O foco das preocupações das empresas

Gostaria de destacar a importância de as empresas se prepararem para combater, nas áreas de influência dos seus negócios:
• os efeitos das mudanças climáticas naturais,
• a poluição de suas atividades nas cidades e nos rios (solo, ar e água),
• o desmatamento de uma forma geral e, em especial, o de matas ciliares,
• a fome, a miséria e a violência.

É preciso que as empresas compreendam que o que podem fazer para a sua sustentabilidade está no contexto real de suas operações de suprimento, de fabricação e de distribuição. No seu entorno, portanto, e não na atmosfera, em algum lugar do planeta!

As empresas não contribuirão de forma direta e efetiva para reduzir os graves problemas decorrentes de um mundo mais violento e degradado gastando tempo e dinheiro para reduzir suas emissões de CO₂. Produzir CO₂ não significa, necessariamente, estar poluindo. Economia de baixo carbono é uma ilusão criada por várias empresas interessadas em vender suas tecnologias e serviços de modo artificial. O resultado tem sido empresas ineficientes e nem sempre responsáveis sócio-ambientalmente, propalando-se contribuintes para um mundo melhor porque “neutralizaram as suas emissões de CO₂”. Enganam a si próprias e aos menos avisados, para felicidade dos que tiram proveito da artificialidade dos “negócios com carbono”.

Newton Figueiredo, do Grupo SustentaX

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2 Responses to “O foco das preocupações das empresas”


  1. 1 roosevelt s. fernandes 25/06/2010 às 15:28

    O que os capixabas pensam sobre Mudanças Climáticas?
    De modo a conhecer o perfil de percepção ambiental da sociedade frente à problemática (causas, efeitos, prós e contras) das Mudanças Climáticas, tendo como base a Região da Grande Vitória, ES – municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica – o Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA (grupo sem fins lucrativos), desenvolveu uma pesquisa (35 aspectos abordados) com 960 pessoas (+/– 3% de erro e 95% de intervalo de confiança), com o apoio da Brasitália.
    Metade dos entrevistados foi de pessoas com formação católica e, os demais, evangélica. Apesar de a amostra ter sido constituída dessa forma, o objetivo da pesquisa não visa individualizar os resultados da pesquisa para cada segmento religioso em questão.
    Os entrevistados admitem ler regularmente jornais e revistas (48,1%), assistem TV (58,3%), não participam de Audiências Públicas convocadas pelos órgãos normativos de controle ambiental (88,9%), bem como de atividades ligadas ao Meio Ambiente junto às comunidades (não – 43,2% / não, mas gostaria – 39,7%), apresentam um reduzido conhecimento das ONGs ambientalistas (4,9%), não acessam (72,8%) sites ligados à temática ambiental (19,1% não tem acesso a computador), além de indicarem o baixo desempenho das lideranças comunitárias no trato das questões ambientais (29,2% / sendo que 40,0% admitem não conhecer as lideranças de suas comunidades), e admitem interesse por temas ligados à temática ambiental (42,3% / 44,2% apenas às vezes).
    Admitem conhecer termos (não verificada a profundidade do conhecimento assumido) como biodiversidade (63,6%), Metano (51,7%), Efeito Estufa (81,3%), Mudanças Climáticas (84,7%), Crédito de Carbono (26,0%), Chuva Ácida (57,8%), Agenda 21 (16,5%), Gás Carbônico (60,9%), Clorofuorcarbonos (36,6%), Aquecimento Global (85,4%), bicombustíveis (74,1%), Camada de Ozônio (74,3%) e Desenvolvimento Sustentável (69,5%), com 70,0% do grupo relacionando às atividades humanas às Mudanças Climáticas e que a mídia divulga muito pouco os temas relacionados ao meio ambiente (44,2%), apesar da importância do tema.
    A ação do Poder Público em relação ao meio ambiente é considerada fraca (48,2%) ou muito fraca (30,2%), os assuntos ligados à temática ambiental são pouco discutidos no âmbito das famílias (60,1% / 15,5% admitem nunca serem discutidos), enquanto a adoção da prática da Coleta Seletiva só será adotada pela sociedade se for através de uma obrigação legal (34,3%) e que espontaneamente apenas 35,7% adotariam o sistema. Indicam que os mais consumos de água são o “abastecimento público” (30,3%), seguido das “indústrias” (22,9%) e só depois a “agricultura” (10,7%), percepção inversa a realidade.
    Em análises em andamento, os resultados da pesquisa serão correlacionados com variáveis como “idade”, “gênero”, “nível de instrução”, “nível salarial”, “município de origem”, entre outras, contexto que irá enriquecer muito a consolidação final dos resultados, aspectos de grande importância para os gestores públicos e privados que poderão, tendo como base uma pesquisa pioneira no ES, definir ações preventivas e corretivas voltadas ao processo de aprimoramento da conscientização ambiental da sociedade.
    É importante explicitar que, com o apoio do NEPA, está pesquisa já está sendo iniciada em outras capitais.
    Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.
    Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
    roosevelt@ebrnet.com.br


  1. 1 Tweets that mention O foco das preocupações das empresas « A Grande Farsa do Aquecimento Global -- Topsy.com Trackback em 26/06/2010 às 00:51

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