Advertência sobre o “consenso” do IPCC: use por sua conta e risco

As conclusões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) são muitas vezes apontadas como representando “o consenso dos cientistas”, uma reivindicação muito grandiosa e presunçosa. Algumas, nos últimos dias, semanas e meses, tem sido desmentidas. Deve-se, portanto, revisar as avaliações secundárias que se baseiam nas conclusões do IPCC, a mais notável das quais é a de Aviso de Perigo (Endangerment) da Agência de Proteção Ambiental norteamericana (EPA), que diz que “os gases de efeito estufa em conjunto tornaram-se um risco tanto à saúde pública quanto aos bens públicos, para a atual e para as futuras gerações”.

Os acontecimentos recentes demonstraram, às vezes vergonhosamente, que o IPCC não é “o” consenso dos cientistas, mas sim a opinião de alguns poucos cientistas (em alguns casos, tão poucos quanto apenas um), em diversas áreas disciplinares, cujo consenso entre eles é, então, alinhavado por costureiros de um produto final do IPCC, que, a priori, sabe o resultado final que quer: que os gases de efeito estufa sejam considerados os responsáveis pelas perigosas mudanças climáticas e que as suas emissões precisam ser restringidas. Então, você pode ver claramente por que a EPA (que tem um objetivo similar) decide que confia nos resultados do IPCC, em vez de realizar uma avaliação independente da ciência com o mesmo resultado predeterminado. Por que fazer um esforço extra para chegar à mesma conclusão?

A justificativa oficial da EPA para sua confiança nos resultados do IPCC é que eles revisaram os “procedimentos” do IPCC e os acharam exemplares.

A seguir, vamos dar uma olhada em algumas “pérolas” reveladas recentemente que os “procedimentos” do IPCC têm produzido. Estas revelações recentes indicam que os “procedimentos” são questionáveis e que muitos dos resultados divulgados pelo IPCC estão errados ou são injustificados, mas têm um efeito moto-perpétuo, como se o IPCC permanecesse uma fonte confiável de informação. Confiabilidade questionável não significa que o IPCC errou em todos os casos. Você mente, mas é difícil saber onde e quando os erros estão presentes e, como tal, a justificativa de que “o IPCC disse isso” já não é suficiente (ou aceitável).

As geleiras do Himalaia

O IPCC já admitiu que, em pelo menos uma área, os seus “procedimentos” falharam:

… No entanto, chegou recentemente ao nosso conhecimento que um parágrafo na página 938 do Grupo de Trabalho II contribuiu para uma avaliação subjacente que se refere a estimativas mal fundamentadas da taxa de redução e da data estimada para o desaparecimento das geleiras do Himalaia. Na elaboração do parágrafo em questão, os claros e bem estabelecidos padrões de evidências, exigidos pelos procedimentos do IPCC, não foram aplicados corretamente.

O Presidente, Vice-Presidentes, e Co-Presidentes do IPCC lamentaram a má aplicação dos procedimentos bem estabelecidos do IPCC neste caso. Este episódio demonstra que a qualidade da avaliação depende da adesão absoluta às normas do IPCC, incluindo a revisão completa da “qualidade e validade de cada fonte, antes de incorporar seus resultados em um relatório do IPCC”. Reafirmamos nosso firme compromisso de garantir este nível de desempenho.

Acontece que, neste caso das geleiras do Himalaia (aparentemente o tópico favorito do Chefão do IPCC, Dr. Rajendra Pachauri, para angariar fundos para uma organização sem fins lucrativos que ele dirige), as conclusões do IPCC, de que as geleiras desapareceriam em grande parte lá pelo ano 2035 (colocando em perigo o abastecimento de água de centenas de milhões de pessoas, bem como levando a um aumento das avalanches e de deslizamentos de terra), como resultado do aquecimento global causado pela atividade humana – aparentemente foram baseadas em algumas observações feitas por um pesquisador para a imprensa. Essas declarações foram posteriormente incluídas em um relatório do World Wildlife Fund (WWF), que foi a fonte citada pelo IPCC.

O Dr. Pachauri negou veementemente as acusações de maus procedimentos quando foram feitas, chegando até a chamar as provas das acusações de “ciência vodu“. Agora, com a admissão do IPCC de seus erros, espera-se um pedido de desculpas do Dr. Pauchari em função das suas declarações.

A última fofoca sobre esta questão é que várias pessoas no IPCC sabiam desses problemas há algum tempo, mas elas permitiram sua perpetuação, de qualquer forma. E que tentativas de outros cientistas de corrigir esses problemas do IPCC acabaram se perdendo na correspondência.

Isto não é lá tão importante assim como para comprometer os “procedimentos”.

Atribuição do aumento de danos ao aumento das temperaturas

Outra questão que tem despertado a atenção do IPCC nos últimos dias tem sido a sua atribuição do aumento das perdas relacionadas aos fenômenos climáticos e ao aumento das temperaturas devido às atividades humanas. Neste caso, o IPCC decidiu emitir uma declaração em que negou que os seus “procedimentos” se equivocaram, apesar das claras e crescentes evidências do contrário. Tal negação, em face das crescentes evidências, parece que poderia fazer ainda mais do que realmente admitir outra patetice (mas então, novamente, quantas mancadas grandes o IPCC pode realmente admitir, sem ter de se desfazer da coisa toda?).

