Degelo no Ártico

Nos próximos dias, começa o degelo do Ártico. As bordas da placa de gelo invernal que recobre esse oceano começam a se liquefazer. Dependendo de diversos fatores, como a insolação e as correntes, haverá mais ou menos degelo que no ano passado. Esta capa de gelo marinho tem uns 14 milhões de km² de extensão em seu máximo em março e apenas entre 4 e 6 milhões de km² em seu mínimo em setembro (o território brasileiro tem 8,5 milhões de km²). A tendência de sua extensão, salvo vaivens estacionais, tem sido de diminuição nos últimos anos. No verão do hemisfério norte em 2007, se descongelou até alcançar uma extensão mínima, o que não ocorreu em 2008. Veremos o que ocorre em 2009.

Batimetria do Ártico

O que não se costuma saber é que essa capa de gelo tem uma espessura, inclusive no inverno, de tão só uns 3 metros, e que, por debaixo dela, pode-se superar até 4.000 metros de profundidade de água líquida. Acima de vê um mapa com a batimetria deste oceano profundo, refúgio de submarinos.

AMSR-E_Sea_Ice_Extent

Não é correto afirmar que os mínimos de extensão dessa placa de gelo estejam alcançando recordes históricos. Por exemplo, um artigo em Geophysical Research Letters indica que foi encontrado na costa norte da ilha de Ellesmere, a noroeste da Groenlândia, alguns restos de madeiras trazidas de longe e levadas à deriva, que foram depositadas ali há uns 300 ou 400 anos, quando a costa ficava no verão livre de gelo e a água fluía, coisa que hoje não ocorre.

Muito mais abundantes são as madeiras sedimentadas ali durante o ótimo caloroso da primeira metade do período Holoceno, entre 10.000 e 5.000 anos, quando obviamente as emissões humanas de CO2, descontadas algumas fogueiras alimentadas pelos neolíticos, eram nulas.

Ref.: Extensão do Ártico

England J. et al., A millenial-scale record of Arctic Ocean sea ice variability and the demise of the Ellesmere Island ice shelves, GRL, 4 October 2008

mapa em: Arrigo K. et al., Impact of a shrinking Arctic ice cover on marine primary production, GRL, 3 October 2008

O post acima é uma tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui

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