IPCC usa erradamente o termo risco

O último relatório do Grupo de Trabalho II do IPCC, intitulado Mudanças Climáticas 2014: Impactos, Adaptação e Vulnerabilidades, foi aprovado ontem. Nele, o conceito de “riscos” decorrentes de mudanças climáticas induzidas pela ação do homem figura proeminentemente.

Bem, eu posso entender o uso de termos como “possibilidade” quando se trata de aquecimento global antropogênico (AGA). É teoricamente possível que o aquecimento médio dos últimos 50 anos ou mais foi principalmente causado pelo homem, e é possível que o ligeiro aumento do nível do mar ao longo deste período tenha sido causado mais pelo homem do que naturalmente (o nível do mar estava subindo naturalmente de qualquer maneira). Mas nós realmente não sabemos.

E a ideia de que o mau tempo, tempestades de neve, secas ou inundações pioraram devido à atmosfera tendo agora 4 partes por 10.000 de CO₂ ao invés de 3 partes por 10.000, é ainda mais superficial. Principalmente porque há pouca ou nenhuma evidência objetiva de que estes eventos sofreram qualquer aumento no longo prazo que seja compatível com o aquecimento. (É possível que eles tivessem sido piores com condições mais frias globalmente… nós realmente não sabemos).

Mas o ponto principal do meu artigo é que o IPCC tem banalizado o uso do termo “risco”. Falar em “possibilidades” é uma coisa, porque quase tudo é possível na ciência. Mas “risco” refere-se à tendência conhecida de que coisas ruins acontecem como resultado de algum mecanismo causal.

Andar na rua aumenta o risco de ser atropelado por um carro. Sabemos disso porque isso já aconteceu milhares de vezes.

O tabagismo aumenta o risco de câncer de pulmão. Sabemos disso porque isso já aconteceu milhões de vezes (e é consistente com outras evidências médicas, de que o tecido humano exposto a lesões repetidas, em qualquer lugar em seu corpo, pode resultar na formação de tecido canceroso).

Mas quando se trata de mudanças climáticas, não há nenhuma conexão causal demonstrada entre (A) uma molécula de CO₂ a mais por 10.000 moléculas de ar, e (B) qualquer mudança observada, no tempo ou no clima, como consequência.

Há teorias de como o primeiro pode impactar o último. Mas isso é tudo.

Você não pode usar o termo “risco” para descrever essas possibilidades teóricas.

O fato é que o IPCC tem insistentemente escolhido o termo “risco” para fazer isso, o que demonstra ainda mais que é uma organização com fins políticos, com a missão final de regular as emissões de CO₂, e opera dentro de uma câmara de eco de indivíduos que pensam da mesma forma e que são escolhidos com base em seu apoio político aos objetivos do IPCC.

Agora, você pode perguntar: “Dr. Roy, você está me dizendo que não há riscos conhecidos ao adicionar mais CO₂ na atmosfera”?

Bem, eu só posso pensar em um. Existem abundantes estudos científicos controlados que sugerem que mais CO₂ causam à vegetação melhor crescimento, mais tolerância à seca e utilização mais eficiente da água.

Se você quiser chamar isso de “risco”, tudo bem. Mas não soa como uma coisa tão ruim para mim, especialmente considerando-se os benefícios de acesso a abundantes formas de energias de baixo custo que melhoram nossa qualidade de vida.

O post acima é uma tradução livre do blog do Dr. Roy Spencer, Ph. D.. Para ver o original, clique aqui

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1 Response to “IPCC usa erradamente o termo risco”


  1. 1 evando 03/04/2014 às 10:06

    O IPCC não passa de um instrumento político, ciência de verdade se faz com medições em campo e não atras de computador com modelos e suas imperfeições. É crescente o ceticismo quanto ao aquecimento global. Digo isso de minha região, onde desde 95 não tinha formação de geadas; em 2010 ela voltou e continuou a voltar em 2011, 2012, 2013, em número e intensidade!


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