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CO2, o ‘Francenildo’ do aquecimento global

Aproveitando um dos assuntos da semana, volto a escrever um pouco mais sobre o mesmo. Logo mais, devo participar do “1º Encontro Municipal sobre Mudanças Climáticas” que se realizará no Auditório do MAC no Ibirapuera, em São Paulo. Se eu tiver oportunidade, falarei. E, se não, vou adiantando por aqui o que gostaria de dizer.

Acho que devemos lançar uma campanha pela descriminalização do CO2. Sim, pois o CO2 parece ser a causa de todos os problemas, o culpado de tudo! Dizem que o aumento das emissões de CO2 pela atividade humana é o causador do aquecimento global. E todo o mundo parece acreditar nessa tese. Também, com a campanha que a mídia faz sobre o assunto…

Mas vamos lá, vamos ser razoáveis. Em primeiro lugar, acho que o que cabe perguntar é: Que aquecimento global? O planeta Terra está mesmo se aquecendo? Aonde? Quanto?

Dê uma olhada na temperatura média mundial agora e na sua variação, nesse e nos últimos anos, monitorada por satélites desde 1998, na superfície e a diferentes altitudes, no gráfico interativo no link. E, se você chegar a alguma conclusão definitiva, por favor, me avise.

Vamos seguir em frente, tentando ser razoáveis. Essa estória de que o aumento do CO2 na atmosfera provoca um aumento na temperatura, de forma linear, binária, tão simples assim, em um sistema tão complexo como o climático, não lhe parece boa demais para ser verdade? Vamos lá, não seja ingênuo. Não somos capazes de prever o tempo depois de amanhã, que dirá daqui a alguns anos.

E para não me estender muito, vamos ao âmago da questão: Gente, o CO2 não é um poluente! O CO2 é essencial para a fotossíntese e para a vida na Terra, tal e como a conhecemos.

Assim como o caseiro Francenildo, que não pode de forma nenhuma ser responsabilizado pela sacanagem que rolava solta pela casa, o CO2 é o bode expiatório, não pode ser o vilão. Descriminalização do CO2 já!

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Conceito moral

Deveríamos rever o discurso sobre o conceito moral do CO2. Entretanto, se você diz que o CO2 não é ruim, que é bom, os temerosos de esquerda dizem que você é um louco perigoso e os cínicos de direita sorriem condescendentes, mas continuam na sua…

O perigo para as plantas seria ficarmos sem CO2! Isso é uma verdade bem conhecida dos biólogos decentes. E um artigo publicado na revista Nature há duas semanas e escrito por vários especialistas dos ciclos de carbono reconfirmam implicitamente esta verdade, já que fazê-lo explicitamente é desaconselhável.

O artigo se intitula “O papel das plantas terrestres em limitar o declive do CO2 atmosférico nos últimos 24 milhões de anos”.

CO2 Mioceno

Como se vê na figura acima, acredita-se (por um estudos baseado em alquenonas) que há pelo menos 50 milhões de anos o CO2 atmosférico vinha diminuindo a tropeções. A redução parece que se deteve no princípio do Mioceno, há uns 24 milhões de anos, e os articulistas defendem a hipótese de que foi devido ao fato de que havia já tão pouco CO2 que as florestas se tornaram menos produtivas. Ocorre que, com tão pouco CO2, com um limite de cerca de 200 ppm, as árvores tropicais já não têm suficiente CO2 para “comer” (através da fotossíntese) e começam a minguar, beneficiando as ervas e arbustos com raízes menos profundas e incapazes de meteorizar as rochas silicatadas. A meteorização dos silicatos é um processo físico-químico pelo qual a degradação de rochas provoca uma redução do CO2 atmosférico. Este processo se tornou cada vez menos intenso, na medida que, ao baixar muito o conteúdo de CO2 na atmosfera, as florestas tropicais começaram a definhar. Graças a esse feedback negativo, o CO2 parou de diminuir e a vegetação planetária sobreviveu.

Resumindo em uma única frase: emita CO2 que as plantas o necessitam. A vida na Terra agradece!

