O ambientalista simplório

Há um certo tipo de ambientalista que quer sol na eira e chuva no nabal. Que não aceita menos do que um mundo perfeito. Um mundo com azeite barato, mas sem olivais intensivos; com carros elétricos, mas sem prospeção de lítio; com energias renováveis, mas sem barragens nem eólicas; com floresta, desde que seja a do Capuchinho Vermelho. Um mundo que não existe

O ambientalista simplório quer acabar com os combustíveis fósseis. Quer energia limpa, sem emissões de gases com efeito de estufa. Mas não quer barragens, porque as barragens destroem ecossistemas. Não quer eólicas, porque as “ventoinhas” estragam paisagens e perturbam os animais. Não quer energia nuclear, porque produz lixo radioativo.

O ambientalista simplório quer florestas, porque precisamos de árvores para absorver dióxido de carbono da atmosfera. Mas quer escolher as árvores. Não quer eucaliptos, não quer floresta de produção. Quer a floresta do Capuchinho Vermelho, porque sempre viveu na cidade e julga que as florestas são assim. Quer dizer a cada proprietário o que pode plantar e ainda obrigá-lo a tratar do terreno, num serviço gratuito, abnegado, para benefício da “sociedade”.

O ambientalista simplório grita “oiçam os cientistas”, quando os cientistas lhe dizem o que ele quer ouvir. “Oiçam os cientistas: estamos a destruir o planeta com as alterações climáticas”. Mas, quando os mesmos cientistas dizem que “os transgénicos não fazem mal nenhum e podem ser uma mais-valia para o ambiente e para a humanidade”, o ambientalista simplório berra: “Os cientistas estão a soldo das multinacionais”.

O ambientalista simplório quer agricultura biológica, porque não gosta de “químicos”. Mas esquece-se de que tudo são químicos, do oxigénio que respira ao sulfato de cobre usado, tal como centenas de outros produtos “naturais”, na agricultura biológica. Esquece-se de que a agricultura biológica precisa de mais espaço, valioso espaço, para produzir a mesma quantidade que a agricultura convencional, e que esse espaço terá de ser ganho à custa da desflorestação.

O ambientalista simplório quer que toda a gente se torne vegetariana, ou vegan, e acabar com a produção animal. Mas ignora que sem produção animal todo o fertilizante usado para cultivar os seus vegetais terá de ser artificial, e “ai, Deus nos livre dos químicos”.

O ambientalista simplório quer acabar com os jardins zoológicos, porque, não, os animais não podem estar em cativeiro, fechados a vida toda num espaço limitado. Mas abre uma exceção para gatos e cães (e coelhos, vá), menos animais do que os outros. Esses podem viver quase desde que nascem até ao dia em que morrem trancados num apartamento de 50 metros quadrados, que é para o bem deles.

O ambientalista simplório é contra o desperdício alimentar. Mas não quer conservantes na comida nem delícias do mar nem nada que seja feito com restos de comida.

O ambientalista simplório só cozinha com azeite, essa oitava maravilha para a saúde. Mas vocifera contra os olivais intensivos no Alentejo. Produzir azeite em grande quantidade é a única forma de lhe baixar o preço e torná-lo acessível a todos? Os pobres que comam bolos.

O ambientalista simplório chora a morte de cada rinoceronte e tigre. Mas defende com unhas e dentes a medicina tradicional chinesa que está por trás da perseguição a rinocerontes e tigres, para fazer pós milagrosos com os seus cornos e ossos – porque as medicinas alternativas são naturais e, lá está, o que é natural é bom (desde que não seja sal, cogumelos venenosos, arsénio, amianto, mercúrio, antraz, urtigas, malária, raios ultravioletas, etc., etc., etc.).

O ambientalista simplório faz campanhas para que se coma “fruta feia”, julgando que os agricultores mandam para o lixo tomates e maçãs que não interessam aos supermercados. Mas ignora que esses tomates e essas maçãs disformes se transformam em ketchup, sumos e outros produtos, que obviamente não são feitos com vegetais e fruta topo de gama.

O ambientalista simplório quer comer peixe. Mas não pode ser capturado no mar, porque a pesca não é sustentável, e não pode ser de aquacultura, porque tem antibióticos, e garantidamente não pode ser geneticamente modificado, porque viu um desconhecido no YouTube que dizia não sabe o quê, já não se lembra bem.

O ambientalista simplório quer que haja mais carros elétricos nas estradas. Mas é contra a prospeção de lítio, essa insustentável fonte de poluição do ar, dos solos, das águas, e escreve-o nas redes sociais, teclando furiosamente no seu telemóvel com bateria de lítio.

