IPCC usa erradamente o termo risco

O último relatório do Grupo de Trabalho II do IPCC, intitulado Mudanças Climáticas 2014: Impactos, Adaptação e Vulnerabilidades, foi aprovado ontem. Nele, o conceito de “riscos” decorrentes de mudanças climáticas induzidas pela ação do homem figura proeminentemente.

Bem, eu posso entender o uso de termos como “possibilidade” quando se trata de aquecimento global antropogênico (AGA). É teoricamente possível que o aquecimento médio dos últimos 50 anos ou mais foi principalmente causado pelo homem, e é possível que o ligeiro aumento do nível do mar ao longo deste período tenha sido causado mais pelo homem do que naturalmente (o nível do mar estava subindo naturalmente de qualquer maneira). Mas nós realmente não sabemos.

E a ideia de que o mau tempo, tempestades de neve, secas ou inundações pioraram devido à atmosfera tendo agora 4 partes por 10.000 de CO2 ao invés de 3 partes por 10.000, é ainda mais superficial. Principalmente porque há pouca ou nenhuma evidência objetiva de que estes eventos sofreram qualquer aumento no longo prazo que seja compatível com o aquecimento. (É possível que eles tivessem sido piores com condições mais frias globalmente… nós realmente não sabemos).

Mas o ponto principal do meu artigo é que o IPCC tem banalizado o uso do termo “risco”. Falar em “possibilidades” é uma coisa, porque quase tudo é possível na ciência. Mas “risco” refere-se à tendência conhecida de que coisas ruins acontecem como resultado de algum mecanismo causal.

Andar na rua aumenta o risco de ser atropelado por um carro. Sabemos disso porque isso já aconteceu milhares de vezes.

O tabagismo aumenta o risco de câncer de pulmão. Sabemos disso porque isso já aconteceu milhões de vezes (e é consistente com outras evidências médicas, de que o tecido humano exposto a lesões repetidas, em qualquer lugar em seu corpo, pode resultar na formação de tecido canceroso).

Mas quando se trata de mudanças climáticas, não há nenhuma conexão causal demonstrada entre (A) uma molécula de CO2 a mais por 10.000 moléculas de ar, e (B) qualquer mudança observada, no tempo ou no clima, como consequência.

Há teorias de como o primeiro pode impactar o último. Mas isso é tudo.

Você não pode usar o termo “risco” para descrever essas possibilidades teóricas.

O fato é que o IPCC tem insistentemente escolhido o termo “risco” para fazer isso, o que demonstra ainda mais que é uma organização com fins políticos, com a missão final de regular as emissões de CO2, e opera dentro de uma câmara de eco de indivíduos que pensam da mesma forma e que são escolhidos com base em seu apoio político aos objetivos do IPCC.

Agora, você pode perguntar: “Dr. Roy, você está me dizendo que não há riscos conhecidos ao adicionar mais CO2 na atmosfera”?

Bem, eu só posso pensar em um. Existem abundantes estudos científicos controlados que sugerem que mais CO2 causam à vegetação melhor crescimento, mais tolerância à seca e utilização mais eficiente da água.

Se você quiser chamar isso de “risco”, tudo bem. Mas não soa como uma coisa tão ruim para mim, especialmente considerando-se os benefícios de acesso a abundantes formas de energias de baixo custo que melhoram nossa qualidade de vida.

O post acima é uma tradução livre do blog do Dr. Roy Spencer, Ph. D.. Para ver o original, clique aqui

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Para os crentes do aquecimento global, 2013 foi um inferno

Quase tudo o que podia dar errado em 2013 deu errado para a causa do aquecimento global

2013 foi um ano triste para os defensores do aquecimento global. O gelo sobre o mar em torno da Antártida estabeleceu um recorde, de acordo com a NASA, e se estendeu por uma área maior do que em qualquer momento desde 1979, quando as medições por satélite começaram. No Ártico, a notícia também é triste. Há cinco anos, Al Gore previu que até 2013 “toda a calota de gelo polar do Norte desaparecerá”. Não aconteceu. Em vez disso, um Gore amuado viu o gelo no Ártico aumentar em 50% ao longo de 2012. Neste ano, o gelo do Ártico também superou o de 2008, ano de sua previsão. E o de 2009, 2010 e 2011. E em 2013, continua aumentando…