Ref.: “The role of terrestrial plants in limiting atmospheric CO2 decline over the past 24 million years”, Mark Pagani, Ken Caldeira, Robert Berner & David Beerling, Nature, 2 July, 2009

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

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Projeto Petição

Mais de 30.000 cientistas norteamericanos, incluindo mais de 9.000 Ph.D.s, já assinaram a seguinte Petição sobre o Aquecimento Global:

“Exortamos o governo dos Estados Unidos a rejeitar o aquecimento global de acordo com o que foi descrito em Kyoto no Japão em Dezembro de 1997, e quaisquer outras propostas semelhantes. A proposta de limitações das emissões de gases com efeito de estufa será prejudicial para o ambiente, impedirá o avanço da ciência e da tecnologia e causará danos à saúde e ao bem-estar da humanidade.

Não há provas científicas convincentes de que liberação de dióxido de carbono, metano e outros gases de efeito estufa pelos humanos são ou serão, no futuro próximo, causadores de um catastrófico aquecimento da atmosfera da Terra e da perturbação do clima da Terra. Além disso, há provas científicas de que os aumentos substanciais nas emissões de dióxido de carbono atmosférico produzem efeitos benéficos sobre os ambientes naturais vegetais e animais da Terra”.

O Professor Frederick Seitz assina a carta que foi distribuída com a Petição. O físico Frederick Seitz foi Presidente da Academia Nacional das Ciências dos EUA e da Universidade Rockefeller. Ele recebeu a Medalha Nacional de Ciência, o Prêmio Compton, a Medalha Franklin e vários outros prêmios, incluindo o título de Doutor Honoris Causa de 32 universidades em todo o mundo. Em Agosto de 2007, o Dr. Seitz analisou e aprovou o artigo de Arthur B. Robinson, Noah E. Robinson e Willie Soon que for divulgado junto com a Petição. Vigoroso defensor do Projeto Petição desde o seu início em 1998, o Professor Seitz faleceu em 2 de março de 2008. Para mais informações biográficas sobre o Dr. Seitz, clique aqui.

O objetivo do Projeto Petição é demonstrar que a alegação de “ciência resolvida” e de um esmagador “consenso” a favor da hipótese de que os humanos causam o aquecimento global e consequentes danos climatológicos estão errados. Não existe nenhum consenso e a ciência está longe de ser resolvida. Como indicado pelo texto e pelos signatários da Petição, um número muito grande de cientistas – bem maior que o de signatários dos relatórios do IPCC – rejeita essa hipótese.

Para mais informações sobre o Projeto, acesse http://www.petitionproject.org/

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IPCC reconhece que pode estar errado sobre as causas humanas e o aquecimento global

Se esse título surpreende você, é uma boa indicação de como foi bem sucedido o esforço do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas nos últimos 20 anos, de atribuir à atividade humana o aquecimento global. Não estou aqui relatando algo realmente novo. Estou apenas afirmando que é coerente com a lógica a necessidade de inferência sobre uma das mais conhecidas alegações contidas no resumo para os políticos do relatório do IPCC de 2007:

“A maior parte do aumento observado nas temperaturas médias globais desde meados do século XX é muito provavelmente devido ao aumento observado nas concentrações de gases gerados pela atividade humana”.

Eles atribuem uma probabilidade de 90% para o termo “muito provável”. Esta é uma curiosa utilização de probabilidades estatísticas relacionadas com o aquecimento global nos últimos 50 anos e a possibilidade de ele ser ou não ser principalmente devido às emissões geradas pela atividade humana. Probabilidades não se aplicam a acontecimentos como este.

O que o IPCC está realmente fazendo é usar probabilidades para tentar juntar dados científicos com a intensidade de sua crença. Eu ficaria muito surpreso se não houvesse vigorosa oposição ao uso de probabilidades desta forma por parte de membros do IPCC…, mas a liderança do IPCC realmente precisava de uma forma que soasse científica para ajudar a empurrar a sua agenda política, então eu tenho certeza que quaisquer objeções foram anuladas.

Mas estou divagando. O meu ponto principal aqui é que o IPCC admite que eles podem estar errados. Isso não soa para mim como “a ciência está resolvida”, como o Al Gore costuma dizer. Se é “muito provável” que “a maior parte” do aquecimento observado foi devido à atividade humana, então eles estão admitindo que, ao contrário, é possível, mas pouco provável, que o aquecimento tenha sido majoritariamente devido a causas naturais.

