O CO₂ não é um poluente!

Nos últimos dias, notícias alarmantes sobre uma onda de poluição atmosférica que assola a China me fizeram lembrar do Grande Nevoeiro de 1952 em Londres. Eu não estava em Londres à época. Na verdade, eu nem tinha nascido…

Certamente alguém vai escrever que “nunca antes na história” vimos tal coisa, ao referir-se ao fenômeno recente. Aos que gostam de séries, recomendo especialmente o quarto episódio de “The Crown” no Netflix.

O que uma coisa tem a ver com outra? Bem, falando sobre a poluição atmosférica, tudo! Londres em 1952 literalmente “mandava brasa” nas centrais termelétricas a carvão, o mesmo que a China vinha fazendo, faz e ainda deve fazer por um bom tempo.

Afinal, o carvão segue sendo o combustível mais abundante e barato disponível.

O problema não é o uso de um combustível fóssil como o carvão, mas a negligência de não se instalar os filtros capazes para reter o material particulado produzido nas caldeiras das termelétricas. A tecnologia para isso está disponível, e a custos bastante razoáveis. Os alemães que o digam, pois são os que mais queimam carvão na Europa para gerar eletricidade.

O que se vê na China – que faz com que os chineses praticamente não vejam nada – é o material particulado em suspensão, lançado à atmosfera pelas chaminés das termelétricas, algo que muito provavelmente não se verá na Alemanha.

O CO₂ (dióxido de carbono), principal produto da combustão do carvão e dos combustíveis em geral, é um gás incolor, inodoro, insípido e inofensivo, não é um poluente! O Sol, a água e o CO₂ são essenciais para a fotossíntese e para a vida – tal e como a conhecemos – no planeta Terra. O CO₂ é o gás da vida na Terra.

Não se deixe enganar! Poluentes são o SO₂ (dióxido de enxofre), os óxidos de nitrogênio, o monóxido de carbono, a fuligem e principalmente o material particulado em suspensão, subprodutos de uma combustão não otimizada. Se somarmos a isso a falta de filtros, o que sai pela chaminé da caldeira de uma termelétrica e se vê, sente-se o cheiro e o gosto pode ser bastante prejudicial à saúde e ao meio ambiente, como se viu em Londres em 1952 e se vê agora, na China…

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