Os problemas contidos na avaliação do IPCC têm sido bem documentados por uma série de posts de Roger Pielke Jr. em seu blog (aqui, aqui, aqui e aqui). Pielke Jr. analisa um caso bastante convincente em que o IPCC deu pouca atenção ao seu corpo de revisão da literatura, que concluiu que uma relação clara entre o aumento dos níveis de danos relacionados aos eventos climáticos e às temperaturas em elevação ainda não foi comprovada. O efeito do rápido crescimento de fatores demográficos, tais como população, riqueza, e etc., supera a influência dos fenômenos climáticos e confunde as questões de atribuição. No entanto, de alguma forma, a avaliação do IPCC estabeleceu que as perdas são crescentes e ligadas ao aumento das temperaturas. Pielke Jr. mostra que este não é um caso de “simples revisão” de um estudo “pinçado” de um “workshop”. O Dr. Pielke Jr. fala sobre a recente declaração do IPCC, ao defender os seus resultados e a sua alegação de que “na redação, na revisão e na edição desta seção, os procedimentos do IPCC foram seguidos cuidadosamente para produzir uma avaliação da política, que é o mandato do IPCC”.

Procedimentos cuidadosamente seguidos? Vamos analisar: (a) O IPCC se baseou em uma fonte não publicada e não revisada para produzir suas principais conclusões nesta seção, (b) quando pelo menos dois revisores reclamaram sobre esta seção, o IPCC ignorou as suas queixas e inventou uma resposta, caracterizando-as como opinião particular, (c) quando os documentos desta seção foram finalmente publicados, explicitamente afirmavam que não puderam encontrar uma correlação entre o aumento das temperaturas e os custos dos desastres.

Pielke Jr. continua:

O comunicado de imprensa do IPCC teria sido uma boa oportunidade para alinhar os registros científicos e processuais, e admitir que são óbvios e graves os erros de conteúdo e processo. Em vez disso, decidiu-se defender o indefensável, coisa que qualquer observador facilmente pode ver. Claro que não existe aqui nenhuma possibilidade de recurso sobre como o IPCC é irresponsável, e não há maneira formal para resolver os erros no seu relatório, ou os seus erros e a má administração, via comunicado de imprensa. O IPCC não saiu muito bem na foto.

Basicamente, em relação a esta questão, “o consenso dos cientistas” do IPCC não é o consenso dos cientistas estudando ativamente o assunto, mas reflete apenas o pensamento dirigido de um ou dois autores de um capítulo e, sem dúvida, dos costureiros do IPCC, também.

Período Quente Medieval

Muitos outros exemplos de “procedimentos” do IPCC podem ser encontrados com a cortesia dos e-mails do ClimateGate.

Por exemplo, no capítulo 6, o capítulo sobre o paleoclima, no Fourth Assessment Report (AR4), o mais recente relatório do IPCC, é o forte sentimento de um dos autores coordenadores do capítulo principal, Jonathan Overpeck, que quer destituir o Período Quente Medieval (PQM) – um período de temperaturas relativamente altas, que ocorreu há cerca de mil anos atrás. Se o PQM fosse considerado tão ou mais quente que as condições atuais, a possibilidade de que causas naturais pudessem desempenhar um papel maior no aquecimento recente seria mais difícil de ignorar. Portanto, a necessidade de descartá-lo. A tarefa de fazê-lo recaiu sobre Keith Briffa, que desenvolveu o conteúdo de uma caixa especial no capítulo 6 do AR4 do IPCC que foi além do texto principal e que se concentrou no PQM. Aqui está o parecer emitido por Overpeck para Briffa:

Tenho a sensação de que eu não sou o único que gostaria de dar um golpe mortal na utilização abusiva de um suposto Período Quente e outros mitos da literatura. Os céticos e desinformados também adoram citar esses períodos como análogos e naturais ao aquecimento atual – lixo puro.

Assim, por favor, tente decididamente seguir o meu conselho do e-mail anterior. Não há necessidade de entrar em detalhes específicos sobre o PQM, mas seria bom mencionar outros com o mesmo esforço para desconsiderá-lo.

Briffa tentou completar sua tarefa, apresentando uma coleção bem escolhida de dados que mostravam que, enquanto algumas reconstruções históricas de temperaturas mostram um Período Quente há cerca de 1.000 anos atrás, outros não. Ele concluiu que um quadro mais completo indica que as temperaturas mais altas durante o PQM eram “heterogêneas” (regionalizadas), enquanto que o aquecimento do final do século 20 foi “homogêneo” (isto é muito mais amplo em extensão espacial) – confirmando que as condições atuais foram provavelmente sem precedentes, nos últimos 1.300 anos. Briffa recebeu de Overpeck os parabéns por um trabalho bem feito:

Segue anexo o quadro de Keith com meus comentários. Ficou muito bom – muito parecido com uma marretada. Bom trabalho.

Assim, esta conclusão dirigida pelos desejos Overpeck, escrita por Briffa e talvez comentada por outros autores do capítulo (com diferentes graus de conhecimento sobre o assunto), está preservada como “o consenso dos cientistas”.

Mas aparentemente, o consenso não é aceito por outros importantes pesquisadores do paleoclima. Em uma revisão dos artigos publicados em 2009 na revista Climatic Change, os pesquisadores do paleoclima Jan Esper e Frank David cuidadosamente reexaminaram as mesmas reconstruções históricas de temperaturas utilizadas por Briffa e chegaram à conclusão de que o IPCC não apresenta justificadas consistentes para declarar que as temperaturas durante o PQM foram mais heterogêneas do que as atuais. Em seu resumo, Esper e Frank escreveram:

Em seu relatório de 2007, o Grupo de Trabalho I do IPCC refere-se a uma heterogeneidade crescente do clima durante o Período Medieval, há cerca de 1.000 anos atrás. Esta conclusão seria irrelevante, já que implica um contraste com as marcas deixadas no território pelas forças da corrente de calor, durante o Período Medieval. Nossa análise dos dados apresentados no relatório do IPCC, no entanto, não mostra nenhuma indicação de maior propagação nos registros históricos de longo prazo. Ressaltamos a relevância dos problemas de replicação de provas, e argumentamos que uma estimativa de mudanças na homogeneidade espacial das séries de longo prazo é prematura, com base no conhecimento e nas informações atualmente disponíveis.

