A sensação é de que você apenas começou a ter uma vaga idéia sobre as possíveis causas do aquecimento global? Está se sentindo mais confuso do que antes? O especialista “independente”, Professor John F B Mitchell OBE FRS, responde algumas das mais recorrentes perguntas sobre as mudanças do clima e o aquecimento global.

Diretor de Ciência Climática do Met Office (Escritório Meteorológico Britânico), o Professor Mitchell passou cerca de 30 anos trabalhando neste campo. Foi um autor líder no IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change, Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas) e um especialista mundial nos efeitos de gases estufa e de poluentes relacionados.

Pergunta 1

Se o vapor de água representa em média aproximadamente 10.000 ppm do volume do ar (1%) e sua molécula possui um efeito estufa muitas vezes maior que o dióxido de carbono, não é verdade que o dióxido de carbono, que representa em média aproximadamente 380 ppm do volume do ar (0,038%), é totalmente insignificante e irrelevante ao efeito estufa dos gases na atmosfera da terra? Por que as pessoas enaltecem o dióxido de carbono como um gás estufa?

Professor Mitchell: Embora o nitrogênio e o oxigênio sejam os principais constituintes gasosos da atmosfera, eles não absorvem a radiação nos comprimentos de onda infravermelhos (térmicos) porque são moléculas diatômicas simples. Somente as moléculas triatômicas (e as mais complexas) é que absorvem a radiação infravermelha e assim contribuem para o efeito estufa.

O vapor de água é de longe o mais importante gás estufa na atmosfera hoje, compondo 0,25% de sua massa, seguido com distância pelo dióxido de carbono e por outros constituintes atmosféricos menores. Estima-se que são responsáveis por manter a terra uns 30°C mais quente do que seria. Venus, que tem uma atmosfera densa de dióxido de carbono, é uns 400°C mais quente do que seria, por causa do efeito estufa.

Colocando as coisas em perspectiva, o aquecimento extra devido ao aumento nas concentrações dos gases estufa desde o período pré-industrial corresponde a uma mudança aproximada de 1% no aquecimento do sol. Durante o mesmo período, o aumento estimado no aquecimento do sol é ao redor 0,2% (baseado em medidas correlatas tais como a atividade das manchas solares) – somente um quinto da influência da atividade humana.

Finalmente, os gases estufa tornam-se menos eficazes por molécula quando suas concentrações aumentam porque os comprimentos de onda principais que absorvem e re-irradiam na forma de calor se tornam saturados. Isto não significa que incrementos nestes gases não têm nenhum efeito estufa adicional; apenas que esse incrementos tornam-se menos eficazes em um aquecimento crescente. Isto explica porque pequenos aumentos em gases atmosféricos relativamente escassos, tais como o metano e o CFCs (cloro fluoro carbonos), podem ter o mesmo efeito que aumentos muito maiores de dióxido de carbono.

Pergunta 2 

Quais são os principais causadores das mudanças climáticas?

Professor Mitchell: Há muitos fatores que podem contribuir para mudanças climáticas. Por exemplo, no último milhão de anos, a maioria das mudanças climáticas de longo prazo foram provavelmente ocasionadas por pequenas – mas bem conhecidas – mudanças na órbita da terra em torno do sol. Sobretudo no último milênio, boa parte da variação no clima pode provavelmente ser explicada nos resfriamentos pelas grandes erupções vulcânicas e nos aquecimentos pelas mudanças na atividade solar.

A situação no século XX é mais complicada. Há alguma evidência de que os aumentos na atividade solar podem ter conduzido a algum aquecimento no início do século, mas medidas diretas de satélites não mostram nenhuma mudança apreciável no aquecimento solar nas últimas três décadas. Três grandes erupções vulcânicas – em 1963, em 1982 e em 1991 – conduziram aos curtos períodos de resfriamento. O dióxido de carbono tem aumentado firmemente e foi considerado (de acordo com o 4º relatório de avaliação do IPCC) com grande probabilidade como sendo o responsável pela maior parte do aquecimento na segunda metade do século.

Por fim, além de produzir dióxido de carbono, a queima de combustíveis fósseis produz também pequenas partículas chamadas aerossóis, que tendem a resfriar o clima através da maior refletividade da nossa atmosfera à luz solar. O aumento constante da concentração de aerossóis no século XX provavelmente mitigou parte do aquecimento devido ao dióxido de carbono crescente (e a alguma contribuição solar). Isto pode ter contribuído para a falta de aquecimento em meados do século XX, antes de começamos a adotar uma política limpa em relação ao ar. Somente quando todos estes fatores são incluídos é que nós começamos a ter uma explicação satisfatória da magnitude e dos padrões das mudanças no último século.

Sendo assim, as concentrações de dióxido de carbono continuarão a aumentar e serão a provável principal causadora das mudanças climáticas num futuro próximo, a menos que haja significativas reduções nas emissões.

Pergunta 3

O IPCC indicou que há 90% de possibilidade de que o aquecimento atual é causado pela atividade humana. Os céticos dizem que é devido aos ciclos naturais, por exemplo: atividade solar. É possível que o aquecimento global seja uma mistura dos dois e, se é assim, que porcentagem da elevação da temperatura se pode atribuir a cada uma dessas causas?