O tempo entre os polos também conspirou para fazer os crentes do aquecimento global passarem mal. Em dezembro, estações meteorológicas dos EUA informaram mais de 2000 recordes de frio e dias de neve. Quase 60% dos os EUA está coberto pela neve, o dobro do que ocorreu no ano passado. Os céus, mesmo abrindo na Terra Santa, onde os cidadãos impressionados viram mais de 40 centímetros de neve cair em Jerusalém, tiveram quase um metro de neve nos seus arredores. A neve cobriu o Cairo pela primeira vez em mais de 100 anos.

2013 marca o 17º ano sem aquecimento no planeta. Foi marcado pela primeira vez que James Hansen, o guru de Al Gore e aquele cujas previsões detonaram o alarmismo do aquecimento global, admitiu que o aquecimento parou. Foi marcado ainda pela primeira vez que grandes defensores da mídia da ortodoxia – The Economist, Reuters e London Telegraph – admitiram que a ciência não está resolvida em relação ao aquecimento global, com The Economist até zombando dos modelos dos cientistas, colocando-os numa “visão negativa”. Previsões científicas de resfriamento global foram publicadas e divulgadas por ninguém menos do que a BBC, a emissora anteriormente inigualável na mídia apocalíptica antropogênica – o que até recentemente era evitado, principalmente pela imprensa acadêmica, por medo de serem rotulados de malucos.

2013 foi igualmente desolador para os negócios bancados pelo aquecimento global. As demissões e falências continuaram a aumentar nas empresas europeias e norte-americanas produtoras de painéis solares e turbinas eólicas, que fizeram pedidos de subsídios para combater o que eles rotularam de concorrência desleal das empresas chinesas. A partir de 2013, porém, as suas desculpas foram se esgotando. A Suntech, da China, a maior fabricante de painéis solares do mundo, já entrou com pedido de falência, assim como a LDK Solar, outra grande empresa. A Sinovel, segunda maior fabricante de turbinas eólicas do mundo e maior da China, informou que perdeu US$ 100 milhões após suas receitas cairem 60%, e agora está fechando fábricas no Canadá, nos EUA, e na Europa.

Embora essas tecnologias de “baixo carbono” estejam se enterrando, os combustíveis ricos em carbono continuam entusiasmando. No mês passado, a Alemanha mandou brasa em uma nova usina a carvão, a primeira de 10 modernas plantas – grandes emissoras de CO2 – que a maior economia da Europa está bancando para alimentar a sua economia no século 21. Em todo o mundo, 1.200 novas usinas movidas a carvão estão em obras. De acordo com uma Agência Internacional, o uso do carvão no mundo vai crescer, especialmente nos países em desenvolvimento, ajudando a tirar os pobres da pobreza ao modernizar suas economias.

Tão importante quanto o carvão, os queridinhos dos combustíveis fósseis são, indiscutivelmente, o gás de folhelho (shale gas) e o xisto betuminoso. Esta semana, o Reino Unido passou por cima dos opositores e anunciou que vai fazer de tudo para aproveitar esses combustíveis da próxima geração. Em metade do Reino Unido será permitido perfurar para realizar o que o xisto betuminoso e o gás de folhelho estão fazendo nos EUA – diminuindo drasticamente os custos da energia e eliminando a dependência do país em combustíveis estrangeiros. A China, também, decidiu aproveitar a revolução do gás não convencional – em um acordo com os EUA, anunciaram esta semana que vão explorar o que alguns estimam ser a maior reserva de gás de folhelho do mundo, o que equivale, em conteúdo de energia, a cerca de metade do petróleo na Arábia Saudita.

2013 também marca a virada para os governos do mundo. Em 1º de janeiro de 2013, primeiro dia da segunda fase do Protocolo de Quioto, este foi abandonado pelo Canadá e pela Rússia, duas potências dos combustíveis fósseis. Com essa saída, Quioto tornou-se um clubinho de não emissores – o Protocolo de Quioto abrange apenas 15% das emissões globais. Em negociações patrocinadas pela ONU sobre o aquecimento global em Varsóvia no mês passado, os países ocidentais da Europa, América do Norte e Austrália se recusaram a discutir uma proposta dos países em desenvolvimento que limitaria suas emissões no futuro.