Resumo

Portanto, temos aqui vários exemplos de “procedimentos do IPCC” e como “o consenso dos cientistas” é formado. Em um caso, o “consenso” foi formado a partir de comentários feitos por um único cientista à imprensa; no outro, o “consenso” do IPCC está em conflito com o consenso de cientistas realmente ativos no tópico de interesse; e no terceiro caso, o “consenso” do IPCC é dirigido pelos desejos de um dos principais autores de coordenação, e agora é disputado por outros membros nessa área. Outros exemplos parecem estar sendo desvendados (veja aqui sobre conclusões a respeito da produtividade agrícola futura na África, ou aqui sobre o IPCC empurrar idéias pré-concebidas).

À luz do que sabemos, sugiro que, a partir de agora, todos os produtos do IPCC venham com uma etiqueta de advertência com os dizeres a seguir:

“As conclusões dos relatórios do IPCC foram desenvolvidas com antecedência e promovidas por uma seleção cuidadosa de qualquer material encontrado para apoiá-las. Em alguns casos, foi desenvolvido material de apoio ou mesmo fabricado, onde nenhum outro foi localizado. Como tal, estes resultados podem não necessariamente refletir o verdadeiro estado da compreensão científica. Use por sua conta e risco”.

O post acima é uma tradução livre do post de Chip Knappenberger no blog MasterResource. Para ver o original, clique aqui

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Estratosfera

Apesar do que se acredita, a Estratosfera não é tão longe assim. Duas horas de caminhada, mais ou menos, se fosse possível caminhar na vertical, para cima… a uns 12 km de altura (uns mais nos Trópicos e uns menos nos Pólos) já estamos nela. Enquanto subimos do solo até ali, o normal é que a temperatura do ar diminua com a altura, mas quando chegamos a uns 12 km de altitude, ocorre uma “inversão térmica” e a temperatura do ar começa a se elevar. É ali onde começa a Estratosfera. A princípio, na parte baixa, a temperatura é de uns – 50 °C, e logo, à medida que se sobe, a temperatura também vai aumentando. Como o ar mais quente está acima do mais frio, não há turbulências e as camadas estão estratificadas (daí o nome: Estratosfera).

A Estratosfera está quase completamente seca, sem vapor de água. As nuvens ficaram abaixo, na Troposfera, e são incapazes de passar pela inversão térmica da fronteira. Antes de chegar lá, geralmente, as gotículas de água das nuvens já se congelaram e se precipitaram e, além do mais, o ar ascendente freia quando, de repente, encontra camadas de ar ambiente mais quentes e menos densas.

Nos Trópicos, porém, a força ascendente de algumas enormes formações de Cumulus de tempestades ultrapassa a fronteira e injeta ar úmido na Estratosfera. São os grumos ascendentes que se vê nesta imagem de satélite da NASA.

O pouco vapor de água que há na baixa Estratosfera exerce um efeito estufa na Troposfera, aquecendo-a. Supõe-se que, com o “aquecimento global”, haverá um aumento do vapor de água estratosférico e os modelos contam com ele, somando aquecimento ao produzido pelos gases estufa.

Parece que foi isso o que ocorreu no período de 1980 a 1996, provocando, segundo Susan Solomon e seus colegas, um efeito estufa (forçamento radiativo) quase igual ao produzido pelo incremento de CO2 (0,29 W/m², contra 0,36 W/m²). Mas, não se sabe por que (talvez, menos injeções tropicais), a umidade diminuiu uns 10 % desde o ano 2.000, contrabalanceando, numa parte mal compreendida e pior modelada, o efeito de aquecimento. Quem escreveu isso foi Susan Solomon, ilustre estratosférica.

Ref. : Susan Solomon et al., Contributions of stratospheric water vapor to decadal changes in the rate of global warming, Science Express, 28/01/2010.

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

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Met Office perde contrato com a BBC

A BBC resolveu buscar um novo prestador de serviços para o seu contrato de previsão do tempo de longo prazo, após 87 anos usando os serviços do Met Office, uma espécie de departamento de meteorologia estatal do Reino Unido. O Met Office é parceiro da Unidade de Pesquisa Climática (Climate Research Unit – CRU) da Universidade de East Anglia, a organização de onde vazaram os e-mails do ClimateGate, e que frequentemente fornece informações para o IPCC.

O contrato terminou depois que, no ano passado, o Met Office previu um verão quente e um inverno ameno. Em vez disso, a Grã-Bretanha enfrentou um verão frio e chuvoso e um dos piores invernos da década. Muitos estão culpando as previsões erradas do Met Office pela admissão tendenciosa das ‘mudanças climáticas’.

Piers Corbyn, um ‘homem do tempo’ independente e que costuma acertar as suas previsões de longo prazo como nenhum outro, disse à BBC que “o Met Office falhou em suas previsões sazonais porque eles empregam um modelo de computador baseado no pressuposto de que as mudanças do clima são decorrentes da atividade humana”.

Devido aos erros em suas previsões, o Met Office não perdeu apenas a BBC, mas muitas empresas do setor privado também. E se o IPCC baseia as suas previsões meteorológicas em uma organização que não é capaz de prever o tempo nem com doze meses de antecedência, é de se supor que eles estejam errados também nas suas previsões para este Século, bem como outros.