Professor Mitchell: A aproximação mais simples para responder a essa pergunta é estimar o aquecimento relativo devido aos aumentos em gases estufa, mudanças na atividade solar e outros fatores. O aumento no aquecimento devido aos gases estufa desde o período pré-industrial é de aproximadamente 2,4 W/m², que é cerca de quatro ou cinco vezes o aumento estimado da atividade solar. As mudanças na atividade solar no início do século XX são incertas, pois estão baseadas em dados correlacionados, tais como a atividade das manchas solares. Entretanto, a medida direta da atividade solar feita por satélites nos últimos 30 anos não mostra nenhum aumento significativo em épocas recentes. Em resumo, os aumentos nos gases estufa e na intensidade solar podem ter contribuído para o aquecimento observado nos últimos 100 anos, e nós poderíamos dizer inclusive que a contribuição predominante veio dos gases estufa, particularmente nas últimas décadas.

Um refinamento desta aproximação é incluir todos os fatores que acreditamos que possam ter afetado o clima no último século nos modelos de simulações, incluindo, por exemplo, o efeito dos oceanos em retardar a resposta ao aquecimento. Os padrões dos modelos são então definidos e combinados para um melhor ajuste à evolução observada nos padrões geográficos das mudanças de temperatura. Pode-se também permitir a incerteza (não proposital ou caótica) devido às variações naturais no clima que podem outra vez ser estimada nos modelos climáticos. Usando esta aproximação, recentes relatórios do IPCC deduzem que havia uma probabilidade de 90% de que a maior parte (não a totalidade) do aquecimento recente fosse devido ao aumento de gases estufa. Os aumentos na intensidade solar podem ter contribuído para o aquecimento do princípio do século XX.

As principais fontes de incerteza estão na nossa falta de conhecimento sobre a variabilidade natural e na ponderação de alguns fatores, incluindo o resfriamento devido aos aerossóis produzidos pela atividade humana e as mudanças na atividade solar.

Pergunta 4

Quais são os argumentos apresentados pelos defensores da teoria do aquecimento global produzido pelo ser humano para o efeito retardado de 800 a 1200 anos na confrontação gráfica da concentração de dióxido de carbono versus a variação da temperatura?

Professor Mitchell: Ao longo de centenas de milhares de anos cobertos pelos registros dos núcleos de gelo das calotas polares, a idéia predominante é que as mudanças de temperatura foram causadas primeiramente por mudanças na órbita da terra em torno do sol. Durante este período, quando as concentrações de dióxido de carbono variaram entre 180 e 300 ppm, parece que as elevações de temperatura (devido às mudanças orbitais) produziram aumentos do dióxido de carbono. As diminuições na temperatura aumentariam a solubilidade do dióxido de carbono nos oceanos, conduzindo à maior absorção do dióxido de carbono nos oceanos e reduzindo suas concentrações na atmosfera.

Entretanto, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera hoje é a mais alta e ainda está aumentando mais rapidamente do que em qualquer época nos últimos 600.000 de anos. Este deve ser um aviso de que o que está acontecendo agora pode ser muito diferente do que aconteceu no passado. De fato, nos últimos 100 anos, as concentrações do dióxido de carbono aumentaram em 30% para 380 ppm devido principalmente às emissões produzidas pelos seres humanos da queima de combustíveis fósseis. Há linhas independentes de evidências que apontam para um aumento do dióxido de carbono nos últimos 100 anos causado por atividades humanas, por exemplo: o dióxido de carbono da queima de combustíveis fósseis tem uma assinatura química particular que é detectável na atmosfera. Como o dióxido de carbono é um gás estufa, o aumento das concentrações contribuiu para o aquecimento recente, e provavelmente com mais intensidade no aquecimento nos últimos 50 anos.

A física reforça que a temperatura e as concentrações de dióxido de carbono estão ligadas de tal modo que uma mudança em uma é amplificada pela mudança resultante na outra – efeito conhecido como realimentação positiva. Por exemplo, em glaciações recentes, a diminuição do dióxido de carbono devido ao resfriamento por mudanças da orbita terrestre produziu um resfriamento adicional em função de um efeito estufa mais fraco.

Pergunta 5

É verdade que a atividade solar tem uma correlação muito próxima com as temperaturas globais? É verdade que as nuvens têm uma relação próxima, mas inversa, com as temperaturas globais?

Professor Mitchell: Medidas diretas da atividade solar passaram a ser feitas a partir de 1978. Assim, todas as séries de atividades solares de longa duração empregam dados indiretos, baseados principalmente em algum aspecto dos ciclos das manchas solares. Há algumas discrepâncias entre séries diferentes, mas a maioria mostra uma boa correlação com as mudanças na temperatura média global até 1960, e para uma série específica (comprimento do ciclo solar) até 1980. Desde então, medidas diretas feitas por satélites não mostram nenhuma tendência significativa (para cima ou para baixo) na intensidade solar, mas as temperaturas médias globais continuaram a aumentar. Ignorando, para reforçar o argumento, as dificuldades em se determinar a quantidade de nuvens por satélites (por exemplo, em latitudes elevadas é difícil distinguir nuvens baixas da neve) há sugestões de que houve uns períodos da correlação entre a quantidade de nuvens e uma medida da atividade solar, raios cósmicos, mas estes foram de comprimento limitado, e não se sustentam.