O texto acima é do jornalista português Luís Ribero. Para ver a publicação original, clique aqui. O texto foi lido pelo apresentador José Gomes Ferreira no início de uma edição do programa Negócios da Semana do canal SIC Notícias. Para ver o vídeo dessa edição, clique aqui. Um trecho desse vídeo viralizou nas últimas semanas entre os lusófonos.

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A humanidade não é “má”

Falando nas Nações Unidas, a ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, disse que se a humanidade realmente entende a ciência da mudança climática e ainda não age, somos “maus”. Isso ocorre porque a mudança climática significa “as pessoas estão morrendo”. Ela também nos disse o que devemos fazer para agir corretamente: em pouco mais de oito anos, teremos esgotado nossa provisão restante para emissões de carbono, portanto, devemos parar tudo que estiver funcionando com combustíveis fósseis até 2028.

Embora essa alegação não seja incomum, é fundamentalmente equivocada. Sim, o aquecimento global é real e causado pelo homem [afirmação com a qual não concordo], mas sua visão das mudanças climáticas como o fim do mundo não é suportada. O Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas estima que, na década de 2070, os efeitos totais das mudanças climáticas, inclusive nos ecossistemas, serão equivalentes a uma redução na renda média de 0,2 a 2%. Até então, cada pessoa no planeta estará 300 a 500% mais rica.

Não emitimos CO₂ com intenção maligna. De fato, é um subproduto de dar à humanidade acesso a quantidades sem precedentes de energia.

Há apenas um século atrás, a vida era devastadora. A energia abundante possibilitou uma vida melhor, sem ter que gastar horas coletando lenha, poluindo sua casa com fumaça, conseguindo calor, frio, transporte, luz, comida e oportunidades. A expectativa de vida dobrou. A energia abundante, principalmente de combustíveis fósseis, tirou mais de um bilhão de pessoas da pobreza nos últimos 25 anos.

Isso não é mau – é exatamente o contrário.

Thunberg acredita que as mudanças climáticas significam que as pessoas estão morrendo, mas o fato é que desastres relacionados ao clima, há apenas um século, matavam meio milhão de pessoas a cada ano. Hoje, apesar do aumento das temperaturas, mas devido à menor pobreza e maior resiliência, secas, inundações, furacões e temperaturas extremas matam apenas 20.000 pessoas a cada ano – uma redução de 95%. Essa é uma conquista moralmente louvável.

O fim do uso global de combustível fóssil até 2028 é um plano defeituoso, porque a energia verde simplesmente não está em um estágio em seu desenvolvimento onde pode assumir o que os combustíveis fósseis deixam para trás. Uma transição difícil por gancho ou trapaça causaria uma catástrofe real e global, enviando a maioria de nós de volta à pobreza devastadora. É por isso que os países em desenvolvimento, especialmente, querem mais energia para combustíveis fósseis, e não menos; eles querem elevar mais pessoas a uma vida confortável.

O que precisamos é de energia com baixo CO₂ que possa superar os combustíveis fósseis – o que faria com que todos, incluindo China e Índia, mudassem. Isso significa aumentar drasticamente o investimento global em pesquisa e desenvolvimento verde, algo que falhamos conspicuamente em décadas passadas, exatamente porque os ativistas sempre exigiram soluções antes de estarem prontos.

Finalmente, Thunberg nos diz que se não cortarmos os combustíveis fósseis até 2028, a geração jovem nunca nos perdoará. Isso, no entanto, reflete uma visão cega do primeiro mundo. Quando as Nações Unidas perguntaram a 10 milhões de pessoas em todo o mundo o que priorizam, destacaram cinco questões: saúde, educação, emprego, corrupção e nutrição. Em suma, eles se preocupam com os filhos que não morrem de doenças facilmente curáveis, obtendo uma educação decente e não morrendo de fome.

O clima chegou em último das 16 opções. Isso não é porque não é importante, mas porque para a maioria da humanidade, outras questões são muito mais prementes.

O problema é que o clima está superando cada vez mais todas as outras questões. Um terço de toda a ajuda ao desenvolvimento, por exemplo, agora é gasto em abordagens climáticas, desafiando diretamente as prioridades dos pobres do mundo.

Embora devamos abordar o clima por meio de investimentos mais altos em P&D em energia verde, parece mais verdadeiro dizer que a maioria dos jovens do mundo nunca nos perdoará se priorizarmos o clima acima do nosso dever de combater a pobreza, a saúde, a educação e a nutrição.

O texto acima é uma tradução livre de artigo de Bjørn Lomborg publicado no The Globe and Mail. Para ver o original, clique aqui.

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Observatório da Terra, da NASA

Na floresta amazônica, a estação do fogo chegou. O espectrorradiômetro de imagem de resolução moderada (MODIS) no satélite Aqua da NASA capturou essas imagens de vários incêndios nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará e Mato Grosso em 11 e 13 de agosto de 2019.

