Reflexões sobre o efeito estufa

O fenômeno do efeito estufa, como descrito nos livros de Meteorologia, é questionável e desafia as leis da Termodinâmica! Esse fenômeno não está descrito nos livros de Física. A versão clássica o compara com o que ocorria nas antigas casas de vegetação (estufa de plantas = greenhouse), nas quais a radiação solar atravessava os painéis de vidro e aquecia o chão e o ar interno. A radiação infravermelha térmica (IV), emitida dentro da casa de vegetação, não conseguia passar pelo vidro, que a absorve por ser opaco a ela (vidro absorve comprimentos de onda superiores a 2,8 µm) e a impedia de escapar para o ambiente exterior à casa de vegetação. Esse seria o fenômeno responsável pelo aumento de sua temperatura. Em princípio, ocorreria a mesma coisa na atmosfera terrestre. A radiação solar incide sobre a atmosfera, parte dela (30%) é refletida de volta para o espaço exterior por nuvens, moléculas do ar e pela própria superfície terrestre, porém boa parte atravessa a atmosfera e é absorvida pela superfície terrestre, que se aquece. Aquecida, a superfície emite radiação IV que, por sua vez, seria absorvida por gases constituintes minoritários da atmosfera, como vapor d’água (H₂O), gás carbônico (CO₂) e metano (CH₄), os chamados gases de efeito estufa (GEE), que atuariam de forma semelhante ao vidro. Os GEE emitiriam a radiação IV absorvida em todas as direções, inclusive de volta à superfície. Essa seria a explicação para o ar adjacente à superfície ser mais quente que as camadas superiores da atmosfera. Em princípio, quanto maior a concentração dos GEE, maior seria a absorção da radiação pela atmosfera e emissão para a superfície e mais quente ficaria o planeta. Ou seja, maior injeção de CO₂ e CH₄ na atmosfera tenderia a intensificar o efeito estufa.

O fenômeno da antiga “casa de vegetação aquecida” foi mencionado na literatura pela primeira vez por Joseph Fourier (o mesmo da Matemática) em 1826. Depois, em 1859, John Tyndall descobriu que gases como vapor d’água, CO₂ e CH₄, absorviam radiação IV. Em 1896, Svante Arrhenius (da Química) afirmou que, segundo seus cálculos, a temperatura global aumentaria de 5°C a 6°C se a concentração de CO₂ dobrasse. Arrhenius nem calculadora tinha e o IPCC precisou de complexos modelos de clima, que rodam em supercomputadores, e gastaram bilhões de dólares para chegar ao mesmo número de Arrhenius. Entretanto, em 1909, Robert W. Wood construiu dois modelos de casa de vegetação, uma de vidro e outra de quartzo, que não absorve a radiação IV, e demonstrou que as temperaturas finais das duas eram semelhantes. Ou seja, a casa de vegetação se mantinha aquecida não por causa da propriedade do vidro absorver radiação IV, e sim porque o ar, aquecido e menos denso, ficava confinado dentro da casa de vegetação e não conseguia se misturar ou subir (convecção), dando lugar a ar mais frio proveniente de outras camadas atmosféricas, conforme ocorre na atmosfera livre. Portanto, a absorção pelos GEE não seria o mecanismo principal para aquecer o ar próximo à superfície. O assunto, porém, foi deixado de lado porque o clima era muito frio naquela época. Foi só em 1938 que um técnico em máquinas a vapor da British Electric, Guy S. Callendar, escreveu um artigo associando o aumento de temperatura observado entre 1925 e 1937 à emissão de CO₂ proveniente do aumento de geração de energia por termelétricas. Na época, ele foi amplamente refutado pelos “papas” da Climatologia, mas não desistiu. Ora, sabe-se hoje que o aumento da temperatura entre 1925-1946 foi devido ao aumento da atividade solar, maior transparência da atmosfera e maior frequência de eventos El Niño, portanto, natural! Em 1956, Charles Keeling modificou um cromatógrafo a gás a fim de medir CO₂ utilizando um comprimento de onda de radiação IV que é absorvido pelo CO₂, e passou a medir a concentração de CO₂ por absorção de IV e não por análises químicas como era feito até então. Keeling se associou a Callendar para defender o aquecimento global pelo CO₂. Porém, ninguém se importou muito, porque ocorreu um resfriamento global entre 1946-1976, embora a concentração de CO₂ estivesse crescendo rapidamente, diz-se que devido ao aumento da atividade industrial pós-guerra. A partir de 1977, o clima começou a se aquecer novamente e, em 1988, o Dr. James Hansen, do GISS/NASA, deu um depoimento no Congresso Americano afirmando que o aquecimento era devido ao aumento de CO₂ liberado pelo homem por meio da queima de combustíveis fósseis, petróleo, carvão mineral e gás natural. Nesse mesmo ano, foi criado o IPCC, e daí a histeria global se instalou! Como pode ser percebido, o efeito estufa nunca foi comprovado ou teve sua existência demonstrada. Ao contrário, há 100 anos, Robert W. Wood já demonstrara que seu conceito é falso! [A maioria das casas de vegetação hoje utiliza filmes plásticos como cobertura, em vez de vidro]. Porém, uma mentira repetida inúmeras vezes, torna-se verdade.