O mecanismo através do qual os raios cósmicos afetariam o clima é até agora especulativo e não mensurável Os raios cósmicos que atingem a terra são modulados pela atividade solar e produzem íons (partículas eletricamente carregadas) na atmosfera, e experiências recentes de laboratório sugerem que esses íons, sob certas circunstâncias específicas, conduzem a aumentos na nebulosidade. Não há nenhuma evidência indicando que este efeito é suficiente nem age no tipo certo de nuvem para produzir o esperado.

A conclusão é que, mesmo que os raios cósmicos tenham algum efeito detectável no clima, a atividade solar medida nas últimas décadas mudou muito pouco e, sendo assim, não pode explicar a tendência continuada de aquecimento. Em contrapartida, os aumentos de dióxido de carbono são bem conhecidos, o seu efeito aquecedor é bem quantificado, explicam a maior parte do aquecimento recente e provavelmente vão continuar aumentando num futuro próximo.

Pergunta 6

Há evidências claras de que o clima está mudando, mas quais as evidências no que se refere à elevação do nível dos mares?

Professor Mitchell: O nível do mar responde às mudanças do clima principalmente através da expansão térmica da água do mar e da adição da água proveniente do derretimento das geleiras sobre a terra. Ao mensurar a elevação do nível do mar, deve-se considerar também o movimento vertical de recuperação atrasado em função do peso das vastas camadas de gelo da última era glacial (por exemplo, a Escandinávia está se levantando enquanto o sudeste da Inglaterra está afundando). Medidas diretas do nível do mar nas estações medidoras de marés indicam uma ascensão média global de 170 milímetros desde 1900, com alguma incerteza devido à distribuição dessas estações.

As medições da temperatura da superfície e da sub-superfície do mar confirmam que há uma contribuição significativa da expansão térmica. A maioria das geleiras no mundo diminuiu no último século. É mais difícil estimar a contribuição das geleiras sobre a Groenlândia, mas acredita-se que contribuiu com aproximadamente 5% do aumento. Espera-se no curto prazo uma contribuição da Antártida no sentido oposto, ou seja, de redução do nível do mar. Isto porque, com as temperaturas do ar elevadas, são esperados aumentos das nevascas sobre a Antártida originadas da umidade do oceano. O comportamento no longo prazo das geleiras da Antártida é problemático.

No futuro, incertezas observadas nas mudanças do nível do mar devem reduzir-se enquanto os registros altimétricos de satélites se ampliam e as medições das temperaturas da superfície do oceano melhoram com o uso da rede de flutuadores ARGO como parte de um programa da Organização Meteorológica Mundial.

Pergunta 7

Gostaria de saber como é possível determinar a temperatura e o clima da terra no passado. Por exemplo, como se descobriu qual era a temperatura e como era o clima da terra durante o período Máximo do Holoceno, há 10.000 anos, e na mini idade do gelo no século XVII?

Professor Mitchell: Há um grande número técnicas usadas para estimar o clima no passado e há espaço somente para uma breve visão geral aqui.

As séries instrumentais de temperaturas na Europa estendem-se até meados no século XVII (por exemplo, a série Temperatura Central da Inglaterra) e incluem assim a mini idade do gelo. Numa escala de tempo mais longa, indicadores correlacionados tais como aqueles baseados na largura dos anéis de crescimento de árvores, na freqüência relativa de pólen registrado em núcleos de solo e em organismos marinhos tais como as diatomáceas em núcleos de solo oceânico foram usados. Os dados correlacionados são calibrados em função da sua variação com a temperatura e a pluviometria durante o período considerado. Os núcleos do gelo fornecem um registro da composição atmosférica e, através dos isótopos do oxigênio dos núcleos de gelo, é possível derivar informações sobre o nível do mar e a temperatura. Todas estas aproximações têm incertezas, incluindo sua aferição e representatividade do clima em grande escala: há naturalmente menos certezas do que em medidas instrumentais diretas.

Pergunta 8

Como determinar a quantidade de dióxido de carbono enviado à atmosfera por vulcões? Parece haver um debate quente, mas não se pode encontrar uma evidência comum?

Professor Mitchell: As atividades humanas produzem aproximadamente 150 vezes mais dióxido de carbono que o vulcanismo. As emissões dos vulcões são estimadas entre 20 e 50 milhões de toneladas de carbono todos os anos. As emissões humanas no período de 2000 a 2005 foram estimadas em mais de 7.000 milhões de toneladas de carbono por ano (as fontes destes números podem ser encontradas nos relatórios WG1 do IPCC). Estima-se que a erupção principal do vulcão Pinatubo em 1991 produziu entre 10 e 60 milhões de toneladas de carbono  e que não foi grande o bastante para ser detectado no registro global de dióxido de carbono.

Pergunta 9

É verdade que a Antártida como um todo está esfriando e que as histórias de terror se restringem à península, que tem começado a se aquecer, mas constitui somente uma fração minúscula da massa total de terra da Antártida?

Professor Mitchell: As observações das temperaturas foram obviamente muito limitadas na Antártida no século XX, mas evidências mostram que é provável que a Antártida central tenha se resfriado nas décadas recentes por causa do buraco na camada de ozônio. O ozônio é um importante gás do efeito estufa e assim as reduções em sua concentração produziram o resfriamento, superando o aquecimento devido ao aumento no dióxido de carbono. O aquecimento na península Antártida tem provavelmente mais a ver com a força dos ventos do oeste em torno da Antártida do que com os efeitos diretos do aumento dos gases estufa.