2013 também viu a Austrália eleger um governo cético em uma eleição que foi saudada como um referendo sobre as mudanças climáticas. Após a vitória, o governo prontamente começou a se desfazer dos impostos sobre o carbono do país, juntamente com o seu ministério das mudanças climáticas, agora no monte de lixo da história. Outros países estão tomando nota da atitude do público sobre o alarmismo em relação às mudanças climáticas – em quase nenhum lugar o público acredita nos cenários assustadores pintados pelos defensores das mudanças climáticas.

2013 foi o melhor dos anos para os céticos, ou o pior dos anos para os entusiastas das mudanças climáticas, para os quais qualquer mudança – ou a ausência de mudanças – no tempo servira como prova irrefutável das mudanças climáticas. Os entusiastas caíram em descrença, todos ridicularizam o fracasso dos modelos climáticos diante das previsões não ocorridas como anunciadas. Que os governos e o público iriam abandonar o dever de deter as mudanças climáticas, podia até estar em suas mentes, mas era impensável que o inferno congelar-se-ia de novo. Da forma como as coisas estão indo para eles, isso pode acontecer já em 2014.

O post acima é uma tradução livre do artigo recente de Lawrence Solomon, diretor executivo da Energy Probe, um grupo ambientalista com sede em Toronto.

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Benefícios Sociais do Carbono

ThinkProgressIlustração do ThinkProgress sobre o custo social do carbono: Talvez seja melhor utilizada para o benefício social do carbono…

Craig Idso, um especialista nos efeitos fertilizantes de níveis elevados de CO2 em várias espécies de plantas, publicou um novo estudo da externalidade positiva (consequência econômica não intencional) do aumento do CO2.

No período de 50 anos, de 1961 a 2011, ele calcula que houve um benefício 3,5 trilhões de dólares resultante do aumento da produtividade agrícola. Os benefícios previstos para as próximas décadas são ainda maiores.

A agora! Como, possivelmente, um subproduto da atividade humana pode ser bom? Essa certeza não é o que nos foi ensinado na escola.

Em nossa era moderna de autoflagelações travestidas de benfeitoras, com muito tempo ocioso e ansiosos por encontrar uma causa para convencer os outros a pagarem para saciar a culpa auto imposta (ufa), raramente ouvimos qualquer boa notícia sobre qualquer coisa relacionada às mudanças climáticas.

E se apenas os benefícios agrícolas causados pelo aumento do CO2 são da ordem de alguns trilhões de dólares, o que dizer sobre a prosperidade que o acesso à energia abundante e acessível permitiu ao longo dos últimos 100 anos? Quantos zilhões de dólares seria isso?

No entanto, os governos continuam a tentar justificar uma ampla gama de normas que punem o uso de combustíveis fósseis com base na ideia boba de “custo social do carbono” (CSC), as supostas externalidades esmagadoramente negativas resultantes do uso de combustíveis fósseis.

Quando economistas realistas e com culhões vão levantar os benefícios sociais do carbono (BSC)? Pessoas como Matt Ridley estão se manifestando sobre o assunto. Onde estão os economistas? Será que eles (como a maioria dos pesquisadores climáticos) foram comprados também?

Até termos uma contabilidade imparcial dos custos e dos benefícios do uso dos combustíveis fósseis, há pouca esperança na obtenção de políticas públicas racionais que não façam mais mal do que bem…

O post acima é uma tradução livre do blog do Dr. Roy Spencer, Ph. D.. Para ver o original, clique aqui

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Contestamos o último relatório do IPCC

Contestamos o último relatório do IPCC, apesar de ter sido assinado por 259 pesquisadores e representantes de 195 países, a maioria ligada a órgãos governamentais, ONGs e à área de meteorologia. Todos aqueles que contestam o propalado aquecimento global são excluídos de todas as discussões de grupos ligados ao IPCC, tanto aqui no Brasil como em outras partes do mundo. No Brasil, diversos pesquisadores de universidades como a UFRJ, a USP, a UFPR, a UFAL, etc., com trabalhos envolvendo o tema, são céticos quanto aos modelos apresentados pelo IPCC. Particularmente contesto o modelo de previsão adotado. A janela de tempo de análise, entre 1950 e 2010, não é parâmetro para se estabelecer previsões de longo prazo.