Ao medir a emissão de IV pela Terra para o espaço exterior com sensores a bordo de plataformas espaciais, encontra-se uma temperatura efetiva de corpo negro igual a 255K (18°C negativos) pela Lei de Stefan-Boltzmann. A temperatura média do ar à superfície é cerca de 288K (15°C). Aí, é dito que “o efeito estufa aumenta de 33°C (diferença entre 288 e 255) a temperatura na Terra e, se ele não existisse, a temperatura de superfície seria 18°C negativos”! Essa afirmação é falsa, pois, se não existisse atmosfera, não existiriam nuvens, por exemplo, que são responsáveis pela metade do albedo planetário. Assim, o fluxo de radiação solar seria 15% maior e a temperatura planetária igual a 268K (-5ºC). Mas, o mecanismo questionável é o processo de absorção e emissão de IV pelos GEE. Se o CO₂ for tratado como corpo negro, como ele absorve eficientemente radiação IV em 15 microns, sua emissão, que é máxima nesse comprimento de onda (Lei de Kirchhoff), corresponderia a uma temperatura de aproximadamente 193K (80°C negativos) decorrente da Lei de Wien. Um corpo frio (CO₂ no ar) aqueceria um corpo quente (superfície)? Certamente, isso fere a 2ª Lei da Termodinâmica! A teoria afirma que os GEE absorvem IV por rotação de suas moléculas e vibração de seus átomos, somente nas frequências de IV que fazem suas moléculas entrarem em ressonância. Rotação e vibração são movimentos mecânicos, geram energia cinética que é dissipada, na forma de calor, por meio de choques com as mais de 2.600 moléculas dos principais constituintes atmosféricos, Nitrogênio (78%), Oxigênio (21%) e Argônio (0,9%), que envolvem cada molécula de CO₂. É sabido que a desativação colisional da molécula de CO₂ excitada vibracionalmente é cerca de 10 mil vezes mais rápida que o seu decaimento radiativo. Logo, se o CO₂ perde a radiação IV absorvida por colisões com outras moléculas, não pode emitir IV. E, sendo seu percentual ínfimo na atmosfera (0,039%), sua contribuição ao aquecimento do ar, por colisão, é desprezível! Ou seja, se todo CO₂ fosse retirado da atmosfera, a variação da temperatura do ar não poderia ser detectada pelos instrumentos atuais. As moléculas da mistura gasosa denominada “ar” (matéria) são aquecidas quando se fornece calor a elas. É mais aceitável, então, que as temperaturas próximas da superfície sejam mais elevadas devido ao contato do ar com a superfície quente (condução, “chapa quente”) e à pressão atmosférica (peso do ar). Ou seja, a massa atmosférica, submetida à aceleração da gravidade (peso ÷ área = pressão), é que mantém o ar confinado na superfície e que se aquece por compressão (lei dos gases perfeitos = temperatura proporcional à pressão) e pelo calor conduzido. Quando o ar se aquece, sua densidade diminui tal que, se o empuxo, ao qual fica submetido, superar seu peso (1,20 kg/m³ a 20°C), é forçado a subir (convecção = transporte de calor por meio do transporte vertical da massa de ar) e é reposto por ar mais frio que vem de seu entorno e das camadas superiores. Portanto, o processo físico mais relevante para o aquecimento do ar é condução de calor da superfície quente, seguido da convecção. Em adição, o ar é aquecido por liberação de calor latente (convecção úmida = calor liberado para a atmosfera quando o vapor d’água se liquefaz, formando nuvens e chuva) e por um pequeno percentual de absorção direta de radiação solar. A emissão de radiação IV tem um papel secundário no controle da temperatura do ar próximo à superfície. A 2ª Lei da Termodinâmica afirma que o calor flui do corpo quente para o frio. Como as camadas de ar acima da superfície são, em média, mais frias que ela, a energia (calor) não pode fluir da atmosfera para a superfície e aquecê-la. Absorvendo radiação IV, as camadas de ar (matéria) funcionam como um isolante térmico imperfeito que, quando muito, retardam a taxa de resfriamento da superfície. Como os GEE, em particular o CO₂, são constituintes minoritários, eles dão muito pouca contribuição à massa gasosa atmosférica total e, consequentemente, a sua taxa de resfriamento. Em outras palavras, se os GEE não existissem, a temperatura do ar próximo à superfície atingiria valores semelhantes aos que ocorrem atualmente. Portanto, se a concentração de CO₂ dobrar devido às emissões antrópicas, de 0,039% para 0,078%, o aumento de sua massa molecular seria ínfimo e sua contribuição, para a temperatura do ar, desprezível.

