Para os crentes do aquecimento global, 2013 foi um inferno

Quase tudo o que podia dar errado em 2013 deu errado para a causa do aquecimento global

2013 foi um ano triste para os defensores do aquecimento global. O gelo sobre o mar em torno da Antártida estabeleceu um recorde, de acordo com a NASA, e se estendeu por uma área maior do que em qualquer momento desde 1979, quando as medições por satélite começaram. No Ártico, a notícia também é triste. Há cinco anos, Al Gore previu que até 2013 “toda a calota de gelo polar do Norte desaparecerá”. Não aconteceu. Em vez disso, um Gore amuado viu o gelo no Ártico aumentar em 50% ao longo de 2012. Neste ano, o gelo do Ártico também superou o de 2008, ano de sua previsão. E o de 2009, 2010 e 2011. E em 2013, continua aumentando…

O tempo entre os polos também conspirou para fazer os crentes do aquecimento global passarem mal. Em dezembro, estações meteorológicas dos EUA informaram mais de 2000 recordes de frio e dias de neve. Quase 60% dos os EUA está coberto pela neve, o dobro do que ocorreu no ano passado. Os céus, mesmo abrindo na Terra Santa, onde os cidadãos impressionados viram mais de 40 centímetros de neve cair em Jerusalém, tiveram quase um metro de neve nos seus arredores. A neve cobriu o Cairo pela primeira vez em mais de 100 anos.

2013 marca o 17º ano sem aquecimento no planeta. Foi marcado pela primeira vez que James Hansen, o guru de Al Gore e aquele cujas previsões detonaram o alarmismo do aquecimento global, admitiu que o aquecimento parou. Foi marcado ainda pela primeira vez que grandes defensores da mídia da ortodoxia – The Economist, Reuters e London Telegraph – admitiram que a ciência não está resolvida em relação ao aquecimento global, com The Economist até zombando dos modelos dos cientistas, colocando-os numa “visão negativa”. Previsões científicas de resfriamento global foram publicadas e divulgadas por ninguém menos do que a BBC, a emissora anteriormente inigualável na mídia apocalíptica antropogênica – o que até recentemente era evitado, principalmente pela imprensa acadêmica, por medo de serem rotulados de malucos.

2013 foi igualmente desolador para os negócios bancados pelo aquecimento global. As demissões e falências continuaram a aumentar nas empresas europeias e norte-americanas produtoras de painéis solares e turbinas eólicas, que fizeram pedidos de subsídios para combater o que eles rotularam de concorrência desleal das empresas chinesas. A partir de 2013, porém, as suas desculpas foram se esgotando. A Suntech, da China, a maior fabricante de painéis solares do mundo, já entrou com pedido de falência, assim como a LDK Solar, outra grande empresa. A Sinovel, segunda maior fabricante de turbinas eólicas do mundo e maior da China, informou que perdeu US$ 100 milhões após suas receitas cairem 60%, e agora está fechando fábricas no Canadá, nos EUA, e na Europa.

Embora essas tecnologias de “baixo carbono” estejam se enterrando, os combustíveis ricos em carbono continuam entusiasmando. No mês passado, a Alemanha mandou brasa em uma nova usina a carvão, a primeira de 10 modernas plantas – grandes emissoras de CO₂ – que a maior economia da Europa está bancando para alimentar a sua economia no século 21. Em todo o mundo, 1.200 novas usinas movidas a carvão estão em obras. De acordo com uma Agência Internacional, o uso do carvão no mundo vai crescer, especialmente nos países em desenvolvimento, ajudando a tirar os pobres da pobreza ao modernizar suas economias.

Tão importante quanto o carvão, os queridinhos dos combustíveis fósseis são, indiscutivelmente, o gás de folhelho (shale gas) e o xisto betuminoso. Esta semana, o Reino Unido passou por cima dos opositores e anunciou que vai fazer de tudo para aproveitar esses combustíveis da próxima geração. Em metade do Reino Unido será permitido perfurar para realizar o que o xisto betuminoso e o gás de folhelho estão fazendo nos EUA – diminuindo drasticamente os custos da energia e eliminando a dependência do país em combustíveis estrangeiros. A China, também, decidiu aproveitar a revolução do gás não convencional – em um acordo com os EUA, anunciaram esta semana que vão explorar o que alguns estimam ser a maior reserva de gás de folhelho do mundo, o que equivale, em conteúdo de energia, a cerca de metade do petróleo na Arábia Saudita.

2013 também marca a virada para os governos do mundo. Em 1º de janeiro de 2013, primeiro dia da segunda fase do Protocolo de Quioto, este foi abandonado pelo Canadá e pela Rússia, duas potências dos combustíveis fósseis. Com essa saída, Quioto tornou-se um clubinho de não emissores – o Protocolo de Quioto abrange apenas 15% das emissões globais. Em negociações patrocinadas pela ONU sobre o aquecimento global em Varsóvia no mês passado, os países ocidentais da Europa, América do Norte e Austrália se recusaram a discutir uma proposta dos países em desenvolvimento que limitaria suas emissões no futuro.

