Carta aberta à presidente Dilma Rousseff

Mudanças climáticas: hora de recobrar o bom senso

Exma. Sra.
Dilma Vana Rousseff
Presidente da República Federativa do Brasil

Excelentíssima Senhora Presidente:

Em uma recente reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a senhora afirmou que a fantasia não tem lugar nas discussões sobre um novo paradigma de crescimento – do qual a humanidade necessita, com urgência, para proporcionar a extensão dos benefícios do conhecimento a todas as sociedades do planeta. Na mesma ocasião, a senhora assinalou que o debate sobre o desenvolvimento sustentado precisa ser pautado pelo direito dos povos ao progresso, com o devido fundamento científico.

Assim sendo, permita-nos complementar tais formulações, destacando o fato de que as discussões sobre o tema central da agenda ambiental, as mudanças climáticas, têm sido pautadas, predominantemente, por motivações ideológicas, políticas, acadêmicas e econômicas restritas. Isto as têm afastado, não apenas dos princípios basilares da prática científica, como também dos interesses maiores das sociedades de todo o mundo, inclusive a brasileira. Por isso, apresentamos-lhe as considerações a seguir.

1) Não há evidências físicas da influência humana no clima global:

A despeito de todo o sensacionalismo a respeito, não existe qualquer evidência física observada no mundo real que permita demonstrar que as mudanças climáticas globais, ocorridas desde a revolução industrial do século XVIII, sejam anômalas em relação às ocorridas anteriormente, no passado histórico e geológico – anomalias que, se ocorressem, caracterizariam a influência humana.

Todos os prognósticos que indicam elevações exageradas das temperaturas e dos níveis do mar, nas décadas vindouras, além de outros efeitos negativos atribuídos ao lançamento de compostos de carbono de origem humana (antropogênicos) na atmosfera, baseiam-se em projeções de modelos matemáticos, que constituem apenas simplificações limitadas do sistema climático – e, portanto, não deveriam ser usados para fundamentar políticas públicas e estratégias de longo alcance e com grandes impactos socioeconômicos de âmbito global.

A influência humana no clima restringe-se às cidades e seus entornos, em situações específicas de calmarias, sendo estes efeitos bastante conhecidos, mas sem influência em escala planetária. Para que a ação humana no clima global ficasse demonstrada, seria preciso que, nos últimos dois séculos, estivessem ocorrendo níveis inusitadamente altos de temperaturas e níveis do mar e, principalmente, que as suas taxas de variação (gradientes) fossem superiores às verificadas anteriormente.

O relatório de 2007 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) registra que, no período 1850-2000, as temperaturas aumentaram 0,74°C, e que, entre 1870 e 2000, os níveis do mar subiram 0,2 m.

Ora, ao longo do Holoceno, a época geológica correspondente aos últimos 12.000 anos em que a civilização tem existido, houve diversos períodos com temperaturas mais altas que as atuais. No Holoceno Médio, há 5.000-6.000 anos, as temperaturas médias chegaram a ser 2-3°C superiores às atuais, enquanto os níveis do mar atingiam até 3 metros acima do atual. Igualmente, nos períodos quentes conhecidos como Minoano (1500-1200 a.C.), Romano (séc. VI a.C.-V d.C.) e Medieval (séc. X-XIII d.C.), as temperaturas atingiram mais de 1°C acima das atuais.

Quanto às taxas de variação desses indicadores, não se observa qualquer aceleração anormal delas nos últimos dois séculos. Ao contrário, nos últimos 20.000 anos, desde o início do degelo da última glaciação, houve períodos em que as variações de temperaturas e níveis do mar chegaram a ser uma ordem de grandeza mais rápidas que as verificadas desde o século XIX.

Entre 12.900 e 11.600 anos atrás, no período frio denominado Dryas Recente, as temperaturas caíram cerca de 8°C em menos de 50 anos e, ao término dele, voltaram a subir na mesma proporção, em pouco mais de meio século.