Na região amazônica, os incêndios são raros durante grande parte do ano, porque o tempo úmido os impede de iniciar e se espalhar. No entanto, em julho e agosto, a atividade normalmente aumenta devido à chegada da estação seca. Muitas pessoas usam o fogo para manter terras agrícolas e pastagens ou para limpar a terra para outros fins. Normalmente, a atividade atinge o pico no início de setembro e, na maioria das vezes, termina em novembro.

Em 16 de agosto de 2019, uma análise dos dados de satélite da NASA indicou que a atividade total de incêndios na bacia amazônica este ano esteve próxima da média em comparação aos últimos 15 anos. (A Amazônia se espalha pelo Brasil, Peru, Colômbia e partes de outros países.) Embora a atividade pareça estar acima da média nos estados do Amazonas e Rondônia, até agora apareceu abaixo da média no Mato Grosso e no Pará, segundo estimativas do Global Fire Emissions Database, um projeto de pesquisa que compila e analisa dados da NASA.

O texto acima é uma tradução livre de uma página do site da NASA. Para ver o original, clique aqui.

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Não há emergência climática

23 de setembro de 2019

Sr. Antonio Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas,
Sede das Nações Unidas,
New York, NY 10017, EUA

Sra. Patricia Espinosa Cantellano, Secretária Executiva,
Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima,
Secretaria da UNFCCC, Campus da ONU, Praça das Nações Unidas 1,
53113 Bonn, Alemanha

Excelências,

Não há emergência climática.

Uma rede global de 500 cientistas e profissionais conhecedores e experientes em clima e áreas afins tem a honra de dirigir a Suas Excelências a Declaração Europeia do Clima a seguir, da qual os signatários desta carta são os embaixadores nacionais.

Os modelos de circulação geral do clima nos quais a política internacional se encontra atualmente são inadequados para o seu propósito. Portanto, é cruel e imprudente advogar o desperdício de trilhões com base nos resultados de tais modelos imaturos. As atuais políticas climáticas, sem sentido, minam gravemente o sistema econômico, colocando vidas em risco nos países que têm acesso negado a energia elétrica contínua e acessível.

Pedimos que sigam uma política climática baseada em ciência sólida, economia realista e preocupação genuína por aqueles prejudicados por tentativas caras e desnecessárias de mitigação. Pedimos que coloquem essa Declaração na agenda de sua iminente sessão de Nova York.

Também convidamos a organizarem conosco uma reunião construtiva de alto nível entre cientistas de classe mundial de ambos os lados do debate climático no início de 2020. A reunião dará efeito ao princípio sólido e antigo, não menos da ciência sólida que da justiça natural que ambos os lados devem ser ouvidos total e justamente. Audiatur et altera pars! (Que a outra parte seja ouvida)

Por favor, deixe-nos saber sua opinião sobre uma reunião conjunta.

Atenciosamente, embaixadores da Declaração Europeia do Clima,

Professor Guus Berkhout – Holanda
Professor Richard Lindzen – EUA
Professor Reynald Du Berger – Canadá
Professor Ingemar Nordin – Suécia
Terry Dunleavy – Nova Zelândia
Jim O’Brien – República da Irlanda
Viv Forbes – Austrália
Professor Alberto Prestininzi – Itália
Professor Jeffrey Foss – Canadá
Professor Benoît Rittaud – França
Morten Jødal – Noruega
Professor Fritz Vahrenholt – Alemanha
Rob Lemeire – Bélgica
O Visconde Monckton de Brenchley – Reino Unido

 

Não há emergência climática

Uma rede global de mais de 500 cientistas e profissionais preparou essa mensagem urgente. A ciência climática deve ser menos política, enquanto as políticas climáticas devem ser mais científicas. Os cientistas devem abordar abertamente as incertezas e exageros em suas previsões do aquecimento global, enquanto os políticos devem contar desapaixonadamente os benefícios reais, bem como os custos imaginados de adaptação ao aquecimento global, e os custos reais, bem como os benefícios imaginados da mitigação.

Fatores naturais e antropogênicos causam aquecimento

O arquivo geológico revela que o clima da Terra varia desde que o planeta existe, com fases frias e quentes naturais. A Pequena Idade do Gelo terminou em 1850. Portanto, não é surpresa que agora estamos passando por um período de aquecimento. Apenas muito poucos artigos revisados ​​por pares chegam ao ponto de dizer que o aquecimento recente é principalmente antropogênico.

O aquecimento é muito mais lento do que o previsto

O mundo aqueceu a menos da metade da taxa originalmente prevista e a menos da metade da taxa esperada com base na força antropogênica líquida e no desequilíbrio radiativo. Isso nos diz que estamos longe de entender as mudanças climáticas.