Há algumas evidências nas simulações em modelos que o aumento em gases estufa pode conduzir a um aumento dos ventos do oeste naquelas latitudes elevadas.

O Especialista

O Professor John F B Mitchell OBE FRS é Diretor de Ciência Climática do Escritório Meteorológico Britânico. Conquistou o grau de honra do BSc em matemática aplicada em 1970 e um PhD na física teórica em 1973, ambos da Universidade da Rainha, em Belfast.

Juntou-se ao dinâmico grupo de climatologistas do Escritório Meteorológico Britânico em 1973. Em 1978, assumiu o Grupo de Mudanças Climáticas no que é hoje o Centro Hadley do Escritório Meteorológico Britânico para Mudanças Climáticas. É o principal especialista nos efeitos climáticos do aumento dos gases estufa e em poluentes relacionados.

Foi um autor líder nos primeiros três relatórios do IPCC. É atualmente Presidente do Grupo de Trabalho da Organização Meteorológica Mundial JSC/CLIVAR de Modelos Climáticos. Em 1997 e em 1998 compartilhou o prêmio Norbert Gerbier-Mumm e em 2004 recebeu a medalha de Hans Oeschger da União Geofísica Européia.

É Membro da Sociedade Real. É também um professor visitante na Escola da Matemática, Meteorologia e Física na Universidade de Reading, e professor honorário da Ciência Ambiental na Universidade de Anglia do Leste.

 

ENTRETANTO, mais de 30.000 cientistas norteamericanos, incluindo mais de 9.000 Ph.D.s, já assinaram a seguinte Petição sobre o Aquecimento Global:

“Exortamos o governo dos Estados Unidos a rejeitar o aquecimento global de acordo com o que foi descrito em Kyoto no Japão em Dezembro de 1997, e quaisquer outras propostas semelhantes. A proposta de limitações das emissões de gases com efeito de estufa será prejudicial para o ambiente, impedirá o avanço da ciência e da tecnologia e causará danos à saúde e ao bem-estar da humanidade.

Não há provas científicas convincentes de que liberação de dióxido de carbono, metano e outros gases de efeito estufa pelos humanos são ou serão, no futuro próximo, causadores de um catastrófico aquecimento da atmosfera da Terra e da perturbação do clima da Terra. Além disso, há provas científicas de que os aumentos substanciais nas emissões de dióxido de carbono atmosférico produzem efeitos benéficos sobre os ambientes naturais vegetais e animais da Terra”.

O Professor Frederick Seitz assina a carta que foi distribuída com a Petição. O físico Frederick Seitz foi Presidente da Academia Nacional das Ciências dos EUA e da Universidade Rockefeller. Ele recebeu a Medalha Nacional de Ciência, o Prêmio Compton, a Medalha Franklin e vários outros prêmios, incluindo o título de Doutor Honoris Causa de 32 universidades em todo o mundo. Em Agosto de 2007, o Dr. Seitz analisou e aprovou o artigo de Arthur B. Robinson, Noah E. Robinson e Willie Soon que for divulgado junto com a Petição. Vigoroso defensor do Projeto Petição desde o seu início em 1998, o Professor Seitz faleceu em 2 de março de 2008. Para mais informações biográficas sobre o Dr. Seitz, clique aqui.

O objetivo do Projeto Petição é demonstrar que a alegação de “ciência resolvida” e de um esmagador “consenso” a favor da hipótese de que os humanos causam o aquecimento global e consequentes danos climatológicos estão errados. Não existe nenhum consenso e a ciência está longe de ser resolvida. Como indicado pelo texto e pelos signatários da Petição, um número muito grande de cientistas – bem maior que o de signatários dos relatórios do IPCC – rejeita essa hipótese.

Para mais informações sobre o Projeto, acesse http://www.petitionproject.org/

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45 Responses to “Pergunte A Um Especialista”


  1. 1 EduardoG 15/04/2008 às 23:55

    Prezado,
    Em primeiro lugar, parabéns pelo site e pela iniciativa. Eu também acho o tal aquecimento um grande alarmismo sem base científica e que interessa a muita gente propalar.
    Quanto ao entrevistado, acho que o tiro saiu pela culatra. Em primeiro lugar, ele não é independente coisa nenhuma. Todas essas pessoas envolvidas no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas são pessoas engajadas, pessoas cujo sucesso na vida e na carreira depende de um consenso e alarmismo quanto ao aquecimento. Esse tipo de pessoa pode ser qualquer coisa, menos independente. Basta ver a forma tendenciosa como defende a todo momento o CO2 como causa.
    No entanto, é interessante saber como pensam e o que dizem os mais distintos defensores do alarmismo.
    Abç

  2. 2 Mario 16/04/2008 às 09:14

    Prezado Eduardo,
    Grato por seu comentário. Você tem razão. Mas a página “Pergunte A Um Especialista” é a tradução de uma página similar no site do Channel 4 que veiculou o documentário que deu origem ao blog e eu decidi mantê-la.
    Em breve, adicionarei outros especialistas.
    Abraço,
    Mario

  3. 3 Antonio Carlos Martinho Junior 04/06/2009 às 14:17

    Olá Mário,tudo bom?