Quanto ao nível do mar, ele subiu cerca de 120 metros, entre 18.000 e 6.000 anos atrás, o que equivale a uma taxa média de 1 metro por século, suficiente para impactar visualmente as gerações sucessivas das populações que habitavam as margens continentais. No período entre 14.650 e 14.300 anos atrás, a elevação foi ainda mais rápida, atingindo cerca de 14 metros em apenas 350 anos – equivalente a 4 m por século.

Por conseguinte, as variações observadas no período da industrialização se enquadram, com muita folga, dentro da faixa de oscilações naturais do clima e, portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.

Tais dados representam apenas uma ínfima fração das evidências proporcionadas por, literalmente, milhares de estudos realizados em todos os continentes, por cientistas de dezenas de países, devidamente publicados na literatura científica internacional. Desafortunadamente, é raro que algum destes estudos ganhe repercussão na mídia, quase sempre mais inclinada à promoção de um alarmismo sensacionalista e desorientador.

2) A hipótese “antropogênica” é um desserviço à ciência:

A boa prática científica pressupõe a busca permanente de uma convergência entre hipóteses e evidências. Como a hipótese do aquecimento global antropogênico (AGA) não se fundamenta em evidências físicas observadas, a insistência na sua preservação representa um grande desserviço à ciência e à sua necessária colocação a serviço do progresso da humanidade.

A história registra numerosos exemplos dos efeitos nefastos do atrelamento da ciência a ideologias e outros interesses restritos. Nos países da antiga URSS, as ciências biológicas e agrícolas ainda se ressentem das consequências do atraso de décadas provocado pela sua subordinação aos ditames e à truculência de Trofim D. Lysenko, apoiado pelo ditador Josef Stálin e seus sucessores imediatos, que rejeitava a genética, mesmo diante dos avanços obtidos por cientistas de todo o mundo, inclusive na própria URSS, por considerá-la uma ciência “burguesa e antirrevolucionária”. O empenho na imposição do AGA, sem as devidas evidências, equivale a uma versão atual do “lysenkoísmo”, que tem custado caro à humanidade, em recursos humanos, técnicos e econômicos desperdiçados com um problema inexistente.

Ademais, ao conferir ao dióxido de carbono (CO₂) e outros gases produzidos pelas atividades humanas o papel de principais protagonistas da dinâmica climática, a hipótese do AGA simplifica e distorce um processo extremamente complexo, no qual interagem fatores astrofísicos, atmosféricos, geológicos, geomorfológicos, oceânicos e biológicos, que a ciência apenas começa a entender em sua abrangência.

Um exemplo dos riscos dessa simplificação é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 experimente um considerável resfriamento, em vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar e de uma fase de resfriamento do oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico, ODP), em um cenário semelhante ao verificado entre 1947-1976. Vale observar que, naquele intervalo, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o café no Paraná. Se tais condições se repetirem, o País poderá ter sérios problemas, inclusive, nas áreas de expansão da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte e na geração hidrelétrica (particularmente, considerando a proliferação de reservatórios “a fio d’água”, impostos pelas restrições ambientais).

A propósito, o decantado limite de 2°C para a elevação das temperaturas, que, supostamente, não poderia ser superado e tem justificado todas as restrições propostas para os combustíveis fósseis, também não tem qualquer base científica: trata-se de uma criação “política” do físico Hans-Joachim Schellnhuber, assessor científico do governo alemão, como admitido por ele próprio, em uma entrevista à revista Der Spiegel (17/10/2010).

3) O alarmismo climático é contraproducente:

O alarmismo que tem caracterizado as discussões sobre as mudanças climáticas é extremamente prejudicial à atitude correta necessária frente a elas, que deve ser orientada pelo bom senso e pelo conceito de resiliência, em lugar de submeter as sociedades a restrições tecnológicas e econômicas absolutamente desnecessárias.