A política climática depende de modelos inadequados

Os modelos climáticos têm muitas deficiências e não são remotamente plausíveis como ferramentas políticas. Além disso, eles provavelmente exageram o efeito de gases de efeito estufa, como o CO₂. Além disso, eles ignoram o fato de que enriquecer a atmosfera com CO₂ é benéfico.

CO₂ é alimento para os vegetais, a base de toda a vida na Terra

O CO₂ não é um poluente. É essencial para toda a vida na Terra. A fotossíntese é uma bênção. Mais CO₂ é benéfico para a natureza, a Terra está mais verde: CO₂ adicional no ar promoveu o crescimento da biomassa global das plantas. Também é bom para a agricultura, aumentando os rendimentos das culturas em todo o mundo.

O aquecimento global não aumentou os desastres naturais

Não há evidências estatísticas de que o aquecimento global esteja intensificando furacões, inundações, secas e desastres naturais semelhantes, ou tornando-os mais frequentes. No entanto, as medidas de mitigação de CO₂ são tão prejudiciais quanto caras. Por exemplo, turbinas eólicas matam pássaros e morcegos, e plantações de óleo de palma destroem a biodiversidade das florestas tropicais.

A política deve respeitar as realidades científicas e econômicas

Não há emergência climática. Portanto, não há motivo para pânico e alarme. Opomo-nos firmemente à política nociva e irrealista de zero emissões de CO₂ líquidas proposta para 2050. Se surgirem melhores abordagens, teremos tempo suficiente para refletir e se adaptar. O objetivo da política internacional deve ser fornecer energia confiável e acessível o tempo todo e em todo o mundo.

O texto acima é uma tradução livre. Para ver o original, clique aqui.

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O que todo o mundo (brasileiros inclusive) precisa saber sobre a Floresta Amazônica

1) A Floresta Amazônica é um bioma, uma grande comunidade biológica estável e desenvolvida, com extensão de quase 7 milhões de quilômetros quadrados, compartilhados entre o Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e a Guiana Francesa. Cerca de 60% dela encontram-se no Brasil, onde 84% da sua área original existente na chegada dos portugueses estão preservados. Esta área predominantemente intocada equivale em tamanho à França, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Noruega, Finlândia, Suécia, Holanda, Itália, Espanha e Portugal juntos; se fosse um país, seria o sétimo do mundo em extensão, maior que a Índia.

2) A Floresta Amazônica não deve ser confundida com a Amazônia Legal, uma região geográfica delimitada para fins de estabelecimento de incentivos fiscais para atividades econômicas nos nove estados do Norte do Brasil, que compreendem 61% do território nacional, mas menos de 13% da população e representam menos de 8% do PIB do Brasil. Os seus baixos níveis de vida podem ser avaliados pelo fatos de apenas 13% dos seus habitantes urbanos terem acesso a sistemas de esgoto, e de ali viverem grande parte dos mais de 4 milhões de brasileiros que não têm um simples vaso sanitário em casa. A região também abriga partes significativas de dois outros biomas brasileiros, o Cerrado e o Pantanal. A Amazônia Legal tem uma área de 5,1 milhões de quilômetros quadrados; a parte brasileira da Floresta Amazônica, 4,2 milhões de km².

3) A Floresta Amazônica não é “o pulmão do mundo”; as suas biotas vegetal e animal consomem todo o oxigênio gerado pela fotossíntese no seu processo de respiração (sim, as plantas respiram), de modo que o balanço líquido é próximo de zero. (E, afinal de contas, os pulmões não geram oxigênio, mas o consomem).

4) Igualmente, ela não é um “sumidouro de carbono” funcional, pois, como um ecossistema estável em estado de clímax, o seu balanço líquido de carbono também é próximo de zero (exceto quando queima). De qualquer modo, quem está preocupado com o carbono deveria apoiar a derrubada da floresta e a sua substituição pela vegetação secundária de regeneração (as chamadas “capoeiras”), pois, esta sim, acumula carbono durante o seu processo de crescimento. A propósito, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entre 2008 e 2012, a área de “capoeiras” aumentou duas vezes e meia mais rapidamente do que a área desmatada no bioma (não há dados mais recentes). (Em tempo: não estou apoiando esta opção).

5) A Floresta Amazônica é relevante para os ciclos biogeoquímicos da biosfera, mas não tem qualquer impacto significativo no clima global. A sua principal contribuição para a dinâmica atmosférica é reciclar de volta para a atmosfera cerca de metade da água da chuva que vem do Oceano Atlântico, por meio da evapotranspiração das plantas, formando um fluxo de vapor d’água que é parcialmente redirecionado para o Sul. Este processo é importante para a floresta e suas vizinhanças, mas dificilmente a sua influência pode ser considerada como global.