O post acima é uma tradução livre do post de Kristin McMurray. Para ver o original, clique aqui

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Sulfatos

Contribuição radiativa (arrefecimento ou aquecimento) das emissões, nos próximos 20 anos

Há um bom tempo que se sabe que nossa influência nas temperaturas na superfície da Terra não depende só do CO2 originado pela atividade humana, mas também de outros gases de efeito estufa, como o ozônio, o metano, os óxidos de nitrogênio, os CFCs e outros. Há uns quantos anos, passou-se a dar também bastante importância à fuligem – partículas em suspensão emitidas nas oxidações imperfeitas do carbono. Nestas combustões, realizadas a relativamente baixas temperaturas, o produto resultante não é o saudável, incolor, inodoro e insípido CO2, mas uma fumaça preta e contaminante, que, além disso, aquece a superfície e o ar.

Há, porém, um gás, o SO2 (dióxido de enxofre), emitido na combustão de carvão “sujo”, que resfria a superfície terrestre, já que, com a água, na atmosfera, produz sulfatos e nuvens sulfurosas que refletem a radiação solar, fazendo com que esta retorne de novo para o espaço extraterrestre. Fora dos informes científicos do IPCC e de revistas especializadas, fala-se pouco dele e de suas circunstâncias, com a crença de que convém mantê-lo no pessoal, aos políticos e aos jornalistas, em uma eterna e supimpa ignorância de tudo o que não seja o emburrecimento bitolado do CO2.

De um artigo na revista Science extraio e redesenho o gráfico acima. Trata-se da contribuição radiativa, medida em Watts por metro quadrado, dentro de 20 anos, provocada pelas emissões humanas que se realizarão normalmente nos próximos 20 anos (desconsiderando-se o CO2 e os outros gases acumulados no ar e emitidos no passado).

Resulta que, segundo estes cálculos, o efeito arrefecedor do SO2 que se emitirá nos próximos 20 anos (devido essencialmente à queima de carvão na China e na Índia) é maior que o efeito aquecedor do CO2 que se emitirá conjuntamente. Isto quer dizer que se em 20 anos forem fechadas as centrais termoelétricas a carvão, a redução da concentração atmosférica dos sulfatos provocariam no curto prazo um significativo aquecimento do ar. Agora, vá você tentar explicar isto à caterva de 15.000 imbecis em Copenhague…

Ref.: Stacy C. Jackson, 2009, Parallel pursuit of near-term and long-term climate mitigation, Science, 23 de Outubro

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

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Carta aberta aos delegados do clima em Copenhague

“Caros líderes,

Espero que a Conferência de Copenhague considere o que o escândalo ‘ClimateGate’ está dizendo a todos nós: que o aquecimento global antropogênico é uma fraude.

Como português, temos boas evidências históricas de que o nosso país foi mais quente no passado. Sabemos que o Período Quente Medieval foi real e soubemos lidar com as suas consequências. Foi então que Portugal e Espanha descobriram uma considerável parte do mundo, desconhecido àquela época. Sabemos também que a Pequena Idade do Gelo foi mais fria, e que foi um dos piores períodos da história portuguesa. Isto é o que o nosso passado nos diz claramente: que as mudanças climáticas vêm ocorrendo o tempo todo!

O que descobrimos nas últimas duas semanas é que a cúpula dos cientistas envolvidos no Aquecimento Global criou, manipulou e excluiu dados climáticos nas últimas décadas. O que também sabemos é que o CO2 é fundamental para a vida na Terra, seja ela vegetal ou animal. E o que nós sabemos é que o calor que a Terra retém, e que também suporta a vida neste planeta, nós o obtemos do Sol.

Espero que todos e cada um dos delegados em Copenhague não se associe com a maior fraude científica de todos os tempos. Espero também que vocês se lembrem do que a história nos diz, e que não sejam lembrados no futuro como os mais ridículos humanos da história da Terra.

Atenciosamente,

Ecotretas
ecotretas@gmail.com”

O post acima é uma tradução livre do blog Ecotretas. Para ver o original, clique aqui

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Aquecimento Global

Às vésperas da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Copenhagen, que, diga-se de passagem, realizar-se-á debaixo de muita neve e frio, gostaria de fazer uma revisão sobre o tema: verdades e mitos sobre o aquecimento global.

Muita gente fala com preconceitos sobre aquecimento global e, na verdade, não sabe sobre o que está falando. Dizer que ocorre um “aquecimento global” significa dizer que as temperaturas médias no planeta deveriam estar aumentando. Mas não é isso o que está ocorrendo.

O termômetro só foi inventado em meados do Século XIX e a sua dispersão e o seu uso sistemático, para medir diretamente e registrar as temperaturas, cresceu lentamente. A cobertura em termos de representatividade do planeta como um todo foi sendo ampliada pouco a pouco, deixando muito a desejar.

Quando estações meteorológicas começaram a ser instaladas e registros sistemáticos passaram a ser feitos, o Mundo recém saía da Pequena Idade do Gelo. Analisando os dados disponíveis a partir do final do Século XIX e durante o Século XX, observa-se de maneira geral que as temperaturas médias – calculadas a partir da média entre as temperaturas máximas e mínimas observadas em cada local – aumentaram ligeiramente até cerca de 1940, depois diminuíram ligeiramente até meados dos anos 1970, e depois passaram a aumentar novamente até o final do Século XX. Segundo esses dados, nos EUA, por exemplo, o ano mais quente (que se tem registro direto) foi 1934, e a década mais quente, aparentemente, foi a de 1930, quando havia menos de um terço da população atual de seres humanos na Terra, não haviam SUVs e nem aviões Jumbo.