No caso, resiliência significa a flexibilidade das condições físicas de sobrevivência e funcionamento das sociedades, além da capacidade de resposta às emergências, permitindo-lhes reduzir a sua vulnerabilidade às oscilações climáticas e outros fenômenos naturais potencialmente perigosos. Tais requisitos incluem, por exemplo, a redundância de fontes alimentícias (inclusive a disponibilidade de sementes geneticamente modificadas para todas as condições climáticas), capacidade de armazenamento de alimentos, infraestrutura de transportes, energia e comunicações e outros fatores.

Portanto, o caminho mais racional e eficiente para aumentar a resiliência da humanidade, diante das mudanças climáticas inevitáveis, é a elevação geral dos seus níveis de desenvolvimento e progresso aos patamares permitidos pela ciência e pela tecnologia modernas.

Além disso, o alarmismo desvia as atenções das emergências e prioridades reais. Um exemplo é a indisponibilidade de sistemas de saneamento básico para mais da metade da população mundial, cujas consequências constituem, de longe, o principal problema ambiental do planeta. Outro é a falta de acesso à eletricidade, que atinge mais de 1,5 bilhão de pessoas, principalmente, na Ásia, África e América Latina.

No Brasil, sem mencionar o déficit de saneamento, grande parte dos recursos que têm sido alocados a programas vinculados às mudanças climáticas, segundo o enfoque da redução das emissões de carbono, teria uma destinação mais útil à sociedade se fossem empregados na correção de deficiências reais, como: a falta de um satélite meteorológico próprio (de que dispõem países como a China e a Índia); a ampliação e melhor distribuição territorial da rede de estações meteorológicas, inferior aos padrões recomendados pela Organização Meteorológica Mundial, para um território com as dimensões do brasileiro; o aumento do número de radares meteorológicos e a sua interligação aos sistemas de defesa civil; a consolidação de uma base nacional de dados climatológicos, agrupando os dados de todas as estações meteorológicas do País, muitos dos quais sequer foram digitalizados.

4) A “descarbonização” da economia é desnecessária e economicamente deletéria:

Uma vez que as emissões antropogênicas de carbono não provocam impactos verificáveis no clima global, toda a agenda da “descarbonização” da economia, ou “economia de baixo carbono”, se torna desnecessária e contraproducente – sendo, na verdade, uma pseudo-solução para um problema inexistente. A insistência na sua preservação, por força da inércia do status quo, não implicará em qualquer efeito sobre o clima, mas tenderá a aprofundar os seus numerosos impactos negativos.

O principal deles é o encarecimento desnecessário das tarifas de energia e de uma série de atividades econômicas, em razão de: a) os pesados subsídios concedidos à exploração de fontes energéticas de baixa eficiência, como a eólica e solar – ademais, inaptas para a geração elétrica de base (e já em retração na União Europeia, que investiu fortemente nelas); b) a imposição de cotas e taxas vinculadas às emissões de carbono, como fizeram a Austrália, sob grande rejeição popular, e a União Europeia, para viabilizar o seu mercado de créditos de carbono; c) a imposição de medidas de captura e sequestro de carbono (CCS) a várias atividades.

Os principais beneficiários de tais medidas têm sido os fornecedores de equipamentos e serviços de CCS e os participantes dos intrinsecamente inúteis mercados de carbono, que não têm qualquer fundamento econômico real e se sustentam tão somente em uma demanda artificial criada sobre uma necessidade inexistente. Vale acrescentar que tais mercados têm se prestado a toda sorte de atividades fraudulentas, inclusive, no Brasil, onde autoridades federais investigam contratos de carbono ilegais envolvendo tribos indígenas, na Amazônia, e a criação irregular de áreas de proteção ambiental para tais finalidades escusas, no estado de São Paulo.

5) É preciso uma guinada para o futuro:

Pela primeira vez na história, a humanidade detém um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual. Esta perspectiva viabiliza a possibilidade de se universalizar – de uma forma inteiramente sustentável – os níveis gerais de bem-estar usufruídos pelos países mais avançados, em termos de infraestrutura de água, saneamento, energia, transportes, comunicações, serviços de saúde e educação e outras conquistas da vida civilizada moderna. A despeito dos falaciosos argumentos contrários a tal perspectiva, os principais obstáculos à sua concretização, em menos de duas gerações, são mentais e políticos, e não físicos e ambientais.