Nos trópicos, a temperatura do ar próximo à superfície depende basicamente da cobertura de nuvens e da chuva. O ciclo hidrológico é o “termostato” da superfície. Quando o tempo está nublado e chuvoso, a temperatura é mais baixa. Isso porque a cobertura de nuvens funciona como um guarda-sol, refletindo a radiação solar de volta para o espaço exterior em sua parte superior. Simultaneamente, a água da chuva é mais fria e sua evaporação rouba calor da superfície, refrigerando o ar. Quando não há nuvens e chuva, acontece o contrário, entra mais radiação solar no sistema, aquece a superfície e, como não existe água para evaporar, o calor do Sol é usado quase que exclusivamente para aquecer o ar (calor sensível). Em adição, se o ar estiver úmido logo após uma chuva de verão, a sensação térmica é intensificada, pois a alta umidade do ar dificulta a transpiração da pele, que é o mecanismo fisiológico que regula a temperatura dos seres humanos. Durante o período seco, tem-se ar descente sobre a região, que provoca alta pressão atmosférica, céu claro, inversão térmica e dificulta a ascensão do ar aquecido, reduzindo a cobertura de nuvens. Isso faz com que a superfície e o ar em contato atinjam temperaturas altas. Numa cidade, devido à impermeabilização do solo, não há água da chuva para evaporar e todo calor do Sol é usado para aquecer o ar. Como as cidades cresceram e a população se aglomerou nelas, a impressão que a população urbana tem é que o mundo está se aquecendo. Um termômetro, instalado numa cidade, corrobora com essa percepção, pois passa a medir temperaturas cada vez mais elevadas com o crescimento da área urbanizada com o tempo, o chamado “efeito de ilha de calor urbana”. Ou seja, a sensação térmica sentida pelo ser humano advém de condições atmosféricas locais e não globais. Não se conhece a metodologia de cálculo da “temperatura média global” e os locais das séries de temperaturas utilizadas pelo IPCC. São mantidos em segredo! Mas, se ela foi calculada utilizando-se termômetros “selecionados a dedo”, particularmente os instalados nos grandes centros urbanos onde se localizam as séries temporais mais longas, com dados contaminados pelo efeito de ilha de calor urbana, não é surpresa que a década de 2000 tenha sido considerada a “mais quente” dos últimos 650 anos! Na realidade, não há como calcular “uma temperatura média global” e a adotá-la como medida da variabilidade climática global. Uma medida mais adequada dessa variabilidade seria a estimativa da variação temporal do calor armazenado nos oceanos. Concluindo, o efeito estufa, como descrito na literatura, nunca foi demonstrado e é difícil aceitar que o alegado processo de emissão pelos GEE, em particular o CO₂, seja o principal causador de temperaturas do ar mais altas próximas à superfície. A massa de ar atmosférico apenas retarda a perda de IV emitida pela superfície para o espaço exterior. As massas de CO₂ e CH₄ na atmosfera são muito pequenas e sua contribuição ao aquecimento do ar, por absorção de IV, é irrelevante. Frases como “temos que impedir que a temperatura aumente mais de 2°C, mantendo a concentração de CO₂ abaixo de 460 ppmv”, não têm sentido físico algum. Tal cálculo é proveniente de uma grande simplificação da equação de absorção radiativa dos GEE, “ajustada” para reproduzir o aumento de temperatura com a variação da concentração de CO₂ observada. E essa equação não tem base científica alguma! Portanto, a redução das emissões de carbono para a atmosfera não terá efeito algum sobre a tendência do clima, pois o CO₂ não controla o clima global. E a tendência para os próximos 20 anos é de um resfriamento global, mesmo que a concentração de CO₂ continue a aumentar. Considerando que 80% da matriz energética global dependem dos combustíveis fósseis, a imposição da redução das emissões de carbono, na realidade, afetará o desenvolvimento dos países pobres, particularmente o Brasil, aumentando as desigualdades sociais no planeta.

