2014 não foi o ano mais quente

De acordo com a NASA e a NOAA, 2014 foi o ano mais quente desde 1880, segundo as medições e as séries de dados delas, de termômetros em estações meteorológicas. Não precisa procurar muito para descobrir que essas medições tem sido muito questionadas, que os “recordes” estabelecidos recentemente – segundo as citadas fontes – foram devido a diferenças estatisticamente insignificantes, na casa dos centésimos de graus Celsius, etc..

O que se pode afirmar é que dados cuidadosamente escolhidos, “ajustados” e bem massageados acabam produzindo os resultados esperados.

Os dados dos satélites, por exemplo, entre tantos outros, não confirmam isso. Mostro a seguir um gráfico das variações da superfície total de gelo sobre os oceanos da Terra, em valores absolutos e anomalias (desvios em relação à média). Clique sobre o gráfico para vê-lo com todos os detalhes. Se é que 2014 foi o ano mais quente, como as anomalias se mantiveram acima da média?!

Global Sea Ice Area

Fonte do gráfico: The Cryosphere Today

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1 Response to “2014 não foi o ano mais quente”


  1. 1 André 25 janeiro 2015 às 5:37 pm

    O jornal Falha de S. Paulo esperou para dar na capa a notícia de que foi registrado o ano mais quente da história. Foi apresentado um gráfico em 17/1/15 que confirmaria que 2014 foi o ano mais quente desde 1880. Esse gráfico bate com os do HadCRUT4, mas este último mostra uma linha média em que se nota a tendência de esfriamento. Claro, o gráfico da Falha jamais informa o leitor sobre isso. Já se pegarmos o HadCRUT3, o ano passado não foi o mais quente, continua sendo 1998. Independente do gráfico ser ajustado ou não, são justamente os dados que a Falha esconde que detonam o colunista que diz que o hiato no aquecimento acabou. Aliás, o jornal tem um batalhão de aquecimentistas, a maioria nem formados em climatologia, e não adianta reclamar com o ombudsman: a editoria de (pseudo)ciência não reconhece o viés aquecimentista e não publica opiniões contrárias de gente como Ricardo Felício por “este não ser climatologista”, mas para dar parecer favorável ao aquecimento global antropogênico, vale a opinião de qualquer pessoa: vendedor, pedreiro, etc..


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