Para tanto, o alarmismo ambientalista, em geral, e climático, em particular, terá que ser apeado do seu atual pedestal de privilégios imerecidos e substituído por uma estratégia que privilegie os princípios científicos, o bem comum e o bom senso.

A conferência Rio+20 poderá ser uma oportuna plataforma para essa necessária reorientação.

Kenitiro Suguio
Geólogo, Doutor em Geologia
Professor Emérito do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP)
Membro titular da Academia Brasileira de Ciências
 
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Físico, Doutor em Meteorologia e Pós-doutor em Hidrologia de Florestas
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Físico, Professor Titular (aposentado) do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
Co-autor do livro Philosophy of Science: Brief History (Amazon Books, 2010, com Marcelo Samuel Berman)
 
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Autor do livro Clima e Meio Ambiente (Atual, 2011)
 
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Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia
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Geógrafo, Mestre em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos e Doutor em Geologia
Professor Adjunto do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB)
Autor do livro Aquecimento Global: ciência ou religião? (Hinterlândia, 2009)
 
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Autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei, 2009)
 
Maria Angélica Barreto Ramos
Geóloga, Pesquisadora em Geociências (Senior) do Serviço Geológico d Brasil – CPRM
Mestre em Geociências – Opção Geoquímica Ambiental e Especialista em Geoprocessamento e Modelagem Espacial de Dados em Geociências
 
 
 
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31 Responses to “Carta aberta à presidente Dilma Rousseff”


  1. 1 Cristina Gracia 19 maio 2012 às 3:30 pm

    Parabéns a todos os cientista pela atitude e coragem de divulgar a verdade científica pela qualidade da vida em nosso planeta. Acho que novas tecnologias energéticas poderão melhorar muito a vida de milhões de pessoas. Quero divulgar a todos este link de um vídeo muito interessante onde um cientista demonstra o que interfere em nosso clima: http://goldstaender.wordpress.com/galactic-summer

  2. 2 Sérgio O. Russo 09 junho 2012 às 8:52 am

    Parabéns! Tenho denunciado essa farsa em meu site http://www.dominiosfantasticos.xpg.com.br, notadamente a criminosa aspersão dos Chemtrails sobre todo o planeta, inclusive no Brasil, envenenando as populações. O vergonhoso mercado de créditos de carbono é um crime que somente enriquece a grande conspiração global. Isso tem que ser denunciado e combatido

  3. 3 Alexandre 09 junho 2012 às 12:41 pm

    Por favor! Mandem essa carta para o editor chefe do Fantástico, pois eu não aguento mais aquela Sônia Bridi falando besteiras, ressuscitando a teoria malthusiana e falando em aquecimento global! Chega de teoria do caos e mentiras!

  4. 4 LFlavio cavalcante 12 junho 2012 às 3:35 pm

    Seu blog está demais, temos que dar a máxima visibilidade a esse assunto buscando meios de propagar as matérias aqui expostas.

  5. 5 L Gabriel Cavalcante 12 junho 2012 às 3:39 pm

    Temos de propagar ao máximo esse assunto, essa mentirada tem de ser desmascarada a nível popular, tendo cada cidadão a consciência de que o clima está como deve estar, e que todo o resto é alardeado para benefício de alguns.

  6. 6 wagner braga 16 junho 2012 às 5:16 pm

    Parabéns, enfim começam a surgir respostas aos terroristas ambientais, penso da mesma forma, estou cansado de levantar está bandeira em conversas com amigos e em reuniões públicas de criação de áreas ambientais, este tema é sim politico e ideológico, onde pessoas tentam sobreviver com seus altos salários ligados a esse tema e ONGs com recursos de vários caminhos.