OK, vamos jogar com a pouca probabilidade do jogo. Dado o extremo custo de reduzir significativamente nossa emissão de gases de efeito estufa, não poderíamos dizer que seria importante pesquisar ativamente a possibilidade de que 10% do aquecimento é majoritariamente devido a causas naturais, como o IPCC facilmente admite?

Onde estão os 10% do dinheiro que os governos deveriam investir em pesquisa para analisar essa possibilidade? Desconfio que está indo para ONGs ambientais, que estão encontrando novas maneiras de embrulhar o “aquecimento global” para que ele não soe como uma questão liberal. Ou talvez eles estejam trabalhando em uma forma mais inteligente de chamar os pesquisadores que, como eu, são chamados de “céticos” ou “negadores”, o que já está ficando um pouco cansativo.

Durante muitos anos, o Departamento de Defesa norteamericano manteve uma “equipe vermelha” de revisores dedicada a encontrar buracos no “consenso da opinião” sobre os sistemas de armas que custou bem menos que a punição sobre o uso das nossas mais abundantes e acessíveis fontes de energia que se quer criar. Parece que até um sem-cérebro poderia fazer algo semelhante, para evitar algo tão caro e tão destrutivo para a vida das pessoas pobres em todo o mundo.

Poderíamos chegar quase à impressão de que existe mais do que apenas ciência a determinar qual ciência sobre o clima deva ser financiada, e como ela é relatada pela nova mídia. Ah, é verdade… esqueci-me de que as Nações Unidas estão a cargo de todo este esforço. Bem, eu tenho certeza que eles sabem o que estão fazendo.

O post acima é uma tradução livre do blog do Dr. Roy Spencer. Para ver o original, clique aqui

“A convicção de que a humanidade moderna controla o clima não difere muito das antigas civilizações fazendo sacrifícios aos deuses da natureza”

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O uso do carvão não para de crescer

TWEGbFA utilização do carvão mineral como fonte de energia para a geração de eletricidade não para de crescer em todo o mundo, e o uso da energia nuclear continua caindo. Pelo menos, é o que está ocorrendo nesse início de Século XXI.

Em 2006 (últimos dados publicados), as centrais termoelétricas a carvão produziram 41% da eletricidade global (38,1% em 1999). Em 2006, as centrais nucleares produziram 14,8% da eletricidade global (17,2% em 1999).

O carvão mineral é abundante e barato em todo o mundo, menos no Brasil. Por aqui, fomos abençoados com um enorme potencial hidroelétrico…

O realmente moderno é construir centrais térmicas limpas que utilizam o carvão mineral, mas que já não emitem nem fuligem, nem SO2. É o que estão fazendo na China, contava outro dia o New York Times.

Modernos são os chineses.

Ref.: World Coal Institute
China far outpaces U.S. in building cleaner coal-fired plants

post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

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IceWine brasileiro

IceWine

“São Joaquim, 05 de Junho de 2009

Prezados Sres. / Sras.,

Com prazer informamos que a equipe Pericó registrou ontem em seus vinhedos, localizados na fazenda Menino Deus, Distrito do Pericó em São Joaquim - SC, um fenômeno da natureza, o mais esperado desta época: o gelo. As temperaturas caíram bem abaixo de zero e os termômetros marcaram -7,5 ºC. Um sonho se tornou realidade: a colheita das uvas congeladas por este ato tão maravilhoso da natureza, a 1.300 m.s.n.m..

Com isto, a Vinícola Pericó será a 1ª do Brasil a elaborar o IceWine (Vinho do Gelo), um vinho licoroso natural, com elevada quantidade de açúcar residual da própria uva.

O processo de elaboração do IceWine, consiste em colher as uvas perfeitamente maduras e com temperatura inferior a -6 ºC, nessa condição, a água que se encontra no interior das bagas das uvas congela e o gelo é separado do suco rico em açúcar pelo processo de prensagem das uvas, ficando retido dentro da prensa pneumática juntamente com a casca, com as sementes e com o engaço.

