Paradoxos nórdicos

Leio que em uma classificação de sustentabilidade por países, a Noruega está em primeiro lugar. São os melhores, sabem ser ricos.

Mas vejamos: quase nenhum norueguês se opõe a que a companhia estatal Statoil faça prospecções para explorar os recursos do Ártico. O Bush, pelo mesmo motivo, puseram-no de molho.

Também estão muito conscientizados e contra as emissões de CO2, mas isso não os impede de ser o “medalha de bronze” no ranking de países exportadores de petróleo (e do carbono, que vai junto com ele…). Suas exportações de petróleo só perdem para a Arábia Saudita e para a Rússia, ficando muito à frente dos Emirados Árabes, da Venezuela, do Irã e de outros países, que fazem muito mais “barulho” do que eles. É que eles são discretos: não consomem a “droga”, mas a cultivam e a exportam, feito gente grande. Isso lhes permite ganhar prêmios de sustentabilidade, e ainda a repartir polpudas recompensas, como o prêmio Nobel da Paz ao Al Gore e ao IPCC, por exemplo.

Mas o cúmulo do paradoxo da sustentabilidade é que o nível do mar lá na Noruega não está subindo, está baixando…

Nivel do mar em Oslo

Nota: A reação isostática de ajuste que começou após o derretimento dos últimos grande mantos glaciais, há mais de 15.000 anos, determina em muitas partes que o nível aparente do mar esteja subindo ou baixando. No caso da Escandinávia, as medições indicam que o mar segue baixando. Isto se deve a que a Escandinávia está se elevando, para recuperar-se do afundamento que a massa de gelo glacial que havia em cima anteriormente produzia.

Ref.:
Norway looks at oil exploration outside Jan Mayen – BarentsObserver
Sea Levels Online – Station Selection
La subida del nivel del mar

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

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