6) As muito alardeadas projeções sobre um temido “ponto de inflexão” de desmatamento, além do qual a Floresta Amazônica, supostamente, sofreria uma “apoplexia” (morte súbita), não passam de modelos matemáticos sem qualquer base factual. Estes modelos podem ser úteis como exercícios acadêmicos, mas não devem ser usados para a formulação de políticas públicas. Se outros biomas servem como referência, a Mata Atlântica, que cobria mais de 1,3 milhão de quilômetros quadrados ao longo da costa brasileira, perdeu mais de 80% da sua área original no século XVI, mas não sofreu semelhante “apoplexia”. O índice de desmatamento hipotético para a Floresta Amazônica é 20%, número que garante apelativos prognósticos apocalípticos e manchetes midiáticas sensacionalistas, mas não se encaixa nas evidências factuais e no bom senso.

7) As taxas de desmatamento na Amazônia Legal têm se reduzido sistematicamente desde a década passada e encontram-se bem abaixo de 10 mil quilômetros quadrados por ano. Levando em conta que muito desse desmatamento ocorre no Cerrado, uma projeção linear hipotética usando tais números sugere que levaria bem mais de 400 anos para se derrubar totalmente a Floresta Amazônica – de qualquer maneira, um cenário absurdo e inimaginável por qualquer pessoa em seu juízo perfeito, salvo alguns ambientalistas radicais delirantes e desinformados.

8) Grande parte do desmatamento ocorre em propriedades privadas e em assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o que significa que é legalizado. O Código Florestal de 2012 permite o corte da vegetação original em até 20% das propriedades privadas situadas na área da Floresta Amazônica, e 50% nas situadas no Cerrado. Desafortunadamente, as taxas de desmatamento regularmente anunciadas ao público não fazem essa necessária distinção.

9) O número de focos de incêndio na Amazônia Legal (incluindo o Cerrado) também está em queda desde os anos recordistas de 2004-05; as projeções para 2019 sugerem que deverá atingir cerca de metade dos números daqueles anos. Uma boa parte dos focos ocorre em propriedades privadas, de acordo com uma prática de limpeza de terreno utilizada há séculos; não é o melhor método, mas é o de que dispõe a grande maioria dos habitantes da região. É relevante notar que a maioria desses focos não está localizada na Floresta Amazônica, mas na sua zona de transição para o Cerrado, ao sul, e no próprio Cerrado, como se observa no sítio Fire Information for Resource Management System – FIRMS (a Floresta Amazônica é, grosso modo, a grande área em verde escuro e verde claro ao norte do paralelo 15°S). Incidentalmente, pode-se observar também que o Brasil não está sozinho na atual temporada mundial de incêndios florestais.

10) Há mais de 25 milhões de pessoas vivendo na Amazônia Legal, a maioria em condições socioeconômicas precárias. A vasta maioria das pessoas que cortam árvores e utilizam o fogo não são criminosos, mas o fazem porque precisam ganhar a vida de alguma forma. Respeitando-se as devidas proporções, ninguém, exceto alguns ambientalistas empedernidos está considerando os alemães como criminosos ambientais, porque os remanescentes da Floresta de Hambach, perto de Colônia, deverão ser abatidos pela empresa de energia RWE, para retirar do subsolo o linhito (forma mais pobre e poluente de carvão) necessário para alimentar usinas termelétricas, depois que a chanceler Angela Merkel determinou o fechamento de várias usinas nucleares do país, por motivos meramente políticos.

11) O Brasil é um país em desenvolvimento que luta para encontrar o seu caminho rumo ao pleno desenvolvimento dos seus recursos humanos e naturais. Para a Região Amazônica, o caminho para isso não é o da mera repressão às atividades ilegais nem o da sua “preservação” como um gigantesco combo de jardim botânico e zoológico, como muitos parecem pensar, ingenuamente. Ao contrário, ele deve começar com as muito atrasadas tarefas da: a) regularização fundiária; b) zoneamento ecológico-econômico; c) agregação de valor às produções e recursos locais com as melhores técnicas disponíveis; d) melhoramento e ampliação das infraestruturas necessárias para proporcionar ganhos de qualidade de vida para as populações locais; e) um grande esforço de pesquisa e desenvolvimento dos seus vastos recursos de biodiversidade, reunindo instituições de pesquisa, empresas privadas e o precioso conhecimento tradicional dos seus habitantes. Em suma, uma espécie de Amazônia Industrial 4.0, impulso necessário para elevar os habitantes da região aos níveis de desenvolvimento permitidos pelos avanços do século XXI, juntamente com o restante do País. Tudo isso pode e deve ser feito com os necessários cuidados com o meio ambiente, mas para que esta agenda racional seja posta em prática, um pré-requisito fundamental será deixar de lado os mitos e a histeria sobre a região e as suas perspectivas de desenvolvimento.