A partir de 1979, satélites foram colocados em órbita da Terra e uma série de medições passaram a ser feitas sistematicamente, inclusive das temperaturas. A meu ver, dados confiáveis sobre a temperatura média da superfície do planeta começaram a ser obtidos apenas a partir de 1979, através dos satélites. As estações meteorológicas terrestres não são lá muito representativas para esses cálculos, por uma série de motivos, entre eles:
1. Há muito mais água que terra na superfície do planeta, e os registros feitos em navios não são representativos;
2. Estações meteorológicas terrestres perto de grandes centros urbanos que cresceram muito passaram a registrar dados distorcidos em função do efeito ilha de calor dessas áreas.

Um dos registros mais significativos que esses satélites passaram a fazer é a quantidade de gelo sobre o mar, no Ártico e na Antártida, que foram analisados em várias ocasiões nesse blog. Veja os dados atualizados da criosfera clicando aqui e tire as suas próprias conclusões.

A partir de 1998, novos satélites na órbita da Terra passaram a registrar as temperaturas na superfície e também a várias altitudes na atmosfera. Clique aqui para ver esses dados através de gráficos interativos.

O fato é que as temperaturas médias da superfície da Terra estão outra vez diminuindo no Século XXI… Nas últimas décadas, o ano mais quente foi 1998. E de lá para cá, as temperaturas tem diminuído, não estão aumentando. A terminologia correta, portanto, seria arrefecimento global, e não aquecimento, pois não se verifica nenhum aquecimento há mais de uma década! De qualquer forma, as variações observadas são absolutamente normais, dentro de padrões históricos e fundamentalmente devidas a causas naturais.

Bom, se não temos aquecimento, já poderíamos parar por aqui. Mas hoje vamos explorar um pouco mais o tema. Vamos voltar até meados da década de 1970. Na época, após mais de três décadas de temperaturas em declínio, a preocupação era a iminência de uma nova era glacial. A BBC e os noticiários sobre o tempo falavam de uma nova era do gelo e suas consequências catastróficas, etc..

Creio que um fato merece destaque naqueles dias sombrios: Bert Bolin, um meteorologista sueco, ofereceu uma tábua da salvação para um mundo à beira do pânico: ele especulou e sugeriu pela primeira vez que talvez fossemos capazes de esquentar o planeta! Queimando carvão, queimando petróleo, produzíamos cada vez mais CO2, e o incremento de CO2 da atmosfera talvez pudesse aquecer o planeta, livrando-nos de morrer congelados, embora não estivesse certo de que isso poderia ocorrer. Bem, a esmagadora maioria dos especialistas sobre o assunto disse na ocasião que aquela teoria excêntrica não tinha o menor cabimento, que era um absurdo.

Dois outros fatos subsequentes, porém, contribuíram para mudar essa convicção: as temperaturas voltaram a subir e os trabalhadores das minas de carvão no Reino Unido entraram em greve. No início dos anos 70, a crise do petróleo havia precipitado o mundo em uma recessão e os mineradores britânicos haviam afundado o governo conservador de Edward Heath. A politização do tema começou então com Margaret Thatcher. Ela sempre esteve preocupada com a questão da segurança energética, já que não confiava no Oriente Médio e não confiava no Sindicato Nacional dos Mineradores, ou seja, não confiava no petróleo e nem no carvão. Anos mais tarde (a Sra. Thatcher foi primeira-ministra da Grã Bretanha de 1979 a 1990), quando a questão do aquecimento global começou a ser ventilada e ela pretendia desenvolver a energia nuclear (que, por acaso, não emite CO2), ela tratou de juntar a fome com a vontade de comer. Ela foi até a Real Sociedade de Ciências e colocou dinheiro à disposição dos cientistas para que provassem que as emissões de CO2 provocavam aquecimento do planeta. E assim, obviamente, eles foram e o fizeram.

A pedido da Sra. Thatcher, o ‘Met Office’ criou uma unidade de modelagem climática que estabeleceu as bases para um novo Comitê Internacional chamado Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, ou IPCC. O escândalo recente da correspondência ‘hackeada’ é apenas um vestígio da sujeira que foi varrida para baixo do tapete desde então.

Com a queda do muro de Berlim e o fim do comunismo, muitos pacifistas e ativistas políticos passaram para o movimento ambientalista, trazendo o neomarxismo com eles. Aprenderam a usar a linguagem verde de forma inteligente para estabelecer agendas que na realidade têm mais a ver com anticapitalismo e antiglobalização que com qualquer assunto ecológico ou científico. E eles adoraram a questão do CO2, pois o CO2 é para eles um emblema da industrialização. O CO2 também é um gás industrial, ligado ao crescimento econômico, ao transporte em carros, ao que chamamos de civilização. E assim, da extrema esquerda até a extrema direita, todos se uniram para empunhar uma mesma bandeira.

Muito além de ser um emblema dos tempos modernos, porém, o CO2 é um gás essencial para a vida na Terra. O CO2 e a água são essenciais para a fotossíntese. E a vida no nosso planeta, tal e como a conhecemos, é baseada nesse milagre. O CO2 não é um poluente!

A forma como essa verdade insofismável foi deturpada demonstra o poder que está por trás dessa baboseira do aquecimento global. Aliás, como vimos recentemente no post que escrevi para o Blog Action Day 2009, a palavra de ordem agora é mudança climática. Como se o clima antes fosse constante e agora estivesse sendo modificado por nós…

No passado recente, se considerarmos apenas a Era Cristã (insignificante em termos geológicos), sabe-se que houve um Período Quente Medieval com temperaturas significativamente superiores às que verificamos nos dias de hoje, assim como a Pequena Idade do Gelo, com temperaturas mais frias, mais recentemente. Fundamentalmente, é a atividade do Sol que condiciona o clima na Terra. Somos a caixa de ressonância de suas variações. É o óbvio ululante.

