Todos os anos, a capa de gelo marinho que rodeia a Antártida praticamente desaparece quase que por completo ao final do verão austral, mas alcança uma extensão de quase 20 milhões de quilômetros quadrados (mais de duas vezes a extensão total do território brasileiro) ao final do inverno austral, ou seja, agora.
Em 1979, iniciaram-se medições por satélite. A medição da extensão do gelo marinho é muito mais fácil de efetuar e também mais confiável que a temperatura média ou que o volume e a espessura do gelo continental.
Convém lembrar que o incremento do CO2 atmosférico é o mesmo, tanto no Pólo Sul quanto no Pólo Norte quanto no restante do planeta.
Pois bem, neste ano, a extensão da capa de gelo marinho (e se entende por “extensão” a área oceânica na qual a superfície está congelada em mais de 15%) está há muitos meses acima da média do período entre 1979 e 2000 (em azul, na figura abaixo). Curioso, não?
Ref.: NSIDC, National Snow and Ice Data Center
O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui
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