    Antes de mais nada gostaria de parabenizá-lo pelo site. Atitudes que despertam o senso crítico sempre tendem a fazer as pessoas crescerem.
    Sou biólogo e no momento estou na usp realizando meu doutoramento. Tenho um blog (otaodabiologia.wordpress.com) em que publico alguns artigos que correlacionam as diferentes áreas do saber.
    Comecei um série de artigos sobre a farsa do aquecimento global. Inicialmente publiquei uma dissertação não técnica sobre o assunto, mas entrarei nos detalhes em cada artigo que publicar.
    Gostaria de saber se posso contar com sua ajuda para discutirmos sobre os dados que apresentarei.

    Aguardo sua resposta.

    Antonio Carlos M. Junior

    • 4 Mario 06/06/2009 às 15:02

      Prezado Antonio Carlos, [enviei a ele os meus dados de contato], fique à vontade. Se eu puder ajudar, será um prazer.

  4. 5 Davi Teixeira 16/02/2010 às 12:21

    Mario, em relação ao aquecimento global e uma farsa, tudo bem, mas eu queria uma afirmação mais completa porque eu que não sou cientista, sou um cidadão como qualquer um, em que devo acreditar? Nos cientistas que falam que o fim do mundo está proxímo ou nos que falam que o aquecimento global e uma farsa? Porque as duas opiniões falam com uma absoluta certeza. Será que existe alguma experiência em que eu pudesse participar via Internet ou poderia me enviar algum estudo sobre o CO2, até porque quando pesquisamos na Internet sobre o assunto, muitos afirmam diretamente que o CO2 já é maléfico e já entram no assunto do aquecimento global. Obrigado pela atenção.
    Davi Teixeira

    • 6 Mario 16/02/2010 às 20:08

      Caro Davi,
      Ninguém é o dono da verdade. Tampouco há uma versão definitiva. Ou ainda, como dizia o meu pai, “os autores divergem”.
      Sendo assim, o que eu sugiro que você e os demais façam é que continuem a pesquisar e a buscar novas informações sobre o assunto.
      Abraço,
      Mario

  5. 7 Elisangela 05/04/2010 às 14:14

    Por que a temperatura tem diminuido nos últimos dias?

    • 8 Mario 07/04/2010 às 07:05

      Cara Elisangela, as temperaturas em geral sobem e baixam ao sabor da natureza, mas ainda não compreendemos bem como esse sistema tão complexo funciona. Ainda não somos capazes de prever como será o tempo depois de amanhã… mas é verdade que, em locais fechados e mesmo em alguns locais abertos específicos, em função da ação e da intervenção humana, podemos controlá-la localmente…

  6. 9 ronaldo rogerio barbosa 30/04/2010 às 11:44

    O seu Davi, o peido que toda a humanidade solta de suas bundas também influi no aquecimento da Terra? Faço esta pergunta aparentemente idiota, mas tenho lá minhas duvidas. Fala-se em muitos tipos de químicas influentes, mas o tal do peido é mantido em segredo, será que é para não deixar a população alarmada? A ponto de botar um filtro no cú para não mais afetar o ecossistema? Responda a esta pergunta que ninguém tem coragem de fazer, só um isquisi-froid que nem eu, pois aguardo resposta.

    • 10 ronaldo rogerio barbosa 30/04/2010 às 11:58

      O seu Davi, será que a sociedade mundial alertará a população sobre os riscos do aquecimento e solicitarão que todos usem filtros introduzidos no cú para a não expansão do tal aquecimento? Porque o peido é um gás e um gás inflamável, será que eles iriam aceitar ou se achariam ofendidos? Porque a Terra não esta mais aguentando, responda a esta pergunta meio esquisi-froid.

  7. 11 Israel 17/09/2010 às 16:39

    Já ouviu falar do HAARP? Pesquise no youtube sobre “Guerra Climática”, “HAARP”, “Trilhas Químicas”, etc.
    Talvez o aquecimento global seja uma máscara para esconder as tecnologias de manipulação climáticas que estão começando a ser usadas pelos EUA e seus aliados.

  8. 12 Blog Anti-NOM 22/11/2010 às 21:34

    Nos EUA e na Europa, diferentemente do Brasil, a maior parte das pessoas não acredita no aquecimento global porque durante o maior escandalo da ciência climática ano passado, o Climategate, houve alguma cobertura pela imprensa. Já no Brasil, houve um completo blackout sobre o assunto. O Climategate expos o aquecimento global pelo que ele realmente é: a maior farsa científica da história! Veja este vídeo de um ano de climategate:
    http://blog.antinovaordemmundial.com/2010/11/video-um-ano-depois-do-climategate-o-que-mudou/

  9. 13 Global Warming 11/02/2011 às 16:59

    O Mario é engenheiro agrônomo, e portanto está longe de saber detalhes científicos sobre o aquecimento global. Sou meteorologista e estive há 2 semanas em Seattle numa conferência, “AMS annual meeting”. Nesta conferência participam muitos cientistas ligados à meteorologia e clima de todo o Mundo e uma coisa é certa: os cientistas não estão em desacordo sobre a existência e as causas do aquecimento global! Eles comentam e discutem o trabalho uns dos outros, mas esses são pontos que nunca são postos em causa! A ideia de que o aquecimento global e as suas causas são um “debate aberto” entre cientistas é falsa! Este debate só existe fora da comunidade científica ligada a este tema. Mario, trate da sua horta, deixe o clima para os especialistas na área!