A cobertura de nuvens é um problema a parte, pois a cobertura de nuvens se comporta como um “corpo sólido” perante a radiação IV. Nuvens de desenvolvimento vertical (cumulonimbo, Cb) absorvem radiação IV em sua base (~1 km de altitude, temperatura da base alta ~20°C = 293K) e emitem em seu topo (~10 a 15 km de altitude, temperatura do topo muito baixa, ~ -70°C a -80°C = 203 a 193K). Portanto, o aumento da cobertura de nuvens do tipo Cb tenderia a aquecer o planeta. Os dados do projeto ISCCP (nebulosidade por satélite) mostra que a cobertura de nuvens global diminuiu de 5% entre 1982 e 1999. Isso corresponde a aumentar a entrada de radiação solar no sistema climático em 3,7 W/m² e, se forem usados os parâmetros de sensibilidade climática do IPCC, a temperatura global deveria ter subido de até 3°C, o que não aconteceu de acordo com as observações. De 1976 a 1999, a temperatura média global subiu apenas 0,4°C. Ou seja, a diminuição da cobertura de nuvens já explica, até de mais, o aquecimento ocorrido entre 1976-1999. Esse é mais um argumento de que, da maneira como definido, o efeito estufa não existe. Atenção, é muito importante lembrar que não se nega que houve um aquecimento entre 1976-1999. Que houve aquecimento não há dúvidas, apenas discorda-se que ele tenha ocorrido devido à intensificação do efeito estufa pelas emissões antrópicas. De 1999 até o presente, de acordo com os dados de satélite (MSU), a temperatura média global tem permanecido estável, embora a concentração de CO₂ tenha aumentado 11%. A Alemanha, o Japão e vários outros países desenvolvidos estão emitindo mais, pois precisam de energia “despachável”, que não ocorre com as renováveis, como eólica e solar. Estão sendo construídas e planejadas cerca de 1.600 termelétricas a carvão em todo o mundo nos próximos 10 anos. Ainda bem que CO₂ não controla o clima global! Se não, ter-se-ia um problema de difícil solução!

Luiz Carlos Baldicero Molion é PhD em Meteorologia e pesquisador aposentado do INPE/MCTI, e professor aposentado da UFAL/MEC.

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6 Responses to “Reflexões sobre o efeito estufa”


  1. 1 Pedro Erik Carneiro 11/08/2017 às 22:41

    Meu caro Mario Fontes, parabéns pelo blog. Lembro de você de um debate na USP no qual você falou de sua experiência prática, acho que era de velejador, mas não tenho certeza. Dia desses, eu li sobre um relato de um dono de uma empresa de pesca de camarão que disse que há 50 anos, desde que começou o negócio, o mar está no mesmo lugar e ele mora em uma casa de estacas no mar. Lembrou-me seu relato. Se quiser, posso procurar a reportagem e lhe mando. Obrigado por ter visto meu Hangout. Abraço, Pedro Erik

  2. 2 Pedro Erik 01/09/2017 às 17:52

    Parabéns pelo hangout com o Thiago Maia. Muito bom. Abraço, Pedro Erik

  3. 3 Christian 03/09/2017 às 10:57

    Excelentes reflexões sobre este efeito estufa! Esta questão do efeito estufa é bastante antiga, e já em 1990 saiu um documentário sobre isto, e já na época desmantelou as fundações deste efeito estufa fantasma. A qualidade da imagem é baixa, não tem muito efeito especial para enfeitar o documentário, mas gostei da maneira que mostram como foi criada a teoria do efeito estufa e sobre que pilares esta foi fundada, e durante o documentário adentro, demolem pilar por pilar. E já na época debatem sobre a formação do consenso científico em torno da questão do AGA, de como cientistas obtiveram verba para seus trabalhos se fossem para demonstrar o suposto AGA, e que trabalhos científicos que não vão neste sentido, não seriam publicados, e que estes cientistas seriam boicotados pelo próprio meio científico e sofreriam repressões. Tentarei colocar o link para o este documentário mais abaixo.

