Temporal de frio adiantado

Para que faça frio ou calor, para que chova ou não chova, o mais importante é de onde sopra o vento. Ou, dito de forma mais erudita, de onde nos chegam as massas de ar. Os modelos climáticos do IPCC vaticinam que ao Mediterrâneo chegarão cada vez menos massas de ar, tanto do Atlântico como do Ártico, de tal forma que a região estará cada vez mais seca e mais quente. E que essa mudança se deve a que, por culpa do incremento do CO2, vai mudar a circulação geral dos ventos. Ainda que você não o entenda, há 2.500 cientistas e Zé Manés que dizem isso. Assim, você tem que acreditar.

Um temporal de frio começa a afetar a parte mais ocidental da Europa, desde a Escócia até o sul da Espanha. A explicação, segundo os mapas do tempo, está na existência de uma dorsal anticiclônica no Atlântico que impede a chegada de ar oceânico e fresco a partir do oeste e facilita, ao contrário, a entrada de ar frio que vem do norte. Nos mapas a seguir, a situação mais parecida corresponde à indicada no terceiro (Atlantic ridge, dorsal atlântica: altas pressões alaranjadas, baixas pressões azuladas).

Aos que não sabem nada de nada do funcionamento do tempo e do clima, por exemplo da relação das isóbaras com a direção do vento, direi que o ar no hemisfério norte se move mais ou menos no sentido dos ponteiros do relógio em torno das altas pressões (anticiclones) e em sentido contrários ao dos ponteiros do relógio em torno das baixas pressões (ciclones ou borrascas). No terceiro mapa, desde a Escócia até o sul da Espanha, com a alta pressão no oeste e a baixa pressão a leste, o ar circula de norte a sul e traz umidade e frio sobretudo.

De um artigo publicado na revista Nature emprestamos os quatro mapas nos quais esquematicamente agrupam-se os tipos de tempo entre 1º de novembro e 31 de março no período de 1974 a 2007. Ao lado de cada um, aparecem as porcentagens correspondentes a cada tipo de tempo nesse período estudado. As variações que podem ocorrer no futuro nessas porcentagens é o que determinará a intensidade e direção da mudança climática nessa região. Mas daí a saber com um mínimo de confiabilidade como o incremento do CO2 afetará essas porcentagens falta muuuuuito…

 

Ref.: Christophe Cassou, Intraseasonal interaction between the Madden-Julian Oscillation and the North Atlantic Oscillation : Article : Nature

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

E por falar em tempo, voltou a garoar na terra da garôa, a Cidade de São Paulo…

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