  7. 7 Thiago Sampaio 18 junho 2012 às 2:32 am

    Olá, acabei de conhecer o blog, tendo aqui chegado meio que de pára-quedas, ao pesquisar na Internet sobre o documentário britânico que leva o mesmo nome. Achei muito bom, gostei muito de saber que vários cientistas do Brasil assinaram e enviaram uma carta de esclarecimento à presidente Dilma sobre as reais questões envolvidas no que tange o aquecimento global, o que, ao meu ver, é de suma importância para a tomada de decisões que afetarão diretamente a sociedade brasileira. E fiquei surpreso ao ver a carta dos 50 ex-cientistas da Nasa destinada ao seu diretor, levando-se em conta que tal agência tradicionalmente publica informações que corroboram o aquecimento global. Nunca que eu iria tomar conhecimento destas duas cartas pela mídia de massa, que intencionalmente negligencia a ala cética da questão. Parabéns pela iniciativa.

  8. 8 adriana 20 junho 2012 às 9:29 am

    Desde muito criança, nunca consegui entender estas “verdades”, se o planeta está aquecendo, derreter-se-ão as geleiras e então teremos mais água, além dos aproximadamente 2/3 do planeta que são de água, então com é que a água vai acabar? Que bom que exitem críticos realmente construtivos, não ideológicos e capitalistas a ponto de tornarem todo o planeta vendável.

    • 9 Euzinha 16 maio 2013 às 6:09 pm

      Desculpe, mas tenho que perguntar: alguém se ocupou de explorar o significado da palavra ideológico? Não é palavrão não! Um dos significados é: conjunto de ideias, convicções e princípios filosóficos, sociais, políticos que caracterizam o pensamento de um indivíduo, grupo, movimento, época, sociedade (ex.: ideologia política). Toda pessoa é política e pauta idéias com base em determinada linha de raciocínio. Até onde eu, uma pessoa comum (não doutora, mas não ingênua), saiba, não existe um único ser humano com visão “neutra” “apolítica” de nada. Ideologia é o arcabouço do pensamento. Sem ela, nenhuma ideia fica de pé!

  9. 10 Auricélio Costa 25 junho 2012 às 8:29 pm

    Lamento muito não acreditar nas palavras dos Doutores que assinaram a carta acima, pois seria desconhecer toda a devastação que a humanidade vem causando ao planeta, a devastação da cobertura florestal, dos recursos hídricos e minerais e de um conjunto de fatores de degradação, e o mais importante, o consumo exagerado de bens materiais que não podem ser extendidos a toda a população planetária. Seria desconhecer o caos do trânsito nas grandes cidades e os outros impactos. É muito fácil aparecer com qualquer teoria que contradiga toda a lógica atual, isso dá hofotes, mídia, vocês já apareceram, já alcançaram o que queriam. Auricélio Costa, RN

    • 11 Mario 26 junho 2012 às 8:19 am

      Lamento por você. Fique com a sua crença, nós ficamos com a ciência. E não confunda as coisas: nada do que você mencionou está relacionado com o clima…

      • 12 Arildo Souza 08 setembro 2012 às 6:35 pm

        Com qual ciência você fica, amigo Mario, com aquela que defende as petrolíferas, assinada pelos ilustres cientistas, ou a ciência dos cientistas da ONU que afirmam ser o aquecimento global de causa humana e o principal vilão o CO2, provocado pela queima dos combustíveis fósseis? Quem vai lucrar com essa negação? As petrolíferas, claro. Então quem será que está sendo feito de bobo nesta história? Quem de fato está com a verdade e quem é o crente aqui?

    • 13 R. Bertoleto 27 julho 2012 às 8:41 pm

      Os dinossauros poluíram muuiito mais e deixaram a Terra para a gente.

  10. 14 Lorivaldo Tomé 26 junho 2012 às 11:22 am

    Excelente!

