“Poucos desafios à América e ao mundo são mais urgentes que combater as mudanças climáticas”… dizia Barack Obama há apenas dois anos.
Ontem, durante o seu discurso sobre o Estado da Nação, o presidente Obama não mencionou nem uma só vez as expressões “mudanças climáticas” ou “aquecimento global”.
Mudanças climáticas catastróficas derivadas do aumento do CO2 são um exagero, para não dizer uma mentira, e Obama, desde o ano passado, se escondeu no banheiro em Copenhagen, fugindo dos aborrecidíssimos europeus, e os driblou.
Quanto à energia, de petróleo os Estados Unidos andam mal, mas de carvão e de gás natural vão muito bem, obrigado. O carvão e o gás natural são as principais fontes de geração de energia elétrica deles, ainda que a propaganda pró-nuclear e pró-eólica tente fazê-los acreditar que se obtém do petróleo. As pessoas não são imbecis e, por fim, acabam descobrindo. Carvão e gás natural geram a eletricidade que é usada nos trens de alta velocidade e nos veículos elétricos. Obama agora já sabe. Os europeus em Bruxelas vão demorar um pouco mais…
Ref.:
Barack Obama less interested than Bush, analysis reveals
Cato Institute
O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui
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Sou estudante de gestão ambiental, nunca acreditei muito que temos toda essa influência em nível global, porém, em nível local uma matriz energética como a da China, que tem uma parte considerável de sua energia sendo gerada através do carvão, não influencia negativamente no meio ambiente de tal maneira que cause problemas para uma geração futura?
Caro Thiago, é isso mesmo, influência local. Você talvez não e lembre de Cubatão na década de 1970… mas poluição e suas consequências são uma coisa, e aquecimento global é outra coisa…
Sim, é verdade, já li sobre o caso de Cubatão. Eu sei que são coisas diferentes, o que torna mais gritante o Protocolo de Kyoto nesse sentido. Como referência, o post “Emissões importadas”, sobre o Reino Unido.