O mosto de uva rico em açúcares é então fermentado a 10 ºC por 60 dias, e posteriormente será estabilizado e colocado em barricas novas de carvalho francês, floresta Allier.

Após vinificado, teremos o prazer de apresentar este grande e único IceWine brasileiro, assim como acontece na Áustria, Alemanha, norte da Itália e Canadá. Veja as fotos do nosso vinhedo ao amanhecer, antes e após o sol nascer.

Cordialmente,

Equipe Vinícola Pericó - vinhos finos das terras de altitude e da neve catarinense”

Um brinde ao aquecimento global! Tim tim

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Óbvio ululante

Estudo recente da NASA reconhece o Sol, e não a atividade humana, como responsável pelo aquecimento global

A relação entre o Sol e a Terra é tão evidente que a gente até acaba esquecendo alguns detalhes. Entre eles, que o Sol não é só a fonte de luz, mas principalmente a fonte de calor da atmosfera e da superfície terrestre. É o calor do Sol e suas variações que condicionam todo o clima na Terra. As diferenças de temperatura entre os pólos e os trópicos alimentam as correntes marítimas e todo o sistema meteorológico: os ventos, as tempestades, a formação de nuvens, as precipitações, enfim, tudo o que está relacionado com o clima.

As variações são acentuadas ou atenuadas em função de algumas particularidades. Entre elas, o movimento de rotação da Terra em torno do seu próprio eixo, e um detalhe fundamental: o eixo de rotação da Terra, que está ligeiramente inclinado em relação à órbita da Terra em torno do Sol, o que resulta nas estações do ano.

Mais calor do Sol, mais quente. Menos calor, mais frio. É óbvio. E as nuvens têm uma influência determinante. Mais nuvens durante o dia, menos calor. Mais nuvens durante a noite, menos frio – ou menor irradiação do calor superficial para a atmosfera. É um sistema tão complexo que mal começamos a entender como funciona. Ainda não somos capazes de prever como será o tempo depois de amanhã…

E se eu disser que a atividade solar não é constante, bem, nada mais óbvio. Nada é constante. Pois um estudo recente do Goddard Space Flight Center, da NASA, em Greenbelt, Maryland, acaba de mensurar as variações na atividade solar e concluiu que elas têm sim um impacto significativo sobre o clima na Terra. É o óbvio ululante!

Pesquisas anteriores detectaram ciclos de atividade solar de cerca de onze anos. No auge desses ciclos, a atividade solar que ocorre perto das manchas solares é particularmente intensa. De acordo com Robert Cahalan, climatologista no GSFC-NASA, “agora, estamos em uma era do gelo, se comparada com outros períodos não tão recentes, dentro do Holoceno“.

Thomas Woods, cientista solar da Universidade do Colorado em Boulder, conclui: “o impacto das flutuações dos ciclos solares na temperatura global da Terra é significativo. Um pouco mais quente durante os períodos de máxima atividade solar e um pouco mais frio durante o mínimo. O Sol está atualmente em um de seus períodos mínimos, e o próximo máximo solar está previsto para 2012″.

Embora o estudo da NASA tenha reconhecido e até mensurado a influência do Sol nos padrões de aquecimento e arrefecimento do clima na Terra, ao final, se despistou. Ignorando as próprias evidências, retomou a tese de que a atividade humana está substituindo o Sol como atual causadora de mudanças nos padrões de aquecimento global. Não bastasse a prepotência, como tantos outros estudos, esta conclusão baseia-se menos nos dados obtidos e mais em questionáveis correlações e imprecisas técnicas de modelagem por computador.

O fato inquestionável é que o próprio estudo da NASA reconhece o óbvio: que as variações da atividade solar foram causadoras de alterações climáticas no passado. E mesmo os membros do estudo – a maioria de fervorosos defensores da teoria do aquecimento global atropogênico – reconhecem que o Sol pode desempenhar um papel significativo no futuro, nas mudanças climáticas.