A dinâmica climática não é continua no tempo geológico, incluindo os 11000 anos até o presente, que mostram claramente isso. De acordo com o documento do IPCC, a previsão é que o aquecimento global até o final do século 21 seja “provavelmente superior” a 2 °C (com pelo menos 66% de chances disto acontecer). Até 2100, o nível do mar deve aumentar de 45 a 82 centímetros, considerando o pior cenário (ou de 26 a 55 centímetros, no melhor), e o gelo do Ártico pode diminuir até 94% durante o verão local. Essas previsões são contestáveis em todos os aspectos. Primeiro, porque existem poucos dados sobre o hemisfério sul, por exemplo, onde o manto de gelo da Antártida foi pouco alterado nos últimos 18000 anos, ao contrário do Ártico que diminuiu. Aqui no Brasil, nesse ano, ocorreu um evento atípico: nevou em aproximadamente 180 cidades, incluindo cidades do sul de Minas e o Pico do Itatiaia no Rio de Janeiro. Segundo, o comportamento do nível do mar não é uniforme, todo estudante de geologia sabe disso, parece elementar. Uma elevação do nível do mar depende de uma série de fatores: climáticos, tectônicos, mudança de posição do geoide, sedimentação, etc..

A variação do nível do mar no sudeste brasileiro nos últimos 11000 anos foi de aproximadamente 8 metros, sendo uma oscilação negativa de – 5 metros (resfriamento) ocorrida há 11000 anos antes do presente e uma oscilação positiva de + 3 metros (aquecimento) ocorrida há 5000 anos antes do presente. Essa pesquisa foi realizada pelo Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente do Museu Nacional – UFRJ. A variação do nível do mar em 1000 anos é de aproximadamente 0,8 metros. Portanto, não chega a 1 metro em um milênio. Esses valores foram obtidos e comprovados no litoral do Rio de Janeiro. Como pode ser visto, são bem diferentes da mera previsão apresentada pelo IPCC. A erosão costeira no Brasil não tem nenhuma relação com o aquecimento global. Nós, que atuamos com pesquisas em áreas costeiras, sabemos muito bem disso. A erosão costeira é decorrente da urbanização da orla, construções de estruturas de engenharia mal planejadas, construções de barragens e também decorrente de fatores naturais, entre estes, a entradas de frentes frias, a alteração da dinâmica do transporte de sedimentos, etc.. Não temos elementos suficientes para apontar uma tendência de aquecimento global. Prever uma tendência de aquecimento global no hemisfério sul, incluindo o Brasil, é um grande equivoco.

A história geológica recente da Terra foi marcada por períodos glaciais (frios) e interglaciais (quentes). Experimentos de décadas não apontam tendências. O aquecimento ou o resfriamento da Terra não é um processo continuo, depende de uma série de fatores astronômicos, geológicos, climáticos e oceanográficos. O homem, apesar de contribuir de forma significativa com a degradação ambiental local através da poluição, contaminação do solo, desmatamentos, etc., não é capaz de alterar o sistema climático mundial, que depende muito mais de forças astronômicas. Fatores episódicos como os fenômenos El Niño, que alteram o sistema climático da Terra com tempo de recorrência entre 3 a 8 anos, por exemplo, não são contínuos. As temperaturas nunca tiveram tão baixas na última primavera nas Ilhas Britânicas, por exemplo. É uma tendência? Muito provavelmente não. No inverno desse ano, as temperaturas nas serras gaúchas e catarinenses ficaram abaixo de zero. É uma tendência? Muito provavelmente não. O clima da Terra é complexo, envolve várias variáveis, entre estas as geológicas e as astronômicas, que são completamente desprezadas pelos teóricos do aquecimento global.

Prof. Dr. João Wagner Alencar Castro, Área de Geologia Costeira e Marinha do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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IPCC-AR5 Summary for Policymakers vazou…

Nele, os “maiores cientistas climáticos do mundo” confessam: o aquecimento global foi apenas um quarto do que previram e os computadores consideram os efeitos dos GEE (Gases de Efeito Estufa) de forma errônea.
• Relatório divulgado revela que o mundo se aqueceu apenas um quarto do que o IPCC previu em 2007.
• Os cientistas reconhecem que seus computadores podem ter exagerado nas previsões.