  4. 5 Prof. Ernani Sartori 15/12/2017 às 17:35

    Olá,
    Preciso destacar apenas alguns pontos (senão este texto ficaria muito grande) sobre o texto “Reflexões sobre o efeito estufa” do Prof. Molion.
    1. O Prof. Molion disse que o efeito estufa não existe. Os meteorologistas ou climatologistas não aprendem isso, mas quem é da área da energia solar conhece teórica e experimentalmente que o efeito estufa existe sim. E eu mesmo tenho trabalhos publicados que demonstram isso, entre eles o artigo “Solar Still versus Solar Evaporator: A Comparative Study Between their Thermal Behaviors”, publicado na Revista Solar Energy, que demonstra na prática, em profundidade e claramente (sem “achismos”) as influências do efeito estufa. Falei no plural. Nesse artigo, comparei dois sistemas de evaporação fisicamente idênticos e submetidos às mesmas condições atmosféricas no mesmo lugar, mesmo dia e mesmas horas, com exceção de que um é evaporador fechado por vidro (destilador solar) e ali forma-se um grande efeito estufa e outro é evaporador aberto (superfície de água livre). Entre muitas outras coisas, no artigo são mostradas as respectivas equações matemáticas e explicações físicas que demonstram as influências do efeito estufa na evaporação e no aquecimento dos ambientes. Ali vemos, por exemplo, que a temperatura da água (TW) do sistema fechado alcançou para o dia considerado cerca de 65 C, enquanto a TW do evaporador aberto alcançou em torno de 39 C, uma diferença considerável e isto sabendo que as experiências e testes foram feitos para um mês de julho no Brasil, onde é inverno ou chuvoso e cujos valores de radiação solar são mais baixos. Vemos também que a temperatura do vidro (TG) é de 50 C, bem maior do que a TW do evaporador aberto, demonstrando que essa cobertura se aqueceu muito por conta dos calores emitidos de baixo e pelo fechamento que impede maiores perdas de calor e massa. Essas temperaturas foram medidas por instrumento e também sentidas na palma da mão ao tocar no vidro. Por favor, não vamos acabar com os princípios físicos! Porém, apesar da evaporação ser forte função exponencial da TW, a evaporação do sistema fechado é bem menor do que a do aberto, porque há menor convecção e maior umidade interna. E hoje em dia descobri que esse artigo explica como o planeta realmente funciona, coisas que a mafiosa turma da pseudociência do aquecimento “global” nem sonha. Agora, o mais importante a destacar é que, ao contrário do que acham essa pseudociência e respectivos empirismos, o efeito estufa ou o armazenamento de energia (e consequente aumento de temperaturas) não são obras exclusivas da radiação, mas de todos os termos de perdas de calor da superfície para o ar como o da evaporação, da radiação, da convecção, da condução e, inclusive, dos calores latente, de convecção e radiação emitidos por certas atividades humanas. E o termo da radiação NÃO é o maior entre todos esses. Portanto, a temperatura do planeta ou do ar não é determinada pela radiação! Isso e muito mais está demonstrado no artigo “The Physical Principles Elucidate Numerous Atmospheric Behaviors and Human-Induced Climatic Consequences”.
    2. Portanto, a questão não é se existe ou não o efeito estufa, mas sim qual o tamanho dele e o tanto que ele influencia. Por exemplo, uma cobertura de plástico também gera efeito estufa, mas é menor do que o do vidro. E, como demonstrei no artigo “Climate Changes: How the Atmosphere Really Works”, a influência do CO2 na temperatura do ar é de menos de um por cento (!) e as influências dos outros gases, como o metano, que dizem ser mais poderoso do que o CO2 (por causa de empirismos e achismos que não têm nada a ver com a realidade e a física verdadeira), são bem mais insignificantes ainda.
    3. É ridículo a pseudociência atribuir todo aumento de temperatura ao CO2. Tantos fatores interferem nisso, de instante a instante, de lugar em lugar. A “ciência” da pseudociência é totalmente errônea, grosseira, não vai nos princípios físicos nem nos detalhes, adotou uma única e rígida posição e não cede espaço. Tem mais a ver com máfia.