Sunspot_NumbersEstudos recentes têm mostrado que tendências de aquecimento ou arrefecimento correspondem à quantidade de manchas solares. O século XX foi caracterizado por atividade crescente, indicando uma tendência de aquecimento. (Fonte: Wikimedia Commons)

Solar_Activity_ProxiesA atividade solar tem mostrado um significativo aumento no século XX, correspondendo ao aquecimento global. Esta variação cíclica foi reconhecida por um recente estudo da NASA, que analisou uma grande quantidade de dados climáticos do passado. (Fonte: Wikimedia Commons). Relatório indica que a atividade solar foi impactante para o clima na Terra desde a Revolução Industrial

Referências: 1, 2

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O aquecimento global e o desaparecimento do Air France 447

Tem gente querendo colocar a culpa pelo desaparecimento do avião da Air France no aquecimento global. Em respeito à angústia dos familiares e amigos dos que embarcaram nesse vôo, vamos deixar de lado as especulações e vamos aos fatos.

O aquecimento global é uma tese, não é um fato. Uma mudança climática global causada pela atividade humana é uma hipótese que está longe de ser demonstrada, e sobre a qual não há nenhum consenso na comunidade científica. Aquecimento significa elevação da temperatura, mas quando se analisa com isenção os dados disponíveis, não se pode sequer afirmar que houve aquecimento global.

A utilização de termômetros para medição sistemática da temperatura ambiente remonta a meados do Século XIX, mas os dados disponíveis são pouco representativos. Desde o início do Século XX, a temperatura média global parece ter subido gradativamente até 1940, e depois caído até 1975. Tanto que, em meados da década de 1970, as preocupações no noticiário da BBC eram sobre o arrefecimento global e sobre a iminência de uma nova era glacial que parecia estarmos entrando…

Desde 1978, satélites passaram a monitorar e fotografar o planeta Terra. O Goddard Institute for Space Studies – GISS, da NASA, disponibiliza não só os dados, mas também programas que permitem criar mapas como o que se vê a seguir:

 Temperaturas 2001 a 2008

Esse mapa, aparentemente deformado, é, na verdade, a melhor representação plana da superfície do planeta, pois guarda equivalência entre as áreas que representa. É a projeção cartográfica de Foucault. Clique sobre o mapa para vê-lo melhor. As variações obtidas referem-se à diferença entre os extremos da linha de tendência, calculada pelo método dos mínimos quadrados, entre 2001 e 2008. Esquentou? Esfriou?

Existe algum consenso em relação a ter havido uma pequena elevação na temperatura média global na segunda metade do Século XX, de cerca de 0,4 °C. Mas, no início do Século XXI, praticamente não houve mudanças em termos globais. Houve, sim, em determinadas regiões, uma elevação, assim como em outras houve redução das temperaturas locais, algo que é absolutamente normal e natural. Assim, não se pode falar em aquecimento global nesse período, pois não houve aumento das temperaturas médias globais, mesmo com a atividade humana “bombando”.

Mas tem gente que insiste e diz que fenômenos naturais extremos são cada vez mais frequentes, que a natureza está se voltando contra nós! Essa bravata não se sustenta. Os danos e prejuízos causados por fenômenos naturais aumentaram sim, pois a população aumentou tremendamente – praticamente duplicou nos últimos 40 anos – e se amontoa cada vez mais, de forma precária, em áreas inapropriadas. Mas a frequencia e a intensidade dos fenômenos naturais, de fato, não tem variado significativamente.

“Em Trizidela do Vale, choveu como não chovia há 30 anos”. Pouca gente sabe onde fica Trizidela do Vale, mas certamente todos já ouviram falar… e a tradução dessa manchete pode perfeitamente ser a seguinte: há 31 anos, choveu mais em Trizidela do Vale do que nesse ano. Só que, há 31 anos, praticamente não havia ninguém em Trizidela do Vale…

É que desgraça e notícia ruim prendem mais a atenção do público em geral e a mídia vive de anunciantes que pagam mais pela audiência que pelo conteúdo. A realidade é, portanto, constantemente distorcida.