    • 14 Mario 11/02/2011 às 18:10

      Ao meteorologista anônimo, deixo a frase que o ‘homem do tempo’ Narcizo Vernizzi, que também não era meteorologista, me disse certa vez: “ainda não somos capazes de prever o tempo depois de amanhã”. E o pior de tudo é que ele continua tendo razão…

  10. 15 Global Warming 11/02/2011 às 19:05

    Mais uma vez está errado. Conseguimos sim prever o tempo depois de amanhã. Com um erro associado? Naturalmente, trata-se de uma ciência… Agora, o que muita gente confunde é a meteorologia com o clima. E o fato de se prever o tempo para o dia seguinte nada tem que ver com as previsões de temperaturas médias para daqui a 100 anos.

    • 16 Mario 14/02/2011 às 09:04

      Vocês, com seus supercomputadores e seus modelos, se acham. Isso me faz lembrar o meu querido pai, que dizia mais ou menos o seguinte: “O computador é burro. Ele apenas faz mais rápido os cálculos que nós o ensinamos a fazer. Se o input é bullshit, o output certamente será bullshit”…

  11. 17 selso 26/04/2011 às 22:32

    Sr. Mário, o que deve ser dito ao “meteorologista” sem nome é que vários meteorologistas e climatologistas (que assinam o nome em baixo do que dizem) têm sérias dúvidas a respeito do tal aquecimento global antropogênico (e até do aquecimento). Quanto à capacidade de prever o depois de amanhã, o erro associado ainda é entre o chover e o não chover, entre os 30 mm previstos e os 120 mm ocorridos. É entre o modelo prever 300 mm e chover 60. Entre se prever perdas catastróficas na próxima safra e a surpresa da safra record, e por aí vai. O senhor sem nome também deveria saber que em reunião de gatos, ratos não entram. Talvez lhe falte um pouco de malandragem “política”. Certamente ele ainda é novo!

  12. 18 Lorrane 30/11/2011 às 20:12

    O “aquecimento global” não passa de uma farsa, para deixar a humanidade cada vez mais dependente de seus governos, cheia de neuras! Acho que ao invés de investir em tantas pesquisas para analise do aquecimento global, era melhor investir em tecnologias mais limpas que visa minimizar a retirada de matéria prima, racionalização de água e energia e reutilização de resíduos! Pois o que mais me preocupa é o fato de como reciclar tudo o que produzimos com 7 bilhões de pessoas no mundo!

  13. 19 Arthur 22/12/2011 às 13:38

    Juntamente com mais 3 pesquisadores, Michael Mann publicou um artigo intitulado: Reconciling anthropogenic climate change with observed temperature 1998–2008 (06/2011), no qual discorre sobre a queda das temperaturas globais no período 1998/2008. Depois de fabricar um gráfico fraudulento, agora, o Mister Mann admite o resfriamento!! Quem tiver interesse em ler o artigo segue o link: http://wattsupwiththat.files.wordpress.com/2011/07/pnas-201102467.pdf. Abraços

  14. 20 Jonatas Wesley 13/06/2012 às 16:02

    Mario, gostaria de saber onde posso encontrar uma animação que foi utilizada por você em uma apresentação na USP que está disponível no YouTube. A animação mostrava a variação do gelo no polo sul e norte. Se possível, indicar outros links dos demais gráficos e tabelas mostrados na apresentação. Desde já, muito obrigado!

    • 21 Mario 13/06/2012 às 16:58

      Jonatas, aquelas animações são do Projeto “Polar View” do “Arctic Regional Ocean Observing System” (Arctic ROOS) da Universidade de Bremen na Alemanha. Os gráficos, as tabelas e as referências você encontra aqui no blog.

  15. 22 Ramurti Barbosa 20/06/2012 às 19:36

    Mario, acho que você deveria ler esse artigo aqui, chamado “expert credibility in climate change”, publicado em uma das mais renomadas revistas científicas americanas: http://www.pnas.org/content/early/2010/06/04/1003187107.full.pdf+html. Basicamente, ele apresenta uma pesquisa feita com mais de mil dos cientistas climáticos em atividade, e mostra duas coisas importantes: primeiro, que mais de 97% dos climatologistas suportam a teoria do aquecimento global provocado pelo homem; segundo, que a minoria dos que são dissidentes são pessoas como você, que tem muito menos expertise no assunto. Então, na verdade, o real é o contrário do que você e outras pessoas nesse blog apregoam: quanto mais expertise o cientista tem em relação às nuances do clima, mais ele passa a apoiar a tese do aquecimento global. Outra coisa importante: essa pesquisa foi feita nos Estados Unidos, o que significa que aquecimento global nao é coisa de “neo-marxista”, como foi apregoado nesse seu blog.