12) Assim sendo, as pessoas, inclusive líderes e personalidades estrangeiras, deveriam informar-se melhor, antes de acusar o Brasil, ridiculamente, de “ameaçar o clima mundial”, ou pedir sanções contra o País (em geral, com motivações políticas e econômicas). E o mesmo vale para muitos brasileiros sempre dispostos a repercutir quaisquer acusações ao País vindas do exterior, independentemente da sua seriedade – ou da falta dela.

O texto acima é de Geraldo Luís Lino, geólogo, ex-consultor ambiental e cofundador e diretor do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Clique aqui para ver o texto original.

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Deixem em paz esta menina

Desde o já remoto ano de 1992 em que a primeira Cúpula da Terra foi realizada no Rio de Janeiro, à qual tive o prazer de comparecer, a abordagem da necessidade de combater a poluição industrial tem sido temperada com mensagens catastróficas e apelos para respostas emocionais, deixando em segundo lugar abordagens puramente científicas.

As mudanças climáticas têm sido o grande mantra sob o qual tentou-se justificar a mudança do modelo energético, com o banimento do uso de combustíveis fósseis, que se diz ser imprescindível nada menos que para “salvar nosso planeta”. Esse é o cerne das últimas mensagens que, como a chuva fina, pretendem penetrar na opinião pública com uma razão justificada no chamado “consenso científico”.

Não há dúvida de que estamos passando por décadas quentes, especialmente quentes se você quiser, mas do reconhecimento desta realidade para reivindicar medidas devastadoras para a economia dos mais fracos tomando como ícones publicitários ursos flutuando em fragmentos de gelo, abre-se um verdadeiro abismo.

Há apenas uma semana, a ONU, ou seja, seu instrumento IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), instou-nos a consumir menos carne, o que fez com que rios de tinta corressem a favor e contra a sugestão, mas esta mensagem foi acompanhada por outra aparentemente menor, mas de enorme importância: a sugestão de consumirmos apenas (os ricos, naturalmente) produtos agrícolas locais, para evitar o transporte motorizado e reduzir a pegada de carbono.

Muito bem, porque em vez de suprimir as tarifas nos países menos desenvolvidos (e muitas vezes longe) e comprar seus produtos, aumentamos as barreiras existentes, neste caso por servidão à “luta para salvar o planeta” não devemos nos surpreender, eles vêm até nós tentando encontrar soluções para sua miséria e sua fome: a “mudança climática” justifica tudo.

Voltando à Rio 1992, a primeira cúpula em que participaram Chefes de Estado, deve ser lembrado que as grandes doses de ilusão, sem dúvida altamente positivas, foram misturadas com o nascente fantasma do catastrofismo. Um dos ícones que foram capa dos Jornais, e que foi publicado em numerosas línguas, foi o Cristo Redentor entronado em uma grande montanha de sucata e ostentando a seguinte bandeira: “O homem já me crucificou uma vez, agora ele retorna para fazer isso com a poluição”.

Se o planeta realmente começou a ter febre, o antipirético necessário seria a pesquisa científica, mas em vez de estimulá-la e dedicar os recursos necessários para ela, os heróis que se tornaram os salvadores do planeta optaram pela adoração de ídolos de silício: supercomputadores, capazes de fornecer modelos de funcionamento de algo tão complexo como o sistema climático global da Terra.

A necessidade de mudar todos os modelos de consumo de energia, com a assunção de quantas medidas fossem necessárias para isso, caíssem os que caíssem, especialmente se aqueles que caíam fossem quase sempre os deserdados da fortuna, foi assumido como dogma; um dogma que buscava o “consenso” dos cientistas.

Naquele primeiro ataque avassalador, o IPCC tinha um “apóstolo” intocável, nada menos que o vice-presidente americano Al Gore, mais tarde desacreditado por seu papel de grande consumidor, mas depois de receber as mais altas distinções internacionais. A equipe de propaganda de Al Gore enfatizou na Espanha, fingindo que seus emissários davam palestras nas escolas para espalhar os dogmas da nova crença.

Os escolhidos pelo rolo compressor Al Gore eram aqueles que, naqueles finais do século, chamavam a esquerda espanhola de “gente da cultura”, ou o que é o mesmo que artistas de cinema e teatro, escritores progressistas e outros “entendidos em ecologia”. Esta iniciativa foi acompanhada por vídeos cheios de falsidades que os promotores da infeliz Lei Orgânica Geral do Sistema Educacional, ou algo semelhante, porque um já está perdido no tropel de sinais que simbolizavam a destruição da nossa escola de ensino médio, anteriormente pretendida para distribuir em uma base obrigatória por todos os Centros de Educação Pública.