A cópia vazada dos estudos sobre o clima da maior autoridade do mundo revela que as previsões científicas da desgraça iminente estavam muito erradas.

The Mail on Sunday obteve a versão final do relatório que será publicado ainda este mês pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, o fiel cão de guarda cujas maçantes “avaliações” de seis em seis anos são aceitas por ambientalistas, políticos e especialistas como o evangelho da ciência do clima.

Elas são citadas em todo o mundo para justificar avultados impostos sobre os combustíveis fósseis e subsídios para a energia “renovável”.

No entanto, o relatório que vazou faz a concessão extraordinária que ao longo dos últimos 15 anos, as temperaturas mundiais registradas aumentaram em apenas um quarto do que o IPCC previu quando publicou a sua última avaliação, em 2007.

Naquela época, o IPCC disse que o aquecimento observado durante 15 anos, de 1990 a 2005, tinha ocorrido a uma taxa de 0,2°C por década, e previu que isso continuaria nos 20 anos seguintes, com base nas previsões feitas pelos modelos climáticos computadorizados.

Mas o novo relatório diz que o aquecimento observado durante os últimos 15 anos até 2012 foi de apenas 0,05°C por década – abaixo de praticamente todas as previsões de computadores.

O “resumo para os fazedores de políticas” de 31 páginas é baseado em uma análise de 2.000 páginas, mais técnicas, e serão publicados ao mesmo tempo. E também, surpreendentemente, revela: os cientistas do IPCC reconhecem que seus modelos de previsão em computadores podem ter exagerado o efeito do aumento das emissões de carbono nas temperaturas do mundo – e não tomaram conhecimento suficiente da variabilidade natural.

Eles reconhecem que a parada no aquecimento global relatada pela primeira vez pelo The Mail on Sunday no ano passado é real – e admitem que seus modelos de computador não foram capazes de prevê-la. E eles não conseguem explicar por que as temperaturas médias mundiais não demonstraram qualquer aumento estatisticamente significativo desde 1997.

Eles também admitem que grande parte do mundo estava quase tão quentes quanto já esteve em um período entre 950 e 1250 dC – séculos antes da Revolução Industrial e quando os níveis da população e de CO2 eram muito menores.

O IPCC admite que enquanto os modelos de computador preveem uma diminuição do gelo no mar da Antártida, ele realmente tem crescido a um novo recorde. Mais uma vez, o IPCC não sabe dizer o porquê.

A previsão no relatório de 2007 de que os furacões se tornariam mais intensos foi simplesmente descartada, sem qualquer menção.

Este ano tem sido um dos mais calmos das temporadas de furacões na história e os EUA estão atualmente experimentando seu mais longo período que se conhece – quase oito anos – sem que um único furacão de categoria 3 ou acima chegue ao continente.

Um dos autores do relatório, o professor Myles Allen, diretor da Rede de Pesquisas Climáticas da Universidade de Oxford, na noite passada disse que esta deve ser a última avaliação do IPCC – acusando seu complicado processo de produção de “deturpar como a ciência funciona”.

Apesar das muitas incertezas científicas divulgadas pelo relatório, ainda assim contém conclusões apocalípticas familiares – insistindo que o IPCC está mais confiante do que nunca que o aquecimento global é principalmente culpa da atividade dos seres humanos.

Ele diz que o mundo vai continuar a esquentar catastroficamente, a menos que haja medidas drásticas para conter gases de efeito estufa – com grandes aumentos no nível do mar, inundações, secas e o desaparecimento da calota de gelo do Ártico.

Ontem à noite, a professora Judith Curry, diretora de Ciências do Clima no Instituto de Tecnologia da Georgia, em Atlanta, disse que o resumo que vazou mostrou que “a ciência não está claramente estabelecida, está em um estado de fluxo”.

Ela disse que, portanto, não fazia sentido o que o IPCC estava afirmando: que a sua confiança em suas previsões e conclusões aumentou.

Por exemplo, no novo relatório, o IPCC diz que é “muito provável” – 95% de certeza – que a influência humana causou mais de metade do aumento da temperatura entre 1951 e 2010, e “muito confiante” – 90% de certeza – a partir de 2007.