  11. 15 Geloca 27 junho 2012 às 3:44 pm

    Eu desconfiava que o alarmismo tinha algo por trás…, agora tenho certeza, que bom! Me aquietou esta carta.

  12. 16 Marcos Holanda 28 junho 2012 às 11:03 am

    Assistam o filme [disponível em Vídeos, nesse blog]. É esclarecedor… e desmistificador.

  13. 17 José Antonio Monteiro Ferreira, Eng. químico, sanitarista e ambientalista 28 junho 2012 às 1:56 pm

    O metano produzido pela ausência de saneamento ou por processos anaeróbios (ETEs, aterros e lixões) contribuem muito mais para o efeito estufa do que o CO2. A história dos créditos de carbono me lembra a figura do comedor de pecados da Idade Média. Concordo parcialmente com o que foi dito na carta aberta à presidente Dilma, porém temos muitos locais de maior temperatura decorrentes da queima de combustíveis fósseis, que não são compensados em função do aumento do desmatamento, em geral próximo a áreas já habitadas. Isto gera uma disponibilidade muito grande de CO2 aquecido, que carrega consigo outros gases, que na somatória estão interferindo em diversas áreas, por exemplo nos Andes, que nos afeta diretamente, tendo em vista que a maioria dos rios amazônicos são formados por desgelo, o que também poderá afetar as populações que lá vivem. O que necessitaríamos, na verdade, é um amplo centro histórico climatológico que pudesse compilar nosso passado em relação aos tempos atuais, cujas avaliações de todas as áreas do planeta ainda são insuficientes. Se houvessem melhores amostragens climáticas, as previsões do tempo teriam um número de acertos muito superiores ao que ocerrem na mídia.

  14. 18 Ubirajara A. de Sousa 01 julho 2012 às 4:12 pm

    Os cientistas brasileiros deram um exemplo de humildade e conciência da sua própria e verdadeira personalidade. Vocês estão de parabéns, continuem sempre assim. É uma pena que os políticos brasileiros não levem em conta o exemplo dos cientistas brasileiros, e levar a vida de falcatruas é o que eles mais sabem fazer, deveriam deixar de ser políticos e serem traficantes de ideias como os babacas que vieram participar da Rio +20. Estamos começando a desmascarar todos os que vivem enrolando. Nos aguardem!

  15. 19 Edimar Soares Dias 29 julho 2012 às 6:51 pm

    Tenho observado, há meses, que aumenta o número de apresentações de pessoas autorizadas (geralmente cientistas), a questionar o tal do aquecimento global. Tenho para mim que o “show da vida” e outras tantas bobagens televisivas apostam no interesse (sem bases) das pessoas por alarmismos e catastrofismos e faturam em cima. Esta carta me parece um bom ponto de partida para quem quer se inteirar do assunto com seriedade, fugindo, sempre, dos jornalões e televisões. Parabéns.

  16. 20 Arildo Souza 08 setembro 2012 às 6:29 pm

    Para mim, estes cientistas estão sendo financiados pela Petrobrás para falar que o aquecimento global não é provocado pela queima de combustíveis fósseis. Por que será que os americanos sempre apoiaram esta idéia? Será conincidência? Ou é porque eles dependem do petróleo mais do que o resto do mundo? Aliás, ao contrário do que muitas opiniões afirmam aqui, que o aquecimento é uma farsa, nem os cientistas afirmam isto. O que eles dizem é apenas que o aquecimento global existe, porém por causas naturais e não antrópicas. Portanto, o aquecimento não é uma farsa, ele existe e veio para ficar. A questão é descobrir quem está falando a verdade em relação à causa.

    • 21 Arildo Souza 08 setembro 2012 às 6:38 pm

      Só uma pergunta: porque um especialista em aquecimento global do INPE, como José Marengo, não assinou a carta? Será porque não concorda com o conteúdo da mesma e por isso não o convidaram?