Permita-me a auto-indicação que no Instituto de Ensino Médio Eijo y Garay, onde eu ensinei minha cadeira de Ciências Naturais, nem dei lições para os alunos, nem distribuí esses vídeos supostamente didáticos, porque eu não consenti com isso no exercício da minha autoridade de ensino. O tempo provou o certo para o meu suposto puritanismo, quando pouco depois Al Gore foi identificado como um dos grandes consumistas de seu tempo e quando os vídeos acima mencionados foram removidos, identificando neles os verdadeiros especialistas, pelo menos, dez erros grosseiros. Poucos anos depois de o ídolo americano de barro ter sido deixado aos pés dos cavalos, os apóstolos das mudanças climáticas encontraram um novo ícone que orgulhosamente percorre o mundo para “ensinar” cientistas e políticos a salvar o planeta. Ela não viaja de avião para fazer sua “pegada de carbono” menor, mas o faz em um iate de luxo tripulado por seis marinheiros que, depois de depositar sua passageira nas reuniões em que ela “aconselha”, devolvem-se os seis de avião à base deles. Estamos todos ficamos loucos?

Mas a incongruência anterior careceria da seriedade que pensamos que tudo isso tem se o “ícone ambientalista” escolhido agora não fosse uma menina! Bem, é uma adolescente sueca de 16 anos chamada Greta Thunberg que vai concorrer ao Nobel da Paz, no mínimo, diante da complacência e cortesia de não poucos líderes da política internacional.

Me guardarei muito de dedicar comentários desagradáveis ​​a Greta, não só pelo respeito que lhe devo como pessoa, mas também como professor de tantas criaturas da sua idade; Não digo o mesmo daqueles que administram isso, e eu não estou falando apenas de políticos, eu também o faço sobre seus professores e as autoridades docentes suecas que concordam com isso, sobre seu pai e todos os que estão envolvidos na criação irresponsável do que ameaça logo se tornar um “brinquedo quebrado”.

Os adolescentes sensibilizados para a proteção da natureza tendem a fazer parte do melhor de suas gerações: é nossa obrigação treiná-los como futuros cientistas e especialmente como bons cidadãos e contribuir para sua felicidade. Usá-los como uma nova reivindicação, quando os outros estão gradualmente se esgotando, é simplesmente miserável.

Como professor, que sigo sendo, ainda que aposentado, porque essa profissão imprime caráter, exijo que deixem em paz essa menina e não interrompam seu processo de formação e amadurecimento; em breve poderemos ter uma eminentemente cientista, mas por enquanto não é nada menos que uma menina.

E para colocar um ponto de esperança, informamos que em 30 de julho, uma eminente equipe de 83 cientistas italianos publicou um manifesto em que se atreve a duvidar que o aquecimento que temos sofrido nas últimas décadas tenha como origem exclusiva a atividade antropogênica. Referem-se em seus estudos aos ciclos solares e aos sessenta anos com os quais se manifestaram ao longo do registro, incompletos e referentes aos séculos recentes, que temos. Eu insisto: façam o favor de deixar os cientistas falarem e respeitem a infância como ela merece: meninos e meninas são nossa esperança para o futuro e com eles, nem peças nem ofícios.

O texto acima é uma tradução livre de artigo do professor Miguel del Pino Luengo, biólogo e professor de Ciências Naturais. Para ver o original, clique aqui.

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Desculpe, sra. Merkel

O arsenal de Bolsonaro para responder à chanceler alemã sobre meio ambiente é grande

A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou que pretendia ter uma conversa “clara” com o presidente Bolsonaro sobre as políticas ambientais do Brasil durante a cúpula do G-20 em Osaka. O arsenal de Bolsonaro para respondê-la é grande, pois pode mostrar dados irrefutáveis da Embrapa Territorial indicando que o Brasil mantém uma área destinada à preservação e proteção da vegetação nativa correspondente a 66,3% do seu território. Embora seja uma potência mundial agrícola, ocupa somente 9% do território com todas as lavouras e florestas plantadas. A vegetação nativa preservada nos imóveis rurais privados, sem qualquer compensação econômica, ocupa 20,5%; nas unidades de conservação, outros 13,1%; nas terras indígenas, mais 13,8%; e em terras devolutas e não cadastradas, outros 18,9%.

Na União Europeia a realidade é inversa. A vegetação nativa ocupa irrisório 0,3% do território, e até mesmo a Floresta Negra da Alemanha, que não é nativa, por se tratar de vegetação homogênea, apresenta quase nenhuma biodiversidade.

Nossa matriz energética é 44% renovável, tendo a cana-de-açúcar como segunda maior fonte de energia, com 17,0% da oferta de energia primária, menor apenas do que o petróleo e seus derivados.