Essa estória de que um aumento do CO2 na atmosfera provoca um aumento na temperatura, de forma linear, binária, tão simples assim, em um sistema tão complexo como o climático, não lhe parece boa demais para ser verdade? Vamos supor, apenas por hipótese, que a temperatura aumente. Haveria então mais evaporação e mais nuvens se formariam. Teríamos então mais dias nublados, e consequentemente, temperaturas mais amenas…

O famoso efeito estufa, da forma como se diz que deveria funcionar, simplesmente não tem funcionado. Não só os dados de temperaturas obtidos a várias altitudes com os satélites lançados em 1989, mas também dados de balões meteorológicos mostram que eventualmente ocorre uma elevação da temperatura na superfície, mas não se verifica nenhum aumento das temperaturas na troposfera (baixa atmosfera), senão, por vezes, o contrário. Os fatos, portanto, não se ajustam à teoria.

Outra estória que tampouco se observa é um aumento de eventos climáticos extremos de forma generalizada. Os tornados observados recentemente no sul do Brasil, por exemplo, tem mais a ver com um inverno austral mais intenso que a média. Mais frio, e não mais calor. Arrefecimento local, e não aquecimento global. Fenômenos climáticos extremos estão diretamente relacionados às diferenças de temperatura entre os pólos e os trópicos, isso é o que está escrito em todo e qualquer livro sobre meteorologia.

No mundo, hoje em dia, mais de 80% da energia consumida provem do carvão, do petróleo e do gás natural, principalmente porque são as fontes de energia mais baratas. E eu não sou contra o uso de fontes de energia alternativas, muito pelo contrário. Aliás, eu trabalho com biocombustíveis e bioenergia. Mas a energia fotovoltaica ou a eólica, por exemplo, que juntas representam cerca de 1%, são muito mais caras, precisam ser subsidiadas. Mas para os neo marxistas travestidos de ecologistas (que fazem de tudo para encobrir o fato de que nunca antes na história deste planeta, tantos seres humanos viveram tanto e tão bem), o que eles querem mesmo é ver o circo pegar fogo.

A matriz energética brasileira é a mais renovável do mundo. Geramos energia elétrica principalmente em usinas hidroelétricas, produzimos e utilizamos há vários anos grande quantidade de etanol e, mais recentemente, de biodiesel. O Lula quer sair bonito na foto em Copenhagen, mas está promovendo termoelétricas a óleo combustível (óleo pesado) e carvão. E o nosso óleo diesel é um dos piores do mundo (mais poluentes), devido ao seu altíssimo conteúdo de enxofre.

Instituir taxas ou penalizações para os que emitem CO2 é uma invencionice, totalmente ineficaz para o fim a que se destina, exceto talvez para os próprios inventores. Aos que não conhecem o Projeto Petição, sugiro que deem uma olhada, principalmente no artigo de Arthur B. Robinson, Noah E. Robinson e Willie Soon.

Ainda criança, aprendi com o meu avô a velejar, na represa de Guarapiranga, em São Paulo. Desde então, sempre atento aos ventos e ao clima, ao longo da minha juventude e na minha vida profissional como engenheiro agrônomo, aprendi que ainda não somos capazes de prever como será o tempo depois de amanhã… Que dirá dentro de 50 ou 100 anos…

Sinceramente, acho que deveríamos nos preocupar com coisas mais simples e triviais, como saneamento básico, coleta seletiva e destinação correta de resíduos, coisinhas assim, aparentemente sem muita importância, mas que nos afetam diretamente… Bill Gates parece ter dito a um grupo de jovens em uma palestra que “antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, deveriam tentar limpar seu próprio quarto”. Nessa semana, por exemplo, escutei no rádio que o Brasil é o sétimo país do mundo no ranking da vergonha com 18 milhões de pessoas que não tem acesso a banheiros… Que Deus nos proteja!

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Escândalo

Nos últimos dias, em muitos blogs, comenta-se sobre as centenas de e-mails que foram ‘hackeados’ do Climate Research Unit (CRU) da Universidade de East Anglia. Este organismo britânico, dirigido por Phil Jones, forma, junto com o norteamericano Goddard Institute of Space Studies (GISS), o núcleo principal do alarmismo climático.

Os e-mails revelam a falta de imparcialidade do petulante grupo que dirige os aspectos científicos do aquecimento global supostamente devido ao CO2. Os que aparecem pior na foto são o próprio Phil Jones e Michael Mann, o autor de mais êxito do IPCC, pois a ele se deve o célebre gráfico do “taco de hóquei” que abria o informe de 2001 e que supostamente mostrava um aquecimento do Século XX sem precedentes.

No final de semana, foram publicados artigos no New York Times, no Washington Post, no Wall Street Journal (que escreveu: “e-mails ‘hackeados’ mostram a ciência climática afetada com rancor”), no Guardian, no Daily Mail, no Telegraph, etc., etc.. Tanto o do Washington Post como o do Wall Street Journal foram os mais lidos do dia.

Seguem alguns links dos e-mails ‘hackeados’. Recomendo a leitura.
Alleged CRU Emails – Searchable
Bishop Hill blog – Climate cuttings 33

O post acima é, em parte, uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

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Novos dados detonam teorias sobre mudanças climáticas

Novos dados mostram que o equilíbrio entre o ar atmosférico e a quantidade de dióxido de carbono absorvido tem permanecido praticamente constante desde 1850, apesar das emissões de CO2 relacionadas à atividade humana terem passado de cerca de 2 bilhões de toneladas por ano em 1850 para 35 bilhões de toneladas por ano atualmente.