A professora Curry disse: “isto é incompreensível para mim” – acrescentando que as projeções do IPCC possuem um “excesso de confiança”, especialmente quando se considera as áreas duvidosas admitidas no relatório.

Começando em uma semana a partir de amanhã, cerca de 40 dos 250 autores que contribuíram para o relatório – e, supostamente, produziram um consenso científico definitivo – vai realizar uma reunião de quatro dias em Estocolmo, juntamente com representantes da maioria dos 195 governos que financiam o IPCC, criado em 1998 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP).

Os governos apresentaram 1.800 perguntas e estão exigindo grandes revisões, começando com a falta de consideração para a parada no aquecimento.

A professora Curry disse que espera que as “inconsistências sejam apontadas” na reunião, acrescentando: “o processo de busca de consenso utilizado pelo IPCC cria e amplia os preconceitos que cercam a ciência. Ele deve ser abandonado em favor de uma revisão mais tradicional, que apresenta argumentos a favor e contra – o que seria melhor para apoiar o progresso científico e ser mais útil para os fazedores de políticas”. Outros concordam que o processo agora em curso de avaliação do IPCC é pesado e caro.

O professor Allen disse: “a ideia de produzir um documento de quase infalibilidade bíblica é uma deturpação de como a ciência funciona, e precisamos olhar com muito cuidado sobre o que o IPCC pretende no futuro”.

Céticos das mudanças climáticas são mais francos. O Dr. Benny Peiser, da Global Warming Policy Foundation, descreveu o relatório divulgado como uma “mistura impressionante de confusão, especulação e pura ignorância”.

Quanto à parada no aquecimento, ele disse: “parece que o IPCC está ficando sem respostas… para explicar porque é que há um fosso cada vez maior entre as previsões e a realidade”.

The Mail on Sunday também viu uma versão preliminar do relatório, com data de outubro do ano passado. Há muitas diferenças marcantes entre ele e a versão “final” atual.

O rascunho de 2012 não fazia nenhuma menção à parada, e longe de admitir que a Idade Média foi excepcionalmente quente, ele afirmava que as temperaturas de hoje em dia são as mais altas há pelo menos 1300 anos, como fez em 2007. O professor Allen disse que a mudança “reflete uma maior incerteza sobre o que estava acontecendo no milênio passado”.

Outra alteração na nova versão é o dimensionamento pela primeira vez abaixo de um ponto de referência fundamental, a “sensibilidade climática de equilíbrio” – na medida em que se esperava que o mundo aquecesse quando os níveis de CO2 dupla.

As coisas como estão, o ambiente deverá ter duas vezes mais CO2 que em tempos pré-industriais por volta de 2050. Em 2007, o IPCC disse que o aumento “mais provável” era de 3°C, com até 4,5°C ainda “provável”.

Agora, não dá um valor “mais provável” e admite que é “provável” que pode ser tão pouco como 1,5°C – dando assim ao mundo muito mais décadas para descobrir como reduzir as emissões de carbono antes que as temperaturas subam a níveis perigosos.

Como resultado da parada no aquecimento, vários estudos científicos recentes de revisão por pares têm sugerido que o verdadeiro valor para a sensibilidade é muito menor do que qualquer um desses – os do IPCC incluídos – que foram previstos: provavelmente, menos de 2°C.

Ontem à noite, o chefe de comunicações do IPCC Jonathan Lynn se recusou a comentar o assunto, dizendo que o relatório divulgado “ainda é um trabalho em progresso”.

Computador do Met Office é “fundamentalmente falho”, diz nova análise

O Met Office britânico emitiu “declarações erradas e deturpações” sobre a parada no aquecimento global – e seu modelo climático de computador é fundamentalmente falho , diz uma nova análise por um pesquisador líder independente.

Nic Lewis, um cientista climático credenciados “perito avaliador” pelo IPCC, também aponta que o carro-chefe dos modelos climáticos do Met Office sugere que o mundo vai aquecer duas vezes mais em função do CO2 quando comparado com alguns institutos líderes, como o Centro de Clima da NASA nos EUA.

