.

Quando Obama era senador, era um fervoroso defensor do carvão, mas quando se tornou candidato à presidência, tornou-se ecologista e preferiu promover com grandiloquência as energias renováveis, e também, com menos grandiloquência, a cambaleante energia nuclear, que desde o desastre de Three Mile Island, em 1979, não conta nos EUA com nenhuma nova central. Em agradecimento, a Exelon apoiou Obama, sendo provavelmente uma das empresas que mais colaborou no financiamento de sua campanha (difícil demonstrá-lo, ainda que existam indícios).

Peabody x Exelon

Pois bem, acima se vê um gráfico que compara a evolução das cotações das ações destas duas empresas em Wall Street desde há um ano até hoje.

Observa-se a queda brutal que sofreram as ações da Peabody justo há um ano, quando Obama foi eleito presidente. Mas logo as cotações se levantam, sacodem a poeira e dão a volta para cima, e a tendência desde Janeiro é claramente de alta. Ocorre que, apesar das restrições que o carvão norte americano recebe no seu próprio país, onde o consumo diminuiu, esse combustível natural não deixa de estar a cada dia mais solicitado na Ásia, com o que os EUA cada vez exportam mais, tanto para o uso na fabricação de aço, como para o uso na geração de eletricidade. Por outro lado, a Peabody já tem minas não só na bacia de Illinois, mas também em outras regiões, nos EUA e no mundo, principalmente na Austrália. De tal forma que os negócios vão bem, obrigado.

E a Exelon? Pois olhem o gráfico, por favor, que vou fazer uma boquinha, e concluam vocês mesmos este post

Ref.: State Nuclear Industry – Illinois
Peabody Coal Company – Company History
Exelon Corporation – Company History
Peabody Energy
Exelon | Nuclear

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

.

As nove mentiras de Al Gore

Al Gore aparece como o principal profeta do apocalipse no debate sobre o aquecimento global, e o documentário Uma Verdade Inconveniente é o evangelho dos que crêem nele. Mas Al Gore os enganou.

Há dois anos, o Juiz Michael Burton, da Alta Corte de Justiça Britânica, caracterizou o filme de Al Gore como “alarmista e exagerado no apoio à sua tese política”. O tribunal, respondendo a uma ação movida por um pai, disse que o filme é “unilateral” e não poderia ser exibido nas escolas britânicas, a menos que contivesse orientações para equilibrar a tentativa de Gore em promover a sua “doutrinação política”.

O Juiz baseou a sua decisão em nove inverdades que aparecem no filme. Mas o público em geral parece que desconhece essa história. Segue um resumo dos atos falhos de Gore, as justificativas e algumas considerações:

1. A alegação: o derretimento das geleiras na Groenlândia ou na Antártida fará com que o nível do mar suba cerca de 7 metros em um futuro próximo. A verdade: O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) concluiu que o nível do mar pode subir até 7 metros, mas ao longo de milênios – e insiste nessa previsão. O IPCC prevê um aumento de 7 a 23 centímetros até 2100. A alegação de Gore é “uma distorção muito perturbadora da ciência” segundo John Day, que discute o caso britânico no documentário Not Evil Just Wrong. O Juiz disse que a alegação de Gore “não está em linha com o consenso científico”.

2. A alegação: os ursos polares estão se afogando porque eles estão tendo que nadar mais para encontrar gelo. A verdade: o Juiz Burton observou que o único estudo que cita o afogamento de ursos polares (entre quatro deles) atribuiu a culpa pelas mortes a uma tempestade, e não a um eventual derretimento devido ao aquecimento global causado pela atividade humana. O Comitê de Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado norte americano, além disso, considerou que a população atual de ursos é de 20.000 a 25.000, bem acima dos 5.000 a 10.000 que havia nas décadas de 1950 e 1960. Day diz em Not Evil Just Wrong que a estória dos ursos polares é “uma peça muito inteligente de manipulação”.