    • 23 Mario 20/06/2012 às 21:10

      Caro Ramurti, o artigo que você mencionou é lixo, não mudou em nada a minha opinião. É do final de 2009, início de 2010, época em que os aquecimentistas estavam “com tudo”, o mundo não sabia ainda sobre os Climategates I e II. Um dos autores é Stephen Schneider, procure informar-se mais sobre ele. Leia também sobre o “petition project” nesse blog.

  16. 24 Ramurti Barbosa 22/06/2012 às 15:24

    Prezado Mario, o filme que você propagandeia aqui é ainda mais antigo, de 2007. A própria Sociedade Americana de Agronomia aceita a teoria das mudanças climáticas provocadas por ações humanas. O seu relatório é de maio de 2011 e está aqui: https://www.soils.org/files/science-policy/asa-cssa-sssa-climate-change-policy-statement.pdf. Até empresas petrolíferas admitem que as mudanças climáticas estão sendo causadas principalmente por emissões de gases de efeito estufa, como a Chevron: http://www.chevron.com/globalissues/climatechange/?utm_campaign=Chevron_Non-US_Americas_-_High_Volume&utm_medium=cpc&utm_source=Google&utm_term=climate_change. Enfim, o que me espanta é a falta de ponderação daqueles que afirmam que o aquecimento global é uma fraude. Não se vê ponderações do tipo “o aquecimento global pode não ser causado pelo homem”, e sim “o aquecimento global é uma farsa”. São afirmações apaixonadas que me fazem refletir quem são os fanáticos da história. O próprio IPCC de 2007 disse que “very likely” a causa do aquecimento global são atividades humanas, com 90% de probabilidade.

  17. 25 Eduardo 27/06/2012 às 13:50

    Achismos pró ou contra não valem os bits em que são escritos, se não comprovados por fatos e argumentos obtidos em primeira mão. Entrementes, o Rio Grande do Sul, que sempre foi imune a doenças tropicais devido ao clima temperado, está aprendendo a lidar com a febre amarela e a dengue. E o consórcio de canavieiros de São Paulo está investindo em linhagens de cana resistentes a estiagens. E a Argentina estuda (desde o encontro da SBPC de 83 que eu me recordo) raças tropicais de gado para mesclar em seus rebanhos. O The Economist da semana passada examina vantagens da navegação em um oceano Ártico livre de gelo. Isso são 4 fatos simples, não são meros acasos, são fatos convergentes e globais, e não refutações pontuais e com informações de segunda mão. Porque não comentas a censura do Bush aos cientistas americanos do NOAA?

  18. 26 Eduardo 27/06/2012 às 13:51

    Aproveita teu blog para ensinar o pessoal a diferença entre clima e tempo atmosférico.

  19. 27 luizabete 14/09/2012 às 21:40

    Fiquei muito curiosa a respeito do assunto. Isto aconteceu a partir de uma entrevista de um professor e cientista de climatologia. Minha curiosidade me fez procurar saber mais sobre o assunto, e poucos tem ciência de tais acontecimentos. Acredito que temos sim culpa nos acontecimentos do clima, não da forma como é colocada por alguns, mas com certeza seria bom se este assunto fosse trazido para todos.

  20. 28 Marcos Antonio Lopes 14/10/2012 às 16:51

    O que tenho procurado entender é a quem interessa o aquecimento global, se têm hoje no mundo muito mais cientistas garantindo que não existe aquecimento global?

  21. 29 Roberto Appel 26/07/2013 às 22:13

    Mas o derretimento das geleiras irá acarretar alguma mudança no estado físico da Terra?

  22. 30 Oculto 03/11/2013 às 16:55

    E sobre os buracos da camada de ozônio, o que vocês dizem? Quero convencer amigos que o aquecimento global não existe, me ajudem!

  23. 33 Mariana 24/05/2014 às 21:55

    Por que o efeito estufa é prejudicial para a Terra?

  24. 34 Luiz A. Lomando 17/11/2014 às 22:53

    Segue abaixo cópia de e-mail enviado ao CCST, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Como não acredito que venham a me dar resposta, resolvi encaminhar os cálculos abaixo como contribuição de um leigo que ainda sabe aplicar regra de três. Abs., Luiz Lomando
    Face aos boletins alarmistas divulgados pelo IPCC, resolvi fazer algumas contas a partir de dados disponíveis na web. Os dados estão em toneladas:
    Massa total da atmosfera terrestre: 5 x 10(15)
    Massa total de CO2 na atmosfera: 1,75 x 10(12) – (concentração de 0,035%)
    Emissões anuais de CO2: 36,1 x 10(9), segundo a revista Veja
    Conclusão: essas colossais emissões representam um incremento anual de 2% no total de CO2 já existente na atmosfera, sendo que o referido gás corresponde apenas a 0,035% na composição da atmosfera! Será que errei nos cálculos, ou os dados estão incorretos? Se tudo estiver correto, estaremos diante da maior barbaridade já cometida pela ciência em toda história, ao afirmar de maneira peremptória que o CO2 é o responsável por um suposto aquecimento global. Eng. Luiz A. Lomando. Porto Alegre – RS

  25. 35 Regina Cela 27/06/2015 às 21:12

    Boa noite! Gostaria de saber uma coisa: seria o buraco na camada de ozônio o grande detentor das geleiras no ártico, contribuindo para diminuir o derretimento das calotas polares?