2013 também viu a Austrália eleger um governo cético em uma eleição que foi saudada como um referendo sobre as mudanças climáticas. Após a vitória, o governo prontamente começou a se desfazer dos impostos sobre o carbono do país, juntamente com o seu ministério das mudanças climáticas, agora no monte de lixo da história. Outros países estão tomando nota da atitude do público sobre o alarmismo em relação às mudanças climáticas – em quase nenhum lugar o público acredita nos cenários assustadores pintados pelos defensores das mudanças climáticas.

2013 foi o melhor dos anos para os céticos, ou o pior dos anos para os entusiastas das mudanças climáticas, para os quais qualquer mudança – ou a ausência de mudanças – no tempo servira como prova irrefutável das mudanças climáticas. Os entusiastas caíram em descrença, todos ridicularizam o fracasso dos modelos climáticos diante das previsões não ocorridas como anunciadas. Que os governos e o público iriam abandonar o dever de deter as mudanças climáticas, podia até estar em suas mentes, mas era impensável que o inferno congelar-se-ia de novo. Da forma como as coisas estão indo para eles, isso pode acontecer já em 2014.

O post acima é uma tradução livre do artigo recente de Lawrence Solomon, diretor executivo da Energy Probe, um grupo ambientalista com sede em Toronto.

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15 Responses to “Para os crentes do aquecimento global, 2013 foi um inferno”


  1. 1 Bernadete 22/12/2013 às 10:10

    Conheci uma ONG que ganhou muito dinheiro com o alarmismo do aquecimento global e, agora, voltou-se totalmente para a ECOLOGIA INTEGRAL, nem fala mais em aquecimento.

  2. 2 Я кот 26/12/2013 às 14:06

    Não sei porque a nossa raça é “dotada” de omissão da verdade… (me referindo aos defensores do aquecimento global).

  3. 3 Jóta 29/12/2013 às 17:36

    E, para terminar este maravilhoso ano de 2014, uma caravana de propagandistas, cientistas-ativistas e outros foi documentar o “degelo” da Antártica, e agora está presa no gelo. Dois quebra-gelos não estão conseguindo chegar no navio preso… Saving the Antarctic scientists, er media, er, activists, er tourists trapped by sea ice http://wattsupwiththat.com/2013/12/29/saving-the-antarctic-scientists-er-media-er-activists-er-tourists-trapped-by-sea-ice/ Certamente 2014 não está sendo um ano bom para os alarmistas-ativistas-climáticos (ou climatistas). Mas eles não vão desistir, pois o alarmismo tornou-se meio de subsistência, virou ganha-pão.

  4. 4 Nuno Ferreira 24/01/2014 às 22:27

    Apesar de ser de acordo com o que foi escrito, gostaria relembrar que estes movimentos são catapultados por pequenas verdades e razões importantes. Agora que a euforia passou, e damos lugar a alguma racionalidade, os opostos tendem a ganhar uma expressão avassaladora, deitando por terra nobres valores. Moderação deve-nos sugerir algumas medidas tomadas no contexto do aquecimento global nos beneficiam, e podem nos ajudas a construir um futuro melhor.

    • 5 A.Busanello 31/01/2014 às 14:07

      Exatamente, esta racionalidade vai ganhando corpo. Agora, transferir o caricato da destruição, ou seja, a Terra arrasada aos céticos, no mínimo, é continuar com o mesmo discurso aquecimentista ($$$). E viva a mansão do All Gore em Montecito!

  5. 6 rafael 07/02/2014 às 10:35

    Gostaria de ver uns gráficos com a medição da temperatura global nos últimos 100 anos. Abraços

    • 7 Mario 07/02/2014 às 10:52

      Caro Rafael, a verdade é que não existem bons gráficos que representem bem esse período… a temperatura global é um dado estatístico médio que desde 1979 alguns satélites podem medir, calcular ou inferir, mas antes disso, temos apenas séries de dados de estações meteorológicas terrestres… que não são muito representativas do planeta Água, já que temos muito mais oceanos que continentes…, enfim, esse é um dos problemas.

      • 8 rafael 07/02/2014 às 11:08

        Pois é, eu sempre pesquiso, mas não acho nada com gráficos e medições que comprovem o que digo para as pessoas. Sou leigo no assunto, mas eu sei que o que manda na temperatura do nosso planeta em grande parte são os oceanos.