    4. A pseudociência acha que as nuvens funcionam somente como refletoras de radiação e, portanto, como refrigeradoras do ambiente, mas não é assim. Como demonstrei nos artigos internacionais, uma grande cobertura de nuvens, por exemplo, por ser mais “sólida” do que qualquer gás funciona como qualquer tampa sólida e reduz o vento sob ela (descoberta feita por mim) e tal ambiente perde menos calor, ou seja, armazena mais calor e, com isso, aumenta a energia interna e as temperaturas, porém, local ou regionalmente e não uniformemente global. A pseudociência acha que há um aquecimento e temperatura globais, mas isso não existe.
    5. A pseudociência ainda usa o ciclo hidrológico natural, mas eu descobri o Novo Ciclo Hidrológico, que é consequência de atividades humanas diretas. O ciclo hidrológico natural ficou conhecido e foi ensinado ao mundo inteiro como Precipitação = Evaporação, ou seja, segundo essa turma, a evaporação é a única fonte de água para a formação de nuvens e chuvas. Mas, já começou errado, pois nesta equação também deveria estar incluída a sublimação, que não é tão desprezível e, então, ela ficaria como Precipitação = Evaporação + Sublimação. Mas, a principal questão não é essa, mas sim o fato de que se eu jogar uma gota de água para cima, uma gota de água voltará e, dessa forma, a equação acima fica Precipitação = Evaporação + Sublimação + Uma gota. Claro que uma gota não muda nada, mas uma só termoelétrica de 600 MW joga para o ar mais de 50 milhões de litros de água por dia. Então, imaginem quanta água vai para o ar a todo instante no mundo inteiro devido às emissões de água por milhões de termoelétricas, indústrias, veículos, queimadas, irrigações, etc. Isso justifica a formação de mais nuvens, mais chuvas e mais enchentes com distribuições irregulares temporais e espaciais. Só mais água pra cima traz mais água pra baixo! Nenhum gás ou qualquer outra coisa tem propriedades físicas, poder ou capacidade para criar água. Aliás, nada cria nada, tudo se transforma, tendo sido este conceito descoberto por Lomonosov 14 anos antes de Lavoisier. Além de tudo, a pseudociência também viola a primeira lei da termodinâmica. E um dos principais “dogmas” da pseudociência do aquecimento global causado pelo CO2 diz que a evaporação aumenta com o aumento da temperatura do ar e isso alimentaria ainda mais o aquecimento global, mas isso é ridículo, pois a evaporação DIMINUI com o aumento da temperatura do ar! O Novo Ciclo Hidrológico e muito mais são explicados física e matematicamente nos artigos internacionais citados bem como no meu blog ANÁLISE CRÍTICA DO AQUECIMENTO GLOBAL.
    6. As temperaturas do ar “globais” fornecidas pelo IPCC e sua turma não são transparentes nem confiáveis, vide, por exemplo, as manipulações de dados reveladas pelo Climategate, pelo NASAGATE (ver no meu blog) e também pelo gráfico “taco de hóquei”. Neste gráfico, a pseudociência relaciona aumentos de temperatura “global” do ar com aumentos de níveis “globais” do CO2 (outra ilegalidade, pois esses níveis deveriam ser medidos em muitos locais do planeta e não somente no Havaí, um lugar recheado de vulcões em constantes atividades que emitem toneladas de CO2 a todo instante) e, como falei acima, a temperatura do ar não é determinada somente pela radiação, mas por todos os termos de transferência de calor e massa emitidos por fontes naturais ou antropogênicas entre a superfície terrestre e a atmosfera, que variam para mais e para menos a todo instante e em todo lugar. Logo, não há a relação estreita e direta do CO2 com as temperaturas e, por isso, podemos considerar o gráfico ‘taco de hóquei’ como sendo uma enorme ignorância científica acompanhada de manipulação.
    Prof. Ernani Sartori

  5. 6 Pedro Araújo 17/01/2018 às 09:22

    Excelentes esclarecimentos sobre aquilo que creio ser uma das maiores farsas da humanidade.


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