3. A alegação: o aquecimento global causou o furacão Katrina em 2005. A verdade: “É senso comum que não há provas suficientes para demonstrar isso”, escreveu Burton em sua sentença. Um artigo na revista New Scientist em maio de 2007 refutou o argumento do Katrina como sendo um “mito do clima”, já que é impossível estabelecer um vínculo entre um único evento climático e o aquecimento global.

4. A alegação: os aumentos de temperatura são o resultado de aumentos de dióxido de carbono. A verdade: Burton questionou os dois gráficos utilizados por Gore em Uma Verdade Inconveniente. Gore afirmou que há “um encaixe perfeito” entre a temperatura e o CO2, disse Burton, mas os seus gráficos não suportam esta conclusão. Os dados recentes também não apóiam essa tese: a temperatura média global tem diminuído há cerca de uma década, mesmo quando os níveis de CO2 continuam aumentando.

5. A alegação: A neve no Monte Kilimanjaro está derretendo por causa do aquecimento global. A verdade: O derretimento está em curso há mais de um século – muito antes dos jipões SUVs e dos aviões Jumbo – e parece ser o resultado de outras causas. O Juiz Burton observou que os cientistas concordam que a fusão não pode ser atribuída principalmente a “mudanças induzidas pela atividade humana no clima”.

6. A alegação: Lago Chade está desaparecendo por causa do aquecimento global. A verdade: Lago Chade está sim perdendo água, e os humanos estão sim contribuindo para essas perdas. Mas os humanos que vivem nas imediações do lago é que são os culpados – e não toda a humanidade que utiliza combustíveis fósseis. Burton cita fatores como o crescimento da população local, a super exploração e a variabilidade climática regional.

7. A alegação: As pessoas estão sendo forçadas a evacuar atóis do Pacífico, ilhas de coral que circundam as lagoas, por causa da invasão das águas do oceano. A verdade: Por sua própria natureza, os atóis são mais suscetíveis à subida do nível do mar. Mas Burton disse incisivamente em sua sentença que “não há evidência de qualquer evacuação como essa, posto que ainda não aconteceu nenhuma”.

8. A alegação: os recifes de coral estão sofrendo um clareamento e colocando os peixes em perigo. A verdade: Em sua decisão, Burton enfatizou a conclusão do IPCC de que o clareamento poderia matar recifes de coral – se estes não se adaptarem. Um relatório divulgado este ano mostra que os recifes estão prosperando em águas tão quente como algumas pessoas dizem que as águas do oceano serão daqui a 100 anos. Burton também afirmou que é difícil separar o estresse dos recifes de coral do excesso de pesca ou de quaisquer mudanças no clima.

9. A alegação: o aquecimento global poderia interromper “as correntes transportadoras de calor nos oceanos”, provocando uma nova idade do gelo na Europa Ocidental. A verdade: Mais uma vez, os aliados de Gore no IPCC estão em desacordo com este argumento. Burton cita a conclusão do IPCC, de que “é muito improvável que as correntes transportadoras nos oceanos parem de funcionar no futuro”. O fato é que a compreensão científica sobre como funcionam as correntes permanece instável, evidenciando a falha na afirmação de Gore.

O post acima é uma tradução livre do blog Not Evil Just Wrong. Para ver o original, clique aqui

.

Poucos furacões

Centenas de páginas de sisudos economistas calculam os hipotéticos prejuízos futuros causados por catástrofes climáticas em regiões costeiras. Diziam que aumentariam com o aquecimento global, à medida que as águas tropicais se aquecessem.

No entanto, a atividade ciclônica mundial (furacões, tufões, ciclones e tornados) parece ser a mais baixa dos últimos 30 anos. Ou o mar não se aqueceu o suficiente, por culpa do CO2, para que se verificassem as previsões, ou a teoria simplista não se sustenta. A teoria parece não se ajustar aos fatos, ou, como diz o Prof. Tim Ball, os fatos não se ajustam à teoria…

O gráfico a seguir representa a evolução do índice de Energia Acumulada em Ciclones (ACE, em inglês) que a agência norte americana NOAA utiliza para definir a atividade ciclônica. São médias móveis de 12 meses e incluem o Atlântico, o Pacífico e o Índico. O índice ACE soma a força, a duração e a extensão de todos os ciclones existente a cada seis horas.

