Em vez de ferver, a Terra pode esfriar

Avaliação de diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas indica que nova era fria é iminente, indo na contramão das hipóteses apresentadas pelo painel climático das Nações Unidas. “Entretanto, aqueça ou esfrie, temos de conservar o ambiente e modificar hábitos de consumo, para a própria sobrevivência da espécie humana”, pondera.

“O homem é incapaz de interferir no clima do planeta; por isso, suas emissões de CO₂ não elevam a temperatura da Terra”. A conclusão é do físico e meteorologista Luiz Carlos Molion, para quem a atividade solar diminuirá nos próximos 22 anos e o oceano Pacífico – que ocupa 35% da superfície da terrestre – vai esfriar. “Estamos entrando num período de resfriamento global, e isso é ruim para o Brasil”, alerta.

Pesquisador da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) e membro da Organização Meteorológica Internacional, Molion não concorda com as conclusões do quarto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) que apontam a queima de carburantes fósseis e outras atividades exercidas pelas civilizações contemporâneas como principais provocadoras do aquecimento global.

O professor também afirma que as simulações feitas com modelos de clima não representam a complexidade e as interações dos processos físicos que o determinam, sendo meros exercícios acadêmicos inaplicáveis à formulação de políticas adequadas para o desenvolvimento da sociedade.

“É inegável que a temperatura do planeta aumentou cerca de 0,7 graus Celsius nos últimos 150 anos; porém, isso decorre de processos naturais, e não antrópicos”, salienta o cientista, lembrando que pesquisadores contrários à hipótese do aquecimento global de origem antropogênica sofrem retaliações de governos e comunidade acadêmica, tendo seus projetos rejeitados e artigos não aceitos para publicação.

“Particularmente, não me preocupo com tais boicotes, pois sou professor de universidade pública, concursado e, por isso, não podem prejudicar-me diretamente. Se não dão recursos para minhas pesquisas, continuo meu trabalho dentro das limitações impostas. E estão prejudicando a nação, a sociedade, não a minha pessoa em particular”, revela.

Segundo Molion, o gelo da Antártida continuou a crescer nos últimos 70 anos, o e do Ártico já derreteu entre 1920 e 1945 – época na qual o homem jogava na atmosfera menos de 10% co carbono que emite hoje. Então, o que está, realmente, acontecendo com o clima da Terra?

“Recentemente, o gelo do Ártico se recuperou, principalmente depois do severo inverno deste ano no hemisfério Norte. A permanência do gelo depende do transporte de calor feito pelas correntes marinhas: a corrente (quente) de Kuroshio, no Pacífico (Japão), e a corrente (quente) do Golfo do México, no Atlântico. Esta última, quando está mais ativa, leva calor para o Atlântico Norte, derrete o gelo do Ártico e, como os ventos sopram da América do Norte em direção à Europa, em contato com a superfície do Atlântico, carregam-se de calor e o jogam em cima da Europa ocidental, mudando o clima localmente”, explica.

No último século e meio, as tais ações antrópicas foram, supostamente, responsáveis por elevar de 280 ppm para 380 ppm a concentração de CO₂ na atmosfera. Para o professor Molion, todavia, um fato digno de nota é que reconhecidamente houve, nos últimos dois mil anos, um aquecimento global maior que o atual, entre 800 e 1200, permitindo aos nórdicos a colonização da Groenlândia, a “Terra Verde” que hoje é coberta de gelo. “E, naquela época, as concentrações de CO₂ eram inferiores a 280 ppm”, diz. “Em eras passadas, como os interglaciais de 130 mil, 250 mil e 360 mil anos, as temperaturas estiveram mais elevadas que as atuais, com concentrações de CO₂ inferiores às de hoje. Portanto, não é o CO₂ que aumenta a temperatura do ar. É exatamente o contrário: o aumento da temperatura eleva a concentração de CO₂, principalmente em razão do aquecimento dos oceanos, que em conjunto com a atividade solar, são os principais controladores do clima”, completa.

Outros fatores que influenciam a temperatura do planeta são os aerossóis vulcânicos e, possivelmente, os raios cósmicos galácticos. Em resumo, ressalta Molion, o clima não é apenas resultante do efeito estufa e suas alterações, mas um produto de tudo que ocorre no universo e interage com a Terra.

O post acima é uma transcrição da matéria de Paulo Fernando sobre Mudanças Climáticas publicada na revista Com Ciência Ambiental nº 19, de junho de 2008.

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2 Responses to “Em vez de ferver, a Terra pode esfriar”


  1. 1 breno 14/08/2011 às 19:04

    Aí Molion, valeu arrombar com esses FDP do IPCC, lixo que não serve pra nada.

  2. 2 valdinei 19/05/2013 às 21:21

    Interessante sua tese!


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