O mapa acima é do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o post original, clique aqui

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A hipocrisia da Noruega

Primeiros ministros norueguês e russo selam o acordo para a exploração do Mar de Barents

Noruega Rússia 1

A Noruega não pertence, por referendo, à União Europeia, mas sim está ligada ao comércio comum europeu de quotas de emissão de CO2. São muito ricos e votaram NÃO a pertencerem à Europa. Mas disseram sim ao “esquema” europeu de compra e venta de emissões (European Union Emissions Trading Scheme). Foi outorgada a eles uma quota, e agora emitem menos que o outorgado e vendem a sobra no mercado europeu de emissões por centenas de milhões de euros. Assim, por seu gás e petróleo, faturam duas vezes.

A riqueza da Noruega provem do gás e do petróleo que exportam. Que pagam e queimam os outros. Não obstante, dizem estar altamente preocupados pelo aquecimento global provocado pelas emissões de CO2 e têm planos muito ambiciosos para reduzi-las. Foram eles, seu “comitê de sábios”(*), os que deram o Prêmio Nobel da Paz ao Al Gore e ao IPCC (o Prêmio Nobel da Hipocrisia teria sido o mais correto).

Noruega Rússia 2Os jornais europeus fizeram um grande escândalo quando se debatia nos Estados Unidos a possibilidade de perfurar no Ártico, em frente às costas do Alaska, em busca de gás e de petróleo. Mas nem sequer informam do grande tratado norueguês-russo, já em andamento, de perfurar no Mar de Barents e das grandes obras que, tanto na costa como no fundo desse mar Ártico, são realizadas.

(*) O Prêmio Nobel da Paz é decidido por um comitê designado pelo parlamento norueguês

Ref.:
Energy, cross-border cooperation on agenda – BarentsObserver
Norway To Sell 12.7 Million EU Emissions Allowances To Market In 09

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

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O complexo climático-industrial

Algumas empresas não veem nada além de lucro no movimento verde

Alguns líderes empresariais estão se juntando a políticos e cientistas na busca de ações rápidas e drásticas em relação ao aquecimento global. Esta é uma nova onda de uma prática muito antiga: as empresas usam as políticas públicas para encher os seus próprios bolsos.

A estreita relação entre os grupos relembra a relação entre os fabricantes de armas, os pesquisadores e os militares norteamericanos durante a Guerra Fria. O famoso alerta do presidente Dwight Eisenhower sobre o poder do “complexo militar-industrial” dizia que “o potencial para um aumento desastroso do poder descabido existe e vai persistir”. Ele estava preocupado, pois “há uma tentação recorrente em achar que alguma espetacular e dispendiosa ação pode tornar-se a solução milagrosa para todas as atuais dificuldades”.

Isto certamente é verdade no caso das mudanças climáticas. Dizem-nos que os muito caros regulamentos relacionados às emissões de carbono são a única forma de responder ao aquecimento global, apesar da ampla evidência de que esta abordagem não passa de um teste básico de relação custo-benefício. Parece que um “complexo climático-industrial” está emergindo, pressionando os contribuintes a destinar mais e mais dinheiro para agradar a todos aqueles que têm a ganhar.

Este fenômeno vai estar em exibição na Cúpula Empresarial Mundial sobre as Mudanças Climáticas, em Copenhague, neste fim de semana. Os organizadores – o Conselho do Clima de Copenhague – esperam pressionar os líderes políticos para compromissos mais drásticos, quando negociarem a substituição do Protocolo de Quioto, em Dezembro.

O discurso principal de abertura deverá ser feito por Al Gore, que na verdade representa todos os três grupos: Ele é um político, é um militante e é também presidente de uma empresa verde de capital privado que está investido em produtos que um mundo assustado pelas mudanças climáticas provavelmente iria comprar.

Naturalmente, muitos “CEOs” estão verdadeiramente preocupados com o aquecimento global. Mas muitos dos que falam mais alto devem auferir lucros a partir dos regulamentos de emissão de carbono. O termo utilizado pelos economistas para este comportamento é “rent-seeking“.

O maior fabricante mundial de turbinas eólicas, Vestas, membro do Conselho do Clima de Copenhague, insta os governos a investir fortemente no mercado do vento. É patrocinador do segmento “Clima em Perigo” da CNN, aumentando assim o apoio às políticas que aumentariam os lucros da Vestas. Um colega, membro do Conselho, o Sr. Gore, da empresa verde Generation Investment Management, adverte sobre um risco significativo para a economia dos E.U.A., caso não seja rapidamente estabelecido um preço para as emissões de carbono.