      • 22 Mauricio 18 maio 2014 às 10:52 am

        Cara, que eu saiba, CO2 é alimento para desenvolvimento de plantas e portanto contribuiria para o ciclo de renovação da água e não ao contrário. Também sei que O CO2 é isotrópico, ou seja, a energia infravermelha que recebe não bate e volta diretamente para a Terra, mas é distribuída ao seu redor. Também sei que pela lâmina de Okkan, a teoria mais fantástica, é a que mais cedo deve ser descartada. Isso sem falar no interesse econômico onde o imposto do carbono gera custos à população e incentivos a formas de energia inustentáveis. Como se disse no comentário acima, ciência é ciência, ideologia é ideologia. Você manifestou sua ideologia, mas não sua cIência. Obrigado por contribuir ao debate.

      • 23 Ricardo 22 abril 2016 às 6:48 pm

        Simplesmente porque Marengo e outros como Nobre, etc., recebem ajuda financeira de ONGs como WWF e ISA, que por sua vez estão atreladas à Fundação Ford (está na capa dos relatórios que eles escrevem, cara!!!). Deixe de ser pau-mandando da turma aquecimentista, faz favor! Assista o documentário “A Grande Farsa do Aquecimento Global”, onde os mesmos caras que você defende, já abandonaram o IPCC e relatam que tudo não passa de patifaria. Esta sua militância chega a ser ridícula. Onde está a sua prova que algum dos cientistas brasileiros recebe grana da Petrobrás, empresa falida, em um cenário onde o petróleo custa 30 dólares o barril. Pague aí a sua conta de energia caríssima e seja o otário que tanto estes governos verdes querem ter na carteira, sujeitando-se ao sistema SmartGrid, e boa sorte!

  17. 24 João Moreira 16 setembro 2012 às 3:42 pm

    Parabéns. Temos que aprender a pensar. Estes fenômenos são cíclicos e como todo o universo, estão em constante movimento em direção à evolução. É lamentavel que ainda hoje existam pessoas que simplesmente acreditam em informações, sem realmente pensar sobre o assunto.

  18. 25 Sergio C. de Souza 25 setembro 2012 às 6:30 pm

    Parabéns a todos, um dia teremos um governo mais aberto para as coisas.

  19. 28 J. Pereira 25 outubro 2012 às 8:28 pm

    A “resposta” falou, falou e não contestou o núcleo das afirmações. Salvo, ao final, quando negou óbvio: o de que o discurso dos ecochatos, inclusive os apoiados pelo governo, está pautado ideologicamente.

  20. 29 Euzinha 16 maio 2013 às 5:57 pm

    É… Não sei se é preciso ser cientista para pensar… Eu penso de uma maneira bem simples, eu simples cidadão, que não me resumo à ciência ou à religião… Não nego nenhuma das duas, mas não as vejo como única verdade… Deixando a filosofia (esta maltratada forma de pensar) de lado, pergunto: se vossas excelências (cientistas acima) concordam que há grandes alterações pelas terras, ares e águas afora (pelos 7 bilhões de transformadores intencionais, que somos), porque negam que o somatório disto tenha um resultado significativo? Uns dizem que o Sol está começando a “fritar” a Terra, outros que nossa civilização e o homem está “fechando a tampa”… Como disse antes, sou um ser humano comum (não cientista, não religioso e que não tem chance de faturar nada com isto) e desconfio que nenhum dos lados está dizendo tudo que sabe ou que não sabe. Desconfio que o grande “porque” de não admitirem que ambas as teses se encontram e se somam é o fato de estar cada grupo pensando como pode ganhar (dinheiro, poder, fama) perdidos que estão entre as “ânsias”. Ganância, ignorância, arrogância, …

  21. 30 fellipe 21 fevereiro 2014 às 3:14 pm

    Não adianta, o Partido dos Trabalhadores tem essas propostas no seu plano de governo e implementação do comunismo no Brasil e na America Latina, temos que tirar esses bandidos do poder através do voto!


  1. 1 Ingenuidade ou intencionalidade? A “arte” de interpretar dados e resultados Trackback em 09 maio 2016 às 10:47 am

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