De acordo com um comunicado de imprensa, estes dados sugerem que os ecossistemas terrestres e dos oceanos tem muito mais capacidade de absorver CO2 do que havia sido previamente estimado.

Os resultados são contrários a um conjunto significativo de pesquisas recentes, que espera que a capacidade dos ecossistemas terrestres e dos oceanos de absorver o CO2 deveria começar a diminuir com o aumento das emissões de CO2, fazendo com que as concentrações de gases de efeito estufa subissem como um foguete. O Dr. Wolfgang Knorr, da Universidade de Bristol, Reino Unido, descobriu que, na verdade, a tendência de alteração da concentração de CO2 no ar desde 1850 tem sido de apenas 0,7 ± 1,4% por década, o que é essencialmente igual a zero!

A força do novo estudo, publicado na Geophysical Research Letters online, é que está baseado exclusivamente em medições e dados estatísticos, incluindo registros históricos extraídos de núcleos de gelo da Antártida, e não depende de modelos climáticos com cálculos complexos.

Este trabalho é extremamente importante para as políticas sobre mudanças climáticas, porque os objetivos de redução das emissões a serem negociados na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Copenhague no início do próximo mês foram baseados em projeções que têm um “buraco negro” de carbono não considerado. Alguns pesquisadores têm alertado contra este abordagem, apontando para evidências que sugerem que o “buraco” já teria começado a diminuir.

Portanto, esta é uma boa notícia para negociações sobre o clima em Copenhague? “Não necessariamente”, afirma Knorr. “Como todos os estudos deste tipo, existem incertezas nos dados. Por isso, em vez de depender da natureza para fornecer um serviço gratuito, absorvendo nossos resíduos de carbono, temos de verificar que a porcentagem a ser absorvida não mudou”.

Outro resultado do estudo é que as emissões referentes aos desmatamentos podem ter sido superestimadas entre 18 e 75 por cento. Isto estaria de acordo com resultados publicados na semana passada na revista Nature Geoscience por uma equipe liderada por Guido van der Werf, da Universidade VU, de Amsterdam. Eles revisaram os dados de desmatamentos e concluíram que as emissões têm sido superestimadas em pelo menos o dobro.

O post acima é uma tradução livre de um artigo publicado em The Hindu. Para ver o original, clique aqui

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Peabody e Exelon

Um dos interesses econômicos que mantém com vida a farsa do aquecimento global é o do setor nuclear. Assim digo porque acredito e porque muito pouco se fala sobre o assunto. A energia nuclear necessita de uma fatia maior na pizza da geração de energia elétrica e com a desculpa do aquecimento global, e de rotular como poluente o CO2, trata de que lhe deixem dar uma mordida na fatia do carvão.

Eletricidade EUA

Fontes de geração de eletricidade nos Estados Unidos (“coal” = carvão)

Aqui vai uma breve história sobre duas grandes empresas norte americanas, Peabody e Exelon, só para compararmos como andam as coisas. Cada uma pertence a um setor diferente – carvão e nuclear – e ambas são rainhas da beleza em Illinois (cidade mais importante: Chicago). Hoje, 48% da eletricidade em Illinois provêm do carvão e outros 48% vêm da nuclear.

Peabody é o nome da empresa privada mais importante do mundo no setor do carvão. Nasceu há mais de um século em Illinois, o Estado que Obama foi senador. Illinois compartilha com Indiana e Kentucky uma grande bacia de carvão mineral (Illinois Coal Basin), e isso explica a sua localização.

Exelon é a companhia de energia elétrica mais importante no setor nuclear norte americano. Possui dez centrais nucleares, seis das quais se encontram em Illinois. Ali, em 1960, uma de suas antecessoras, ComEd (Commonwealth Edison), que hoje forma parte da Exelon Corporation, colocou em funcionamento e primeira central nuclear dos Estados Unidos.

Quando Obama era senador, era um fervoroso defensor do carvão, mas quando se tornou candidato à presidência, tornou-se ecologista e preferiu promover com grandiloquência as energias renováveis, e também, com menos grandiloquência, a cambaleante energia nuclear, que desde o desastre de Three Mile Island, em 1979, não conta nos EUA com nenhuma nova central. Em agradecimento, a Exelon apoiou Obama, sendo provavelmente uma das empresas que mais colaborou no financiamento de sua campanha (difícil demonstrá-lo, ainda que existam indícios).

Peabody x Exelon

Pois bem, acima se vê um gráfico que compara a evolução das cotações das ações destas duas empresas em Wall Street desde há um ano até hoje.

Observa-se a queda brutal que sofreram as ações da Peabody justo há um ano, quando Obama foi eleito presidente. Mas logo as cotações se levantam, sacodem a poeira e dão a volta para cima, e a tendência desde Janeiro é claramente de alta. Ocorre que, apesar das restrições que o carvão norte americano recebe no seu próprio país, onde o consumo diminuiu, esse combustível natural não deixa de estar a cada dia mais solicitado na Ásia, com o que os EUA cada vez exportam mais, tanto para o uso na fabricação de aço, como para o uso na geração de eletricidade. Por outro lado, a Peabody já tem minas não só na bacia de Illinois, mas também em outras regiões, nos EUA e no mundo, principalmente na Austrália. De tal forma que os negócios vão bem, obrigado.