O valor atual do modelo do Met Office para a “sensibilidade climática de equilíbrio” (ECS) – quanto mais quente o mundo vai ficar cada vez que o CO2 dobra – é 4,6°C . Este valor está acima da própria gama de “provável” do IPCC e do nível de “95% de certeza” estabelecido por pesquisa de revisão de pares recente.

O trabalho de Lewis é um contundente documento em relação ao “aquecimento futuro” emitido pelo Met Office em julho, que pretendia explicar por que a parada no aquecimento global atual de 16 anos não é importante, e não significa que a ECS é menor do que se pensava anteriormente.

Lewis diz que o documento fez alegações enganosas sobre o trabalho de outros cientistas – por exemplo, deturpando detalhes importantes de um estudo realizado por uma equipe que incluía Lewis e outros 14 especialistas do IPCC. O papel da equipe, publicado na prestigiosa revista Nature Geoscience, em maio, disse que a melhor estimativa da ECS foi de 2°C ou menos – bem menos da metade da estimativa do Met Office.

Ele também dá indícios de que outro modelo chave do Met Office está intrinsecamente desviado. O resultado é que ele sempre vai produzir altos valores para o aquecimento induzido pelo aumento do CO2, não importa como os seus botões de controle são alterados, porque o seu cálculo do efeito de resfriamento da fumaça, da poluição e da poeira – o que os cientistas chamam de “forçamento do aerosol” – é simplesmente incompatível com o mundo real.

Isto tem implicações graves, porque o modelo do Met Office HadCM3 é usado para determinar projeções climáticas do governo, que influenciam a política.

O Sr. Lewis conclui que a modelagem do Met Office é “fundamentalmente insatisfatória porque governa efetivamente fora desde o início a possibilidade de que ambos dos aerossóis e da sensibilidade climática são modestos”. No entanto, escreve ele, “esta é a combinação que as observações recentes suportam”.

O Met Office disse que iria examinar o documento e responder oportunamente.

E por aí vai…

O post acima é uma tradução livre do artigo de David Rose publicado no The Mail on Sunday em 14/09 e atualizado em 19/09. Para ver o original, clique aqui

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O CO2 não é o vilão do aquecimento global

Para cientista, não há evidências de que o CO2 emitido pelo homem interfira no clima global

Por Luiz Carlos Baldicero Molion, PH.D. em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin, EUA

Um artigo publicado na prestigiada revista científica Nature, em 2009, focalizou a reconstrução das temperaturas no Leste da Antártica nos últimos 340 mil anos, feita por uma equipe de cientistas britânicos. Elas foram, nos últimos três interglaciais, entre 6°C e 10°C mais elevadas que as atuais. Entre 800 d.C. e 1200 d.C., o “Período Quente Medieval”, as temperaturas estiveram entre 1°C e 2°C acima das atuais, e o clima quente permitiu que os vikings colonizassem as regiões do norte do Canadá e uma ilha chamada Groenlândia (Terra Verde), hoje cobertas de gelo.

Convém salientar que as concentrações atuais de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), os chamados gases de efeito estufa (GEE), são 30% e 130%, respectivamente, maiores que as concentrações dos GEE daquelas épocas, e aqueles aquecimentos foram naturais e não forçados pelos GEE. De 1350 a 1920, entretanto, o clima se resfriou, com temperaturas 1,5°C a 2°C inferiores às de hoje, particularmente na Europa Ocidental, período bem documentado denominado Pequena Era do Gelo. Porém, após 1920, o clima voltou a se aquecer e as temperaturas se elevaram.

Que ocorreu um aquecimento global nos últimos 100 anos, não há dúvida! A questão que se coloca é se o aquecimento observado é natural ou antropogênico, e se é controlado pelo CO2?

Análises de climas passados mostraram que variações da temperatura e da concentração de CO2 não estão relacionadas entre si, ou seja, o CO2 não controla o clima global. Ao contrário, a temperatura do sistema climático, ao aumentar, induz o aumento do CO2 na atmosfera. No término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a temperatura do planeta já tinha aumentado 0,4 °C, mas o homem emitia menos de 10% do carbono que lança hoje na atmosfera. No período pós-guerra, quando a industrialização se acelerou e o consumo de petróleo e consequentes emissões aumentaram significativamente, houve, contrariamente ao que prevê a teoria do aquecimento global antropogênico (AGA), um resfriamento global, a ponto de, em 1976, os climatologistas afirmarem que uma nova era glacial estava em via de começar. Esse período de resfriamento coincidiu com o resfriamento dos oceanos.

