O CO₂ não é o vilão do aquecimento global

Para cientista, não há evidências de que o CO₂ emitido pelo homem interfira no clima global

Por Luiz Carlos Baldicero Molion, PH.D. em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin, EUA

Um artigo publicado na prestigiada revista científica Nature, em 2009, focalizou a reconstrução das temperaturas no Leste da Antártica nos últimos 340 mil anos, feita por uma equipe de cientistas britânicos. Elas foram, nos últimos três interglaciais, entre 6°C e 10°C mais elevadas que as atuais. Entre 800 d.C. e 1200 d.C., o “Período Quente Medieval”, as temperaturas estiveram entre 1°C e 2°C acima das atuais, e o clima quente permitiu que os vikings colonizassem as regiões do norte do Canadá e uma ilha chamada Groenlândia (Terra Verde), hoje cobertas de gelo.

Convém salientar que as concentrações atuais de dióxido de carbono (CO₂) e metano (CH₄), os chamados gases de efeito estufa (GEE), são 30% e 130%, respectivamente, maiores que as concentrações dos GEE daquelas épocas, e aqueles aquecimentos foram naturais e não forçados pelos GEE. De 1350 a 1920, entretanto, o clima se resfriou, com temperaturas 1,5°C a 2°C inferiores às de hoje, particularmente na Europa Ocidental, período bem documentado denominado Pequena Era do Gelo. Porém, após 1920, o clima voltou a se aquecer e as temperaturas se elevaram.

Que ocorreu um aquecimento global nos últimos 100 anos, não há dúvida! A questão que se coloca é se o aquecimento observado é natural ou antropogênico, e se é controlado pelo CO₂?

Análises de climas passados mostraram que variações da temperatura e da concentração de CO₂ não estão relacionadas entre si, ou seja, o CO₂ não controla o clima global. Ao contrário, a temperatura do sistema climático, ao aumentar, induz o aumento do CO₂ na atmosfera. No término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a temperatura do planeta já tinha aumentado 0,4 °C, mas o homem emitia menos de 10% do carbono que lança hoje na atmosfera. No período pós-guerra, quando a industrialização se acelerou e o consumo de petróleo e consequentes emissões aumentaram significativamente, houve, contrariamente ao que prevê a teoria do aquecimento global antropogênico (AGA), um resfriamento global, a ponto de, em 1976, os climatologistas afirmarem que uma nova era glacial estava em via de começar. Esse período de resfriamento coincidiu com o resfriamento dos oceanos.

Recentemente, entre 1977 e 1998, ocorreu um breve período de aquecimento dos oceanos e do clima, e é esse aquecimento que está sendo atribuído às emissões humanas. Na realidade, os fluxos naturais de carbono entre os oceanos, vegetação e solos (incluídos vulcões) somam 200 bilhões de tonelada por ano.

As emissões humanas são insignificantes em relação às naturais. Não há evidências científicas, portanto, de que o CO₂ emitido pelo homem interfira no clima global, sendo a variabilidade deste natural. Também não há comprovação que o nível dos mares esteja subindo. Al Gore, em seu filme Uma Verdade Inconveniente, laureado com o Oscar em 2007, afirmou que o nível dos mares iria aumentar 20 pés (6 metros!).

Os satélites, que medem o nível do mar, detectaram um aumento de 3,4 mm por ano durante 1993 e 2006. Isso corresponde a um aumento inferior a 5 cm nesses 14 anos. Essa elevação terminou em 2006 e foi provocada por um ciclo lunar de 18,6 anos.

O pico desse ciclo ocorreu entre 2005 e 2007. Elevou o nível do mar nos trópicos, gerando marés altas e acelerando as correntes marinhas, que levaram mais calor para os polos. As águas oceânicas mais aquecidas entraram por debaixo das geleiras flutuantes, derreteram a sua base e sua parte aérea despencou.

Ou seja, um ciclo natural, que já ocorreu antes e se repetirá em torno de 2025. Um ponto importante é que o CO₂, o dióxido de carbono, tem sido tratado pela mídia como se fosse um vilão, um poluente! O CO₂ é o gás da vida! Nós e os animais não produzimos a comida que ingerimos. Quem o faz são as plantas, via fotossíntese, por meio da qual retiram o CO₂ do ar e o transformam em amidos, açúcares e fibras dos quais nos alimentamos. Na hipótese absurda de eliminar o CO₂, a vida acabaria na Terra.

Revista Galileu. Para ver a publicação original, clique aqui

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1 Response to “O CO₂ não é o vilão do aquecimento global”


  1. 1 Enio Augusto Góis de Araújo 08 setembro 2013 às 1:33 pm

    Olá Mario, tudo bem? Trouxe uma notícia fresquinha que desmascara de vez a alegação de que o AGA está fazendo o gelo do Ártico desaparecer. A notícia é esta: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2415191/Global-cooling-Arctic-ice-caps-grows-60-global-warming-predictions.html. Aí eu pergunto: cadê o aquecimento global antropogênico? Já passou da hora desses “cientistas” do IPCC tomarem vergonha na cara e reconhecer que estavam profundamente errados. Um grande abraço, Enio Augusto.


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