E a Exelon? Pois olhem o gráfico, por favor, que vou fazer uma boquinha, e concluam vocês mesmos este post

Ref.: State Nuclear Industry – Illinois
Peabody Coal Company – Company History
Exelon Corporation – Company History
Peabody Energy
Exelon | Nuclear

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

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As nove mentiras de Al Gore

Al Gore aparece como o principal profeta do apocalipse no debate sobre o aquecimento global, e o documentário Uma Verdade Inconveniente é o evangelho dos que crêem nele. Mas Al Gore os enganou.

Há dois anos, o Juiz Michael Burton, da Alta Corte de Justiça Britânica, caracterizou o filme de Al Gore como “alarmista e exagerado no apoio à sua tese política”. O tribunal, respondendo a uma ação movida por um pai, disse que o filme é “unilateral” e não poderia ser exibido nas escolas britânicas, a menos que contivesse orientações para equilibrar a tentativa de Gore em promover a sua “doutrinação política”.

O Juiz baseou a sua decisão em nove inverdades que aparecem no filme. Mas o público em geral parece que desconhece essa história. Segue um resumo dos atos falhos de Gore, as justificativas e algumas considerações:

1. A alegação: o derretimento das geleiras na Groenlândia ou na Antártida fará com que o nível do mar suba cerca de 7 metros em um futuro próximo. A verdade: O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) concluiu que o nível do mar pode subir até 7 metros, mas ao longo de milênios – e insiste nessa previsão. O IPCC prevê um aumento de 7 a 23 centímetros até 2100. A alegação de Gore é “uma distorção muito perturbadora da ciência” segundo John Day, que discute o caso britânico no documentário Not Evil Just Wrong. O Juiz disse que a alegação de Gore “não está em linha com o consenso científico”.

2. A alegação: os ursos polares estão se afogando porque eles estão tendo que nadar mais para encontrar gelo. A verdade: o Juiz Burton observou que o único estudo que cita o afogamento de ursos polares (entre quatro deles) atribuiu a culpa pelas mortes a uma tempestade, e não a um eventual derretimento devido ao aquecimento global causado pela atividade humana. O Comitê de Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado norte americano, além disso, considerou que a população atual de ursos é de 20.000 a 25.000, bem acima dos 5.000 a 10.000 que havia nas décadas de 1950 e 1960. Day diz em Not Evil Just Wrong que a estória dos ursos polares é “uma peça muito inteligente de manipulação”.

3. A alegação: o aquecimento global causou o furacão Katrina em 2005. A verdade: “É senso comum que não há provas suficientes para demonstrar isso”, escreveu Burton em sua sentença. Um artigo na revista New Scientist em maio de 2007 refutou o argumento do Katrina como sendo um “mito do clima”, já que é impossível estabelecer um vínculo entre um único evento climático e o aquecimento global.

4. A alegação: os aumentos de temperatura são o resultado de aumentos de dióxido de carbono. A verdade: Burton questionou os dois gráficos utilizados por Gore em Uma Verdade Inconveniente. Gore afirmou que há “um encaixe perfeito” entre a temperatura e o CO2, disse Burton, mas os seus gráficos não suportam esta conclusão. Os dados recentes também não apóiam essa tese: a temperatura média global tem diminuído há cerca de uma década, mesmo quando os níveis de CO2 continuam aumentando.

5. A alegação: A neve no Monte Kilimanjaro está derretendo por causa do aquecimento global. A verdade: O derretimento está em curso há mais de um século – muito antes dos jipões SUVs e dos aviões Jumbo – e parece ser o resultado de outras causas. O Juiz Burton observou que os cientistas concordam que a fusão não pode ser atribuída principalmente a “mudanças induzidas pela atividade humana no clima”.

6. A alegação: Lago Chade está desaparecendo por causa do aquecimento global. A verdade: Lago Chade está sim perdendo água, e os humanos estão sim contribuindo para essas perdas. Mas os humanos que vivem nas imediações do lago é que são os culpados – e não toda a humanidade que utiliza combustíveis fósseis. Burton cita fatores como o crescimento da população local, a super exploração e a variabilidade climática regional.

7. A alegação: As pessoas estão sendo forçadas a evacuar atóis do Pacífico, ilhas de coral que circundam as lagoas, por causa da invasão das águas do oceano. A verdade: Por sua própria natureza, os atóis são mais suscetíveis à subida do nível do mar. Mas Burton disse incisivamente em sua sentença que “não há evidência de qualquer evacuação como essa, posto que ainda não aconteceu nenhuma”.

8. A alegação: os recifes de coral estão sofrendo um clareamento e colocando os peixes em perigo. A verdade: Em sua decisão, Burton enfatizou a conclusão do IPCC de que o clareamento poderia matar recifes de coral – se estes não se adaptarem. Um relatório divulgado este ano mostra que os recifes estão prosperando em águas tão quente como algumas pessoas dizem que as águas do oceano serão daqui a 100 anos. Burton também afirmou que é difícil separar o estresse dos recifes de coral do excesso de pesca ou de quaisquer mudanças no clima.

9. A alegação: o aquecimento global poderia interromper “as correntes transportadoras de calor nos oceanos”, provocando uma nova idade do gelo na Europa Ocidental. A verdade: Mais uma vez, os aliados de Gore no IPCC estão em desacordo com este argumento. Burton cita a conclusão do IPCC, de que “é muito improvável que as correntes transportadoras nos oceanos parem de funcionar no futuro”. O fato é que a compreensão científica sobre como funcionam as correntes permanece instável, evidenciando a falha na afirmação de Gore.

O post acima é uma tradução livre do blog Not Evil Just Wrong. Para ver o original, clique aqui

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