  26. 37 Alcides Camargos 19/11/2015 às 16:21

    Olá, boa tarde. Sou estudante de engenharia ambiental e sanitária. Pois bem, até então estava tudo bem, restando apenas 1 ano para minha formatura. Acontece que eu nunca entendi muito bem o aquecimento global e as sua explicações, a maioria dos meus professores afirmavam fervorosamente que o CO2 interfere no clima, ocorrendo o aquecimento global, devido às industria, e blá, blá, blá. Mas ainda esta semana, um dos meus professores passou o vídeo do ex presidente do EUA Al Gore (Uma Verdade Inconveniente), creio que o conheça. Após ver esse documentário, despertou o interesse de questionar a suas afirmações, e então a grande surpresa, aquilo que sempre busquei negar, de fato o lançamento de CO2 não controla o clima, nem interfere na temperatura, mas sim o Sol é quem dirige as mudanças climáticas. Durante toda a minha vida e durante a faculdade, fui quase que obrigado a acreditar no aquecimento global e na grande interferência do homem. Mas, e agora, o que faço diante dessa situação? Porque, nos centros universitários e nas escolas, somos obrigados a engolir essa farsa?

  27. 39 Luiz Frajtag 12/02/2016 às 10:01

    Eu escrevi um pequeno artigo e gostaria de saber sua opinião a respeito:
    A Terra e a lei de Lavoisier
    A datação radiométrica permitiu aos cientistas calcular a idade da Terra. Há cerca de cinco bilhões de anos, a Terra era uma bola de fogo, constituída de elementos incandescentes. Pouco a pouco, nosso planeta começou a esfriar. Esse “pouco a pouco” levou bilhões de anos. Aos poucos, as rochas esfriaram e o mar arrefeceu, tornando possível o aparecimento das primeiras vidas aquáticas. Mais tarde, a vida surgiu também na terra firme, com a ocorrência de plantas e animais superiores. Hoje se prevê que daqui a cinco bilhões de anos o Sol vai se tornar um gigante vermelho e engolirá Mercúrio, Vênus e a Terra, talvez até Marte. Mas se isso não acontecer, ou se o gigante vermelho não for tão grande, a tendência final da Terra será tornar-se uma bola gelada, como outros inúmeros corpos celestes de nossa galáxia. A Terra é um sistema fechado. Qualquer variação de energia que acontece em uma região da Terra é compensada automaticamente em outra região, como nos vasos comunicantes. É só lembrar a lei de Lavoisier da conservação das massas: na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. É o que está acontecendo neste momento, com o aumento do gelo nos glaciais do Pólo Sul (Antártida) e o aquecimento no Pólo Norte (Ártico). Estudos recentes da Nasa confirmam isso:
    http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2015/11/1702422-antartida-esta-ganhando-gelo-nao-perdendo-afirma-estudo-da-nasa.shtml?cmpid=newsfolha
    O artigo acima justifica o acréscimo das geleiras da Antártida com a evaporação da água dos oceanos, principalmente da região do Ártico (que está se aquecendo), e que levada pelas correntes atmosféricas ocasionam as chuvas no Pólo Sul. Dessa maneira, corroboram a teoria de Lavoisier da auto-regulação da Terra. Já que a Terra é um sistema fechado, a única maneira da Terra variar a sua temperatura global seria um aumento ou diminuição da energia vinda do exterior, por exemplo, do Sol. Naturalmente, também poderia haver uma variação pela energia retida no planeta, seja no gelo, no CO2 ou no fundo dos oceanos. Porém sabemos que o gelo e o CO2 variaram ciclicamente desde muito antes da existência da raça humana, e que a participação do homem nesses ciclos foi desprezível. Resumindo, variações na energia que recebemos do Sol e variações naturais na capacidade da Terra de reter essa energia foram os prováveis responsáveis pelo que deve ter acontecido ao longo dos últimos tempos com as eras glaciais ou períodos mais quentes da Terra.

  28. 41 Janailton Dias Pereira 27/06/2016 às 12:19

    E se tudo isso for apenas um tipo de processo natural de envelhecimento da terra? Concordo que o homem venha a acelerar esse processo com a má utilização dos recursos naturais. Tenho uma teoria de que assim como nós nascemos, envelhecemos e morremos o planeta funcione da mesma forma, creio que (minha teoria) mesmo se não existe o aquecimento global e por meio de uma forma natural o planeta irá morrer. E depois a milhares de anos vai nascer um novo planeta e um novo ciclo de vida. Deixando bem claro que só quis expor meu ponto de vista. Obrigado!

  29. 42 Letne 23/11/2016 às 19:29

    Caro Mario,
    O que poderias dizer sobre este recente vídeo da NASA ?

  30. 44 Luiz Frajtag 24/11/2016 às 09:07

    Sugiro mostrar o mesmo vídeo feito na Antártida. Lá o que acontece é justamente o contrário. Estudos da NASA mostram que é lá onde está concentrada 90% da água potável, os glaciais estão crescendo há dezenas de anos. É um equilíbrio energético. Tem mais, ao longo de centenas de anos já tivemos temperaturas muito mais quentes no Ártico. Groenlândia significa Terra Verde. No tempo dos Vikings na Groenlândia as terras eram cultivadas.


  1. 1 Os números de 2010 « A Grande Farsa do Aquecimento Global Trackback em 02/01/2011 às 08:02

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