  6. 9 Jóta 10/02/2014 às 07:30

    Rafael, cientistas sérios apontam para os oceanos como determinantes do clima na terra. São cerca de 70% de oceanos contra 30% de terra, em números redondos. Destes 70%, o Pacífico é a maior parte. Também sou leigo no assunto, mas sei que existem ciclos decadais e multidecadais, como PDO, AMO, NAO, AO e outras, que influem no clima terrestre. A órbita da lua também influi nas correntes. Mas o grande ator nisso tudo é o Sol. É dele que emana quase toda a energia que chega na Terra e ele produz efeitos ainda não totalmente compreendidos pela ciência. O CO2 humano não determina o clima na Terra. Se houver alguma influência deste no clima, ninguém comprovou ou provou. Ele existe, sim, nos modelos climáticos já comprovadamente falhos, viciados e politicamente parametrizados: http://icecap.us/images/uploads/TWC3.png. Você pode encontrar vários gráficos e informações oficiais, aqui: http://wattsupwiththat.com/reference-pages/. Pode ter boas informações históricas aqui: http://www.appinsys.com/globalwarming/; e aqui: http://stevengoddard.wordpress.com/below350-org/
    Sendo esta aqui, uma pérola: http://stevengoddard.files.wordpress.com/2014/02/screenhunter_242-feb-06-08-11.gif. Gráficos das temperaturas vc vai encontrar nos sites dos mantenedores (GISS, HADCRUT, rss, UAH são os principais, sendo que confiáveis mesmo apenas os 2 últimos, que são as temperaturas medidas por satélite. As medidas coletadas por estações terrestres estão todas viciadas e corrmpidas através de ajustamentos inexplicáveis. Parte desta palhaçada vc pode ver aqui: http://stevengoddard.wordpress.com/data-tampering-at-ushcngiss/.

  7. 10 Luis 04/03/2014 às 10:42

    Parabéns pelo blog! A propósito, você conhece os artigos do geólogo sueco Nils-Axel Mörner? Eu pesquisei no blog para ver se aparecia alguma referência sobre ele, mas não achei. Há anos ele vem afirmando categoricamente que essa conversa de que o nível do mar está subindo é “a maior mentira já contada”!

  8. 12 Guilherme 07/05/2014 às 21:28

    O mar invade alguns locais porque a pangeia esta sendo reformada. O Pão de Açúcar não nasceu no meio do mar. Estava no alto, e desceu. Porque o Atlântico esta se abrindo. No futuro, o local mais fundo dos oceanos, será a meso atlântica. Isto causa a savanizacao de toda a faixa leste brasileira. Isto significa cada vez menos chuvas e mais concentradas. É pra arrastar terra mesmo, afinal o volume de massa é o mesmo que surge na costa do Pacífico com os vulcões. Enquanto isso o Pacífico é comprimido, deixando de ser pacífico. Eu moro na região Norte, e trabalho entre Norte e Centro oeste, e aqui só podemos agradecer o clima cada vez mais ameno e agradável. Há cerca de cinco anos a temperatura média vem caindo, mas nós somos poucos para agradecer em comparação ao sudeste que reclama, apesar da nossa extensão ser muito maior.

  9. 13 Anibal 08/05/2014 às 05:13

    Muito boa a matéria. É bom saber que existem pessoas que pensam, em vez de ficar apenas repetindo os mantras dos ambientalistas fanáticos. Quero deixar claro que acho muito importante cuidar bem do meio ambiente. Só não gosto do fanatismo ambiental.

  10. 14 Ana Lucia 21/05/2014 às 19:23

    Desculpe-me estar dando minha opinião, mas, apesar de não ser uma estudiosa da matéria em pauta, gostaria de levantar dois pontos. Juntando conhecimentos antigos da infância, como por exemplo: para cada ponto em altitude positiva (picos montanhosos, por exemplo o Pico Everest), existe um ponto em altitude negativa (fossas abissais encontradas no fundo do mar). Ou fatos do cotidiano, veiculados pelas mídias: um tsunami é antecedido pelo afastamento/retração das águas e por um instante de silêncio. Nos dois exemplos, e em muitos outros, podemos ver que existe uma busca natural pelo equilíbrio. Você pode achar que a natureza ou o ser humano gosta de se manifestar por meio de formas radicais: indo do mais alto ao mais baixo ou do mais quieto e inofensivo ao mais barulhento e destrutivo, mas não acredito que seja essa a última finalidade a ser alcançada. Especificamente com relação ao clima ou ao aquecimento global: será que as fortes variações climáticas, independentemente de estarmos considerando o clima pelo aspectos sensoriais – frio e calor – estão indicando que existe um desequilíbrio que está forçando nossos organismos a se adaptarem com mais rapidez do que é possível naturalmente suportar? E supondo que desenvolvamos mecanismos artificiais que nos auxiliem nessas adaptações bruscas, para onde estaremos indo enquanto seres em evolução biológica-social-espiritual? Não estou esperando nenhuma resposta, mas penso que você será capaz de descobrir uma para si mesmo.


  1. 1 A nova(ou velha) geração de vírus e bactérias | murilocamano Trackback em 06/03/2014 às 14:35

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