Na área de combustíveis líquidos, no primeiro trimestre de 2019 o etanol utilizado em mistura com a gasolina e puro pela frota flex substituiu 45,6% de toda a gasolina consumida. Desde 1976, o etanol já substituiu 3 bilhões de barris de gasolina, com uma economia de mais de US$ 506 bilhões. Não é pouco num país que possui reservas de petróleo e condensados de 12,6 bilhões de barris, incluindo o pré-sal, e reservas internacionais de US$ 383 bilhões.

No Brasil, o etanol tem substituído aromáticos cancerígenos contidos na gasolina, reduzindo também emissões de material particulado e outros compostos nocivos à saúde, como o monóxido de carbono, formaldeídos e compostos orgânicos voláteis geradores de smog fotoquímico. Bolsonaro pode lembrar Merkel de que estamos, também, substituindo 10% de todo o diesel fóssil com biodiesel e que já aprovamos um cronograma para elevar essa mistura para 15% até 2023. E que, por causa do uso de biocombustíveis e de medidas como o rodízio, São Paulo não tem a mesma poluição do ar que metrópoles como Pequim, Deli e Cidade do México.

Bolsonaro pode lembrar Merkel de que o Congresso brasileiro aprovou em 2017 o RenovaBio, que sem subsídios ou novo imposto sobre carbono criou um mecanismo de certificação que vai incentivar a eficiência energética-ambiental e terá como resultado redução de preço dos biocombustíveis ao consumidor, levando a uma precificação do carbono pelo mercado, e não pela caneta de um burocrata de governo. Que suas metas de descarbonização devem levar a uma redução acumulada de emissão de 686 milhões de toneladas de CO2e até 2029, o que corresponde a mais de um ano de emissões totais da França.

Bolsonaro pode lembrar Merkel de que o Brasil tem uma opção tecnológica de mobilidade muito superior à que a Alemanha e outros países europeus estão perseguindo ao pretenderem substituir motores de combustão interna por carros elétricos a bateria, numa falsa ilusão de que desta maneira estarão gerando emissão zero.

Bolsonaro pode questionar Merkel sobre a política ambiental alemã, que atualmente usa energia elétrica obtida com a queima de carvão e gás natural para movimentar a sua frota de carros pretensamente limpos, utilizando baterias produzidas com metais raros extraídos via de regra de forma não sustentável. O carro a bateria não emite CO2, mas a geração da energia nela armazenada, e a emitida para produzir e descartar a bateria, sim.

Quando levada em conta a avaliação do ciclo de vida fechado (poço-a-roda), os carros elétricos a bateria europeus estão emitindo hoje aproximadamente 92 gCO2e/km e, talvez, com todos os avanços previstos, estejam emitindo 74 gCO2e/km em 2032 – isso sem contar os custos ambientais de fabricação e descarte das baterias e os elevados investimentos e custos ambientais de uma nova infraestrutura de recarga.

Bolsonaro pode indicar a Merkel que, por causa da pegada de carbono quase neutra do etanol, a emissão de gases do efeito estufa dos atuais veículos equipados com motores de combustão interna utilizando etanol ainda não otimizados é de apenas 58 gCO2e/km, e novas tecnologias a serem em breve implantadas como resultado da Lei do Rota2030 aprovada em 2018, estamos indo na direção de 47 gCO2/km. Estamos indo na direção da eletrificação com biocombustíveis com o novo híbrido flex a etanol, que entra no mercado em outubro e já é considerado o carro mais limpo do planeta, pois emite apenas 39 gramas, e a célula a combustível a etanol que já tem protótipo pronto, e quando chegar às ruas emitirá apenas 27 gramas por km.

É por esse motivo que dirigentes de montadoras europeias têm alertado Merkel e o presidente francês, Makron, de que até os atuais carros movidos a diesel são mais limpos do que a opção tecnológica que ambos têm incentivado com enormes subsídios, mas pouco interesse tem capturado nos consumidores.

Bolsonaro pode indicar a Merkel que, em realidade, o Brasil tem em suas mãos a solução para resolver o mais grave desafio que a Europa enfrenta atualmente, a crise dos refugiados. A adoção desta estratégia na África e em outras regiões do globo poderá aumentar a produção de alimentos e energia, reduzir a dependência energética por energia fóssil, fixar o homem no campo, reduzir o desmatamento ligado à coleta de madeira para cocção, gerar renda e emprego e incentivar o comércio.

Bolsonaro e Merkel podem manter um diálogo sobre como lideranças globais, unidas, podem tentar amenizar os efeitos dos dois grandes problemas que afligem a humanidade: o aquecimento global e a crise do emprego, com sustentabilidade econômica, social e ambiental.

O texto acima é de Plinio Nastari, presidente da Datagro e representante da sociedade civil no Conselho Nacional de Politica Energética (CNPE). Publicado em O Estado de S.Paulo em 29 de junho de 2019

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