Recentemente, entre 1977 e 1998, ocorreu um breve período de aquecimento dos oceanos e do clima, e é esse aquecimento que está sendo atribuído às emissões humanas. Na realidade, os fluxos naturais de carbono entre os oceanos, vegetação e solos (incluídos vulcões) somam 200 bilhões de tonelada por ano.

As emissões humanas são insignificantes em relação às naturais. Não há evidências científicas, portanto, de que o CO2 emitido pelo homem interfira no clima global, sendo a variabilidade deste natural. Também não há comprovação que o nível dos mares esteja subindo. Al Gore, em seu filme Uma Verdade Inconveniente, laureado com o Oscar em 2007, afirmou que o nível dos mares iria aumentar 20 pés (6 metros!).

Os satélites, que medem o nível do mar, detectaram um aumento de 3,4 mm por ano durante 1993 e 2006. Isso corresponde a um aumento inferior a 5 cm nesses 14 anos. Essa elevação terminou em 2006 e foi provocada por um ciclo lunar de 18,6 anos.

O pico desse ciclo ocorreu entre 2005 e 2007. Elevou o nível do mar nos trópicos, gerando marés altas e acelerando as correntes marinhas, que levaram mais calor para os polos. As águas oceânicas mais aquecidas entraram por debaixo das geleiras flutuantes, derreteram a sua base e sua parte aérea despencou.

Ou seja, um ciclo natural, que já ocorreu antes e se repetirá em torno de 2025. Um ponto importante é que o CO2, o dióxido de carbono, tem sido tratado pela mídia como se fosse um vilão, um poluente! O CO2 é o gás da vida! Nós e os animais não produzimos a comida que ingerimos. Quem o faz são as plantas, via fotossíntese, por meio da qual retiram o CO2 do ar e o transformam em amidos, açúcares e fibras dos quais nos alimentamos. Na hipótese absurda de eliminar o CO2, a vida acabaria na Terra.

Revista Galileu. Para ver a publicação original, clique aqui

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Japão e Alemanha confiam no carvão

À falta de gás e nucleares, carvão. Não se costuma divulgar muito porque se supõe que o carvão é antiquado e “sujo” (e os japoneses, modernos e muito limpos), mas resulta que o Japão é o maior importador de carvão do mundo.

Esse posto de líder importador que o Japão mantém há muitos anos ele estava por perder pelo incremento das importações chinesas, mas após o acidente de Fukushima e o fechamento das centrais nucleares, a produção e as importações voltaram a disparar-se. A Tepco, a companhia de eletricidade japonesa, dobrou o uso do carvão no último ano.

O gás liquefeito que ainda importam em grandes quantidades está a um preço três ou quatro vezes superior ao que se paga pelo gás nos EUA. Para as centrais termoelétricas, o carvão importado é muito mais barato. Além disso, o Japão saiu definitivamente há um ano do absurdo Protocolo de Kioto e já não tem que pagar cotas de CO2, com o que o único que se pretendia era encarecer o carvão e dar gosto às paranoias ecologistas.

As novas centrais termoelétricas a carvão do Japão são muito limpas (sempre que não se acredite no clichê de que o CO2 é “sujo” ou mal). Novas centrais com muitos megawatts de potência estão entrando em funcionamento, sem propaganda alguma.

Na Alemanha ocorre algo parecido, com a diferença que na Alemanha cresceu a produção própria de lignito e foram abertas nos anos recentes, com grande sigilo, novas minas a céu aberto, e novas grandes centrais termoelétricas que utilizam esse combustível autóctone, grande emissor de CO2. A Alemanha é atualmente e desde há tempos o maior produtor mundial de lignito, 17 % do total global, e o utiliza massivamente na produção de eletricidade.

E as renováveis? Hoje em dia, no Japão, na Alemanha e na Cochinchina, seguem sendo um capricho e uma ruína.

Electricity production in Japan

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

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Mario de Carvalho Fontes Neto, engenheiro agrônomo


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