Mesmo as empresas que não estão fortemente empenhados em negócios verdes têm a ganhar. Empresas energéticas europeias fizeram investimentos de dezenas de bilhões de Euros nos primeiros anos do Sistema Europeu de Negociação, quando receberam verbas livres de emissões de carbono.

A empresa norteamericana do setor elétrico Duke Energy, um membro do Conselho do Clima de Copenhague, há muito tem promovido um esquema de “cap-and-trade” (redução e comercialização) nos E.U.A.. No entanto, a empresa se opôs amargamente ao projeto de lei Warner-Lieberman no Senado norteamericano, que teria criado um regime desse tipo, porque ele não incluiu em estilo europeu apostilas a serem seguidas pelas empresas carboníferas. O projeto de lei Waxman-Markey, na Câmara dos Representantes, promete trazer de volta o “almoço grátis”.

Empresas norteamericanas e grupos de interesse envolvidos com as mudanças climáticas contrataram 2.430 lobistas apenas no ano passado, 300% a mais que há cinco anos. Cinquenta das maiores empresas do setor elétrico norteamericano – incluindo a Duke – gastaram US$ 51 milhões com lobistas em apenas seis meses.

A transferência maciça de riqueza que muitas empresas procuram não é necessariamente boa para o resto da economia. A Espanha foi proclamada um exemplo mundial na prestação de auxílio financeiro às empresas de energia renovável para criar empregos verdes. Mas pesquisas mostram que cada novo emprego custa à Espanha 571.138 €, com subsídios de mais de um milhão de euros necessários para criar cada novo emprego na pouco competitiva indústria do vento. Além disso, o programa resultou na destruição de cerca de 110.000 empregos em outros setores da economia, ou 2,2 empregos por cada posto de trabalho criado.

A relação climático-corporativa aconchegante foi pioneira na Enron, que comprou a energia renovável e sociedades de crédito do comércio de roupas, enquanto se orgulhava da sua relação com grupos de interesses verdes. Quando foi assinado o Protocolo de Quioto, um memorando interno foi enviado dentro Enron declarando que, “se implementado, (o Protocolo de Quioto) irá fazer mais para promover os negócios da Enron do que qualquer outra regulamentação de negócios”.

A Cúpula Empresarial Mundial vai ouvir “a ciência e líderes de políticas públicas” aparentemente selecionados pela sua assustadora visão do aquecimento global. Eles incluem James Lovelock, que acredita que grande parte da Europa será Saariana e Londres será subaquática dentro de 30 anos; Sir Crispin Tickell, que acredita que a população do Reino Unido tem de ser reduzida em dois terços para que o país possa lidar com o aquecimento global; e Timothy Flannery, que alerta para uma elevação do nível do mar do tamanho de um “prédio de oito andares”.

A liberdade de expressão é importante. Mas estas visões catastróficas estão muito longe dos trabalhos científicos predominantes, e vão muito mais além das conclusões “científicas” do IPCC – Painel Intergovenamental sobre as Mudanças Climáticas das Nações Unidas. Quando se trata da elevação do nível do mar, por exemplo, as Nações Unidas esperam um aumento entre 7 e 23 centímetros até 2100 – consideravelmente menos do que uma estória de um edifício.

Haveria um clamor – e seria legítimo – se uma grande conferência sobre mudanças climáticas fosse organizada pelas indústrias do petróleo e convidassem apenas os céticos.

A parceria entre as próprias empresas interessadas, políticos arrogantes e ativistas alarmistas verdadeiramente é uma aliança diabólica. O complexo climático-industrial não promove a discussão sobre as formas de superar os desafios de uma forma que seria a melhor para todos. Não devemos nos surpreender ou ficar impressionado se aqueles que lucram estão entre os que falam mais alto e estão apelando aos políticos para agir. Gastar uma fortuna em uma regulamentação global das emissões de carbono irá beneficiar uma minoria, mas custará muito caro a todos os demais.

O post acima é uma tradução livre do artigo de Bjorn Lomborg publicado em The Wall Street Journal online nessa quinta-feira, 21/05/2009. Para ver o original, clique aqui

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