Global year ACE

Ref.: Ryan Maue’s Seasonal Tropical Cyclone Activity Update

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

.

Blog Action Day ‘09

Estamos no Blog Action Day 2009! Vamos ver se isso aumenta a visitação ao blog. Espero que os argumentos e a farta documentação aqui expostos sejam úteis. Já não se fala mais em aquecimento global, pois muita gente já se deu conta de que as temperaturas médias mundiais não estão aumentando há mais de uma década. A palavra de ordem agora é: mudança climática.

Creio que, dentro de alguns ou mesmo vários anos, quando ficar cabalmente demonstrado que o pânico generalizado não tem o menor fundamento, o termo “mudança climática” será usado em aulas nos colégios como exemplo de redundância.

Qualquer um com a mais mínima vivência relacionada à vida ao ar livre sabe que o clima vive mudando… Nunca foi, não é, e nunca será constante. E mesmo os mais familiarizados com a terminologia climatológica sabem que o termo “estável” – utilizado, por exemplo, pelos meteorologistas, para descrever a temperatura num dado momento – é absolutamente efêmero, transitório, pois todos sabem que as temperaturas, ou estão subindo, ou estão baixando.

A questão é: a atividade humana tem alguma interferência nas variações que já ocorrem naturalmente?

Bem, leiam os posts

.

A BBC se surpreende

Em seu site de notícias em inglês, a BBC publica um artigo com um irônico título: “O que aconteceu com o aquecimento global?

O articulista começa dizendo que “Este título pode parecer um pouco surpreendente, assim como também o fato de que talvez o ano mais quente registrado globalmente não foi 2008 ou 2007, foi 1998. Mas é verdade. Durante os últimos 11 anos não observamos qualquer aumento nas temperaturas globais. E os nossos modelos climáticos não prevêem isso, apesar do dióxido de carbono, o gás que muitos dizem ser o responsável pelo aquecimento do nosso planeta, ter continuado a subir”…

Parece que, por fim, um jornalista de um meio de comunicação importante olhou os dados e os gráficos e entendeu o que eles estão dizendo…

Ref.: BBC News | Science & Environment | What happened to global warming?

O post acima é, em parte, uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

.

“Not Evil Just Wrong”

O custo real da histeria sobre o aquecimento global

Alarmistas do aquecimento global querem que os norteamericanos em particular e o mundo em geral acreditem que nós, os humanos, estamos matando o planeta. Mas “Not Evil Just Wrong” (não perverso, apenas errado), o novo documentário de Phelim McAleer e Ann McElhinney, prova que as únicas ameaças de Al Gore e seus aliados do extremismo ambientalista para o mundo são a ciência falha e a retórica de que “o céu cairá sobre as nossas cabeças”.

O filme conduz o extremismo ao campo das realidades. “Desligue as luzes. Desligue a calefação quando chegar o frio. Desligue o ar-condicionado quando chegar o calor”, diz um homem na rua. “E então pense sobre isso”.

“Not Evil Just Wrong” avisa os norteamericanos de que os seus empregos, seus estilos de vida ‘modestos’ e os sonhos para seus filhos estão em jogo. Indústrias que dependem de combustíveis fósseis continuarão a ser prejudicadas se o governo deles impuser regulamentos que acabarão com empregos em uma economia em recessão. Pequenas cidades do interior, como Vevay, no Estado de Indiana, passarão a ser bastiões do desemprego e da pobreza. Chefes de família como Tim McElhany em Vevay perderão seus empregos – e terão de começar a pedir dinheiro emprestado outra vez para comprar pão para as suas famílias.

Os danos que serão causados não se justificam pela ciência. “Not Evil Just Wrong” expõe as decepções que os especialistas, os políticos, os educadores e os meios de comunicação têm impingido como alimentação forçada ao público durante anos. A poluição produzida pela atividade humana não está derretendo as calotas polares. O nível do mar não irá subir de 6 a 7 metros em um flash. E só estão morrendo por causa do homem os ursos polares que tentam comer homens.

McAleer e McElhinney desmascaram o que, por um tempo, foi a arma mais poderosa de desinformação do movimento ambientalista, o infame gráfico que atribuía uma impressionante elevação supostamente única de aquecimento no Século XX ao homem. Eles também quebram o mito de que os anos mais quentes nos Estados Unidos foram de 1998 a 2006. O ano mais quente foi 1934 e a década mais quente foi a década de 1930 – quando havia a metade das pessoas e não haviam SUVs ou jatos Jumbo.

Mas ambientalistas como o ator Ed Begley Jr. e Leo Murray, de “Plane Stupid”, que aparecem no filme, não vão dizer isso. Em vez disso, Begley derrama lágrimas falsas para ex-presidiários para os quais são oferecidos empregos “verdes”, e Murray desacredita o transporte aéreo como a pior indulgência do mundo moderno. Suas reivindicações histéricas têm enganado muitas pessoas a acreditar que o dióxido de carbono, um elemento que é essencial à vida, é um veneno.

Organizações como o Greenpeace, cujos excessos são severamente condenados em “Not Evil Just Wrong” por um de seus fundadores, Patrick Moore, persistentemente utilizam o mesmo tipo de propaganda com a qual os líderes mundiais solicitaram a proibição do DDT. Eles acreditaram em cenários apocalípticos como o da ambientalista Rachel Carson sobre o mata-mosquitos, e o resultado é que milhões de crianças no Terceiro Mundo podem ter sido infectadas pela malária e morrido.

As notas documentais mostram que a Organização Mundial de Saúde levantou a proibição sobre o DDT em 2006, mas Al Gore e seus aliados não aceitam o veredito mais do que eles vão aceitar a “ciência” e alguns descontos em suas teorias sobre o aquecimento global. Eles estão determinados a por a culpa por tudo nos seres humanos.

Not Evil Just Wrong

O post acima é uma tradução livre da sinopse do documentário. Para ver a original, clique aqui. O lançamento mundial será no domingo, dia 18/10

.

Cada vez menos poluição

Apesar da propaganda desmoralizadora dos jornais, revistas e telejornais que, dia após dia, culpam o progresso industrial – e especificamente o aumento do consumo de eletricidade – por supostamente termos uma atmosfera cada vez mais irrespirável, o certo é o contrário.

A seguir, um gráfico com o aumento do produto interno bruto nos EUA nas últimas duas décadas, que foi acompanhado de um aumento considerável na geração e no consumo de energia elétrica, freado apenas pela crise atual. Este aumento na geração e no consumo de energia elétrica vem, fundamentalmente, de uma maior eficiência das plantas termoelétricas, especialmente as a carvão. O carvão fornece aproximadamente 50% da eletricidade nos EUA e não parece que vai diminuir, pelo menos nas próximas décadas.

Emissões SO2 e NOx nos EUA

Mas apesar do aumento na geração de energia elétrica, os poluentes associados à queima de combustíveis fósseis – óxidos de enxofre e de nitrogênio – reduziram-se drasticamente, graças às melhorias tecnológicas das turbinas e das plantas termoelétricas. O assunto das chuvas ácidas com o qual tanto nos assustaram na década dos 80 já nem se ouve falar.

As atmosferas irrespiráveis se localizam precisamente nos lugares de alta densidade de população e aonde ainda não chegaram os métodos modernos de geração de energia elétrica. Mas apesar dos obscurantistas de plantão – que desgraçadamente são maioria – os mais pobres da Ásia, da África e da América Latina, graças ao uso massivo de carvão em centrais termoelétricas modernas, terão também cada vez mais luz e melhor ar para